Duas séries legais (e uma para passar longe) do Netflix

23 nov

Eu podia começar esse post pedindo desculpas, as usual. Mas, eu entreguei meu TCC e sou um elfo livre (até a banca oficial de aprovação), eu não preciso de desculpas, eu tenho um diploma (que não serve para muita coisa, mas é um diploma, non?). 

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Dito isso, eu tive poucos dias para realmente descansar e ler. O feriado foi gasto todo nos toques finais do relatório e agora estou com a cabeça tão cansada que nem vontade de ler sinto. Eu aguento fadiga e cansaço físico, mas não aguento cansaço mental. Não consigo ler nadica de nada e até para fazer a lição de casa do francês estou enrolando. 

E é em momentos como esse que eu recorro ao nosso querido e amado Netflix! Como disse antes, o cansaço mental me impede de realizar raciocínios simples como “2+2=4” e os documentários que costumo ver estavam fora de questão (até porque, produzimos um documentário de tcc e eu estou meio que enjoada da palavra “documentário”). Por isso, recorri a aquelas séries curtinhas, de 20 minutos e 12 episódios para poder relaxar.

Chewing Gum

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Tracey é uma menina que trabalha como caixa de uma loja de conveniência e mora num conjunto habitacional chamado Hamlet Towers. Ela tem um namorado de cinco anos chamado Ronald – que ela nunca nem sequer beijou – e uma mãe e uma irmã que são ultrareligiosas e que acham que tudo é pecado. 

Tudo o que Tracey quer é perder sua virgindade e vai conseguir isso com a ajuda de sua amiga Candice, da avó e do namorado dela e de seus vizinhos de Hamlet Tower. Será que Tracey consegue realizar seu sonho ou vai sempre viver carregada de culpa?

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Cinthia, sua irmã, e Joy, sua mãe, não gostam nada quando um garoto, morador do prédio que se considera um “poeta”, passa a se aproximar de Tracey.

Chewing Gum só tem 6 episódios e isso foi mais do que o suficiente para que eu ficasse encantada com a Tracey e com sua obsessão pela Beyonce! Já quero ser amiga dela na vida real! Eu super estou doida para ver a segunda temporada!

Os episódios são engraçados e a sensação é que Hamlet Towers poderia ser facilmente meu prédio ou até a rua onde cresci. Os personagens são diversificados e bem construídos e é impossível não morrer de rir quando você vê as situações em que Tracey se enfia.
Em alguns momentos, as imagens são um pouco explícitas e eu acho que, se forçassem mais um pouquinho, o seriado poderia cair facilmente na vulgaridade total. Não é o tipo de programa que dá para assistir em família ou com sua mãe por perto, etc. 

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Michaela Coel, a atriz que interpreta Tracey, cresceu em um conjunto habitacional chamado Hamlet Towers e também tinha uma mãe e uma irmã ultrareligiosas. Ela se formou em Inglês, em uma Universidade e escreveu a peça de teatro “Chewing Gum Dreams”, que deu origem à série original do Netflix. Acho que dá para dizer que a série foi, em partes, baseada na vida de Michaela, já que ela também assina o roteiro. Não é massa?

Au Service de la France

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Meu último post do blog foi uma dica para aqueles que estavam estudando francês e “Au Service de la France” também é uma! A série foi produzida em 2015 pelo canal francês Arte!, os episódios têm, no máximo, 25 minutinhos, e eles falam devagarzinho. É ótimo para quem quer afiar o ouvido.

“Au Service de la France” é uma série ambientada em Paris, nos anos 60. Ela segue a história do jovem André Merlaux, très beau (gato mesmo, no bom e velho português) e inteligente. Merlaux é selecionado para trabalhar no serviço secreto francês, mas antes de se tornar oficialmente um espião, ele deve passar por uma série de treinamentos e missões de reconhecimento.

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Com a ajuda dos agentes e típicos funcionários públicos Moïse, Jacquard, Calot e Moulinier, ele vai participar de uma série de mini missões e desafios, até se tornar um oficial do serviço francês.

Merlaux ainda vai passar por problemas amorosos com a jovem Sophie, problemas tensos com o chefão de todos, Le Colonel, e até problemas peculiares com a agente independente e forte Clayborne.

A princípio, não levei muito a sério “Au Service de la France” porque achei que tinha piadas canastronas, bem ao estilo de Zorra Total, em excesso. Com o tempo, fui entendendo que eles tinham uma pegada de humor mais britânico e a série foi evoluindo de uma forma que me deixou envolvida e me fez entender algumas das escolhas dos escritores.

O passado de Merlaux e dos outros personagens é revelado aos poucos e você passa a levar a sério o seriado. O último episódio é cheio de tensão (até porque você já está extra envolvida na narrativa, etc) e termina com uma reviravolta de deixar você chocado e recarregando o Netflix para ver se tem uma nova temporada disponível. 

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Pelo que eu entendi dos sites que li em francês (pardon les erreurs), uma segunda temporada está prevista para 2017. Eu, honestamente, duvido que consiga ficar tanto tempo longe do rostinho bonitinho de Hugo Becker, que faz o André Merlaux (en vraie, ele nem é tão bonito, mas conforme a série foi passando, tinha horas que eu achava ele lindo, horas que não, horas que lindo, horas não e aí eu acabei apaixonada por ele. É um caso a ser analisado com atenção pela Galãs Feios). 

Passe longe de Haters Back Off

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Eu juro, juro, juro que tento não ter birra com Youtubers, no geral, mas não tá dando. Tem um ou dois que eu até gosto, mas mais do que isso eu já torço o nariz. Eu nem sabia que Haters Back Off era um trabalho saído do Youtube, mas fui pesquisar o porquê do flop e essa foi uma das razões apontadas.

Em “Haters Back Off” acompanhamos a jornada de Miranda, uma garota em idade escolar que não tem talento algum, mas que quer ser famosa a todo e qualquer custo. Com o apoio de seu Tio Jim, Miranda coloca no Youtube um vídeo em que ela canta “Defying Gravity” – uma música que eu já não curto, ainda mais cantada fora de tom – e acaba torcendo para que o vídeo viralize. O “sucesso” chega quando um garoto que gosta dela passa a atualizar os vídeos várias vezes, para conseguir mais e mais visualizações. Isso sobe a cabeça de Miranda, que passa a acreditar que todas as críticas a ela são de “haters”.

Tinha potencial. Juro que tinha. Mas não consegui passar do quarto episódio. 

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Miranda acaba parecendo uma personagem extremamente egoísta e mimada, não tem nada nela que faça com que você simpatize e torça por seu sucesso. A garota está em idade escolar, mas a atriz que a interpreta, Colleen Ballinger, parece mais velha até do que a mãe da personagem, mesmo com as tentativas de usar roupas infantis. Além disso, ela tem uma voz tão nasalada que chega a ser desagradável de ouvir. O ator que interpreta o Tio Jim é muito forçado e faz tudo com exagero, talvez ele seria uma boa adição ao elenco da Escolinha do Professor Raimundo. Por fim, a mãe de Miranda inventa doenças fictícias e é capaz de desistir de tudo, só para manter Miranda feliz. O único mérito do seriado é a personagem Emily, irmã de Miranda, que é a única personagem normal da família. Talvez, se o seriado tivesse ela como destaque, ele não fosse tão ruim.

Li que o seriado foi uma criação de Collen Ballinger e que Miranda é uma personagem criada por ela para o Youtube. Não cheguei a ver os vídeos dela no canal, mas li reviews que diziam que “A Miranda é tolerável por 5 minutos, no Youtube mesmo, mais do que isso ela passa a ser irritante” e comentários como “esse seriado é horrível, vou até parar de seguir o canal dela do youtube”. As reviews positivas indicam que, lá para o final da temporada há uma mudança positiva e que, quem não gostou do seriado, não entendeu nada do personagem. Olha, honestamente, eu não vou ver mais e acho que nem quero entender esse personagem. 

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Parece que essa foi uma mudança de plataforma que não funcionou direito. Se é para apontar um mérito é que dá super para perceber que a Collen Ballinger tem um baita treinamento vocal e que, mesmo desafinando, dá para ver que ela só faz isso pelo personagem. 

Não recomendo Haters Back Off, mas Chewing Gum e Au Service de la France são meus dois novos amorzinhos. Estamos aí para conversar com qualquer um que esteja obcecado pela barba de Hugo Becker ou pela admiração de Tracey por Jay-Z e Beyonce.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Le Petit Nicolas – Sempé-Goscinny

26 out

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Nome: Le Petit Nicolas

Autores: Jean-Jacques Sempé e René Goscinny

Editora: Denöel

Páginas: 160

Idioma: Francês

Não, querido leitor, eu não sumi da face da Terra e parei de postar no blog sem nenhum aviso. A verdade é que chegou aquela época de maldade do semestre, onde a quantidade de coisas para fazer relacionadas a faculdade aumenta e onde o volume de trabalho dobra. Não tem erro, é sempre assim. Desculpa aê!

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Dito isso, também aviso que o post de hoje, apesar de parecer, não é uma resenha daquelas de sempre, é uma dica para quem, como eu, está aprendendo francês!

Le Petit Nicolas é uma série de livrinhos de 14 volumes, publicados nos anos 60. As histórias contam um pouco da vida de Nicolas, um menininho francês e seus amigos, Alceste, Clotaire, Eudes, Joachim, Geoffroy, Agnan e Rufus.

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Quando comecei a estudar inglês, meu professor sempre trazia livrinhos infantis e incentivava que nós lêssemos muito. Rolava nota para quem fizesse teatrinhos e eu achava tudo muito estressante na época.

O que eu percebi depois de começar com o francês é que eu tenho ótimas habilidades de escuta e isso ajuda muito na hora de aprender uma nova língua. É bem fácil falar e entender o que estão falando para mim, mas a figura muda na hora de escrever. O francês é uma língua bem traiçoeira porque muitas palavras não parecem muito com a versão escrita delas e outras são grafadas de maneira diferente, mas pronunciadas da mesma forma. Um pesadelo pra moi.

A solução que encontrei é a mesma que encontrei para aprender a escrever melhor: LEITURA!

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Zapeando pelo Netflix encontrei um filme chamado O Pequeno Nicolau. Nele, Nicolau, uma criança de 9 anos, se convence de que seus pais vão ter um novo filho e que, com a chegada da criança, ele será abandonado na floresta, para ser devorado por ursos. Nicolau, então, reúne seus amigos e passa por uma série de aventuras, desde contratar um ladrão para sequestrar sua irmã que ainda nem nasceu, até comprar flores para sua mãe e destruir a casa da família acidentalmente. 

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O filme é uma gracinha, doce e fofo, como se estivéssemos vendo o equivalente francês do Menino Maluquinho ou do Pedrinho, de O Sítio do Pica-Pau Amarelo. Uma pena que o filme foi removido do catálogo da Netflix, porque até continuação ele teve (e eu ainda nem vi).

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A curiosidade falou alto e, ao pesquisar, sobre o filme, encontrei a série de livros.

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Os livros são divididos em capítulos ultra curtinhos, com poucas páginas. O vocabulário é bem fácil e infantil e as frases são construídas da forma como uma criança falaria mesmo. É um pouco traiçoeiro porque, se a gente escreve frases dessa forma, vai parecer que somos crianças, mas, como o objetivo é só praticar a leitura, a coisa funciona. As ilustrações são fofas e, em alguns momentos, quando eu não compreendia uma palavra ou a situação, elas ajudavam a me situar, sem que eu tivesse que recorrer a traduções.

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Nicolau passa por várias aventuras, como a vez em que ele fumou um cigarro de verdade e não um de chocolate, a vez em que seus amigos foram brincar no terreno baldio, as bagunças no intervalo da escola e a zoeira com o inspetor, a vez em que eles ensaiaram a Marseillesa, para cantar pro Primeiro Ministro na escola e acabaram sendo fechados no porão e os jogos de cowboy seguidos de coups sur le nez.

As histórias também são super legais e é uma leitura rápida, sem grandes atropelos. Até o momento eu li “Le Petit Nicolas” e “Le Petit Nicolas et les copains” e teria lido muitos outros, se os livros não custassem um rim, no estande da Livraria Francesa da Bienal, e se não fosse tão difícil encontrar eles na Livraria Cultura da Paulista.

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No fim, recomendo para qualquer um que quer dar uma treinada na leitura em francês e se divertir um pouco com as aventuras das crianças.

Trailer do filme legendado em português:

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

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Destinado – Carina Rissi

21 set

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Nome: Destinado

Autora: Carina Rissi

Editora: Verus

Páginas: 462

Eu adoro a Carina Rissi. Tipo, mesmo. Eu leria a lista de compras dela e acho que parte desse carinho vem por acompanhar a trajetória dela desde que ela publicou “Perdida” em uma editora super pequena. Eu acabei entrevistando ela para o blog (uma das minhas primeiras entrevistas, gente!) e foi lá que eu descobri que Perdida teria sim uma continuação.

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Foi então que veio “Encontrada” e eu, apesar de ter aproveitado a leitura, confesso que achei a história toda meio desnecessária. “Perdida” era um livro redondinho e bem acabado, não havia a necessidade de se inventar novos enredos e novas coisas só para dar continuidade aos personagens, um conto já resolvia as coisas todas. Mas eu li e minhas opiniões completas podem ser encontradas aqui.

Foi então que eu ouvi um burburinho sobre “Destinado”  e fiquei um pouco decepcionada, até que… Eu li o livro e, aquilo que eu achei que iria acontecer em “Encontrada”, aconteceu em “Destinado” e eu amei demais! haha

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Em “Destinado”, Sofia e Ian estão de volta, bem como Marina, a filha dos dois (não é o spoiler, não faça com que eu me sinta culpada) e Elisa, a irmã de Ian. A história é contada pelo ponto de vista de Ian e essa mudança de perspectiva traz um pouco de ar fresco para a narrativa. Tudo vai bem na casa da família, até que um dia, um misterioso telefone celular aparece na casa dos Clarke.

O telefone vibra, emite luzes e é encontrado por Ian que, temendo que o aparelho telefônico tenha aparecido para levar sua esposa de volta pro futuro, o esconde. Mas, o objeto não é encontrado por Sofia e sim por Elisa, que é transportada diretamente para o século XXI.

Desesperada com o desaparecimento da querida cunhada, Sofia decide voltar ao futuro em busca de garota. Um telefone aparece para ela também e, quando ela aperta os botões e a luz aparece para levá-la ao nosso tempo, Ian a segura e ele também é transportado para o século XXI.

Aqui, os dois têm que se esforçar para encontrar Elisa o mais rápido possível e voltar para seu tempo e sua filhinha. Com a ajuda de Nina, a melhor amiga de Sofia, e Rafa, seu namorado (super quero um livro contando a história dos dois), Sofia e Ian vão ter que se adaptar à realidade de nosso século para conseguir, de novo, o felizes para sempre que tinham “perdido” por pouco.

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Nenhum motivo real para se ter esse gif por aqui, mas né? Um gif de Lizzie e Darcy não mata  ninguém… u.u

A história é legal e envolvente, a narração por Ian é muito interessante porque podemos visualizar nosso tempo através do olhar de uma pessoa do século passado, o que é super diferente. A única coisa que me desagrada um pouco é o quão super protetor ele é, entendo que o livro aborda um pouco da educação e do cavalheirismo, mas, no século XXI, talvez seria interessante se ele fosse um pouco menos tudo isso, sabe? A Sofia é um personagem super kick-ass e forte, ela se garantché!

Algumas cenas são hilárias e fofas e é uma gracinha de ver. A escrita da Carina é maravilhosa e eu fiquei verdadeiramente preocupada com Elisa, segurando a respiração durante toda a narrativa.

O sumiço de Elisa neste século é só um dos enredos do livro, que tem várias outras situações e confusões acontecendo ao mesmo tempo. Eu até que gostei disso (menos de uma certa parte em que memórias e lembranças começam a sumir…), porque senti que Carina soube explorar bem todas as possibilidades, dando um toque realista à história – já bem dizia minha mãe “desgraça pouca é bobagem!”.

Como disse na resenha de “Encontrada”, se você não é lá muito fã de “Perdida”, mas quer mais um pouco de Sofian, pule direto para “Destinado”, que você não vai se decepcionar.

Agora mal posso esperar para ler “Prometida”, que é a história da Elisa, olha que capa linda!

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Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

 

Filmes que Vi #19

14 set

Ando um bocado cansada da minha rotina no Netflix. Já disse que vejo mais documentários do que séries e filmes, mas aqui vai meu drama: Eu já vi quase tudo. Comecei e terminei “Chef´s Table” (excelente, mas não deve ser visto quando se está com fome) e também comecei e terminei “Chef´s Table: France” (ótimo para praticar l´écoute), depois disso, eu meio que zerei os documentários que sinto vontade de ver no Netflix. Tive que recorrer aos filmes.

Quero Matar meu Chefe

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Eu tive muita sorte na minha vida profissional – por enquanto- então nunca trabalhei em um ambiente de trabalho hostil, com chefes que pendem à psicopatia, são usuários de drogas ou totais pervertidos. Não é o caso de Dale, Nick e Kurtis.

O chefe de Nick promete promovê-lo se ele trabalhar duro. Chegando no trabalho às 6 da manhã, todos os dias, Nick chega a perder o velório de sua Vóvica, com esperanças de conquistar o seu novo cargo.

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Dale vai se casar em breve, mas sua chefe só quer saber de levá-lo para cama. Ela usa lingerie sexy, prende ele na sala e se insinua para ele, na frente de clientes anestesiados.

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Kurtis tem um bom emprego na Pellit Química, mas, um dia, seu chefe morre e a empresa passa às mãos de seu filho, que é um incompetente viciado em sexo e cocaína.

Os três decidem-se por matar seus chefes, cada um a sua maneira, com a consultoria do notório bandido, Mete-a-mãe Jones. O filme tem uma reviravolta hilária e eu ri alto várias vezes. Ele chega a ser um pouco inovador, diferente das comédias besteróis de sempre, mas não passa muito além disso: um filme para rir e relaxar.

O elenco é muito bom e tem gente grande como a Jennifer Anniston, o Jamie Foxx e o Kevin Spacey.

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Esse não está disponível no Netflix, infelizmente. Achei que ele valia os 10 reais que o Now me cobrou por ele, já que eu queira ir ao cinema para vê-lo, mas acabei não tendo tempo.

Anos depois do primeiro filme de “Casamento Grego”, Toula e Ian tem uma filha, Paris, que está prestes a se formar no ensino médio. A garota já está sofrendo as pressões da família grega, que quer que ela se case e fique com eles na cidade de Chicago. Toula ainda trabalha no restaurante da família e ela e Ian ainda são um casal fofo, mas andam meio afastados.

Mas então, seu pai, Gus, decide provar a todos que é um descendente direto de Alexandre, o Grande. Mexendo nos documentos, Gus descobre que a sua certidão de casamento com a mãe de Toula, Maria, nunca foi assinada. Em suma, os dois têm vivido em pecado. oooh!

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Então, Maria dá um ultimato a ele, para que resolvam logo esse impasse e se oficializem como um casal! Ela manda o velhinho dormir no sofá e Gus diz que dorme mal, não por causa do local, mas porque sente falta de ouvir o ronco dela! ❤ É esse o Casamento Grego a que o filme se refere, e não algo com a filha de Toula (até porque ela só tem 17 anos, seria bizarro!).

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Esse filme é delicioso! É engraçado, inteligente, doce e vai fazer você desejar ter uma família tão grande e tão grega quanto a de Toula e Paris!

Gus, o patriarca da família, me lembrou muito o vô de uma amiga minha, os gregos realmente são assim e são teimosos o suficiente para afirmar que “é tudo mentira isso, os gregos não são assim”. Para o pappou, os gregos inventaram tudo, até o Facebook e seu amor pela terra natal dura anos, anos e anos.

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Eu ri alto em muitos momentos e adorei os ideais de família, amor, laços e maternidade que ele mostra. O elenco original do primeiro filme retornou em peso e isso deixou a história mais fácil de acompanhar. Toula e Ian ainda são um casal adorável e é lindo ver esse amadurecimento na história.

A única coisa que eu ainda não entendi é o amor de Gus pelo Vidrex, que ele diz que tem o grande poder de consertar tudo! Ando com vontade de testar essa teoria.

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A atriz que faz o papel de Toula, Nia Vardalos, escreveu o roteiro deste e do primeiro filme de Casamento Grego (fun fact: O primeiro filme, de 2002, ainda é a comédia romântica mais lucrativa de toda a história. Rendeu uns 6150% a mais do que aquilo que foi investido para produzir o filme). Nia também participou da elaboração do roteiro de “Eu Odeio o Dia dos Namorados”, que mal posso esperar para ver, porque, pelo visto, eu adoro o trabalho dela!

Super recomendo ver se você anda sentindo a necessidade de risos, mais risos, amor familiar, amor de velhinhos e algumas lágrimas. É uma pena que tenham removido o primeiro filme do catálogo da Netflix! =/

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

 

Livros de CSI

31 ago

Não é segredo para ninguém que uma das minhas séries favoritas sempre foi “CSI”. Eu esperava ansiosamente o horário de assistir os episódios, vi todas as temporadas e por um longo tempo cheguei a considerar uma carreira na investigação de crimes. Quem me conhece pessoalmente sabe que cheguei até a fazer um “mini-tour” pelo Instituto de Criminalística de São Paulo (essa história é épica, um dia eu conto!).

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Por isso, quando descobri que existia uma série de livros baseada nos roteiros e personagens da série (estilo fanfic mesmo!), meu bumbum caiu!

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Um deles eu já resenhei aqui no blog, é o Morte no Gelo. Eu achava que ele era só um livro feito por diversão e sem pretensões, mas depois descobri que ele é o terceiro de uma série de livros que vai até o 18º volume (os 8 primeiros foram escritos por Max Allan Collins, os outros são de vários autores como Ken Goddard, Greg Cox, Jerome Preisler, Donn Cortez e Jefrey J. Marriotte).

Encontrei “Cidade do Pecado” e “Jogo Duplo” em uma ida despretensiosa na biblioteca do meu bairro e peguei eles emprestados! Foram publicados por um editora chamada Vestígio Editorial, que não existe mais. Do 3º volume em diante, mais nenhum foi publicado aqui no Brasil. Vou tentar ler eles em inglês mesmo.

CSI: Jogo Duplo – Max Allan Collins

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Uma múmia é descoberta em um lixão que está sendo limpo para receber a construção do mais novo cassino de Las Vegas. O corpo estava escondido dentro de um trailer amassado e, com a secura do deserto, se mumificou. Ficou por lá durante 15 anos. Na múmia, podemos observar que a ponta de seus dedos foi cortada com atenção – na tentativa de dificultar a identificação. Na parte de trás da cabeça dois tiros foram dados com 1 centímetro de distância cada um, talvez uma assinatura.

No corredor de um hotel, câmeras de segurança registram um hóspede correndo assutado, olhando para trás e suando de nervoso. Ele é seguido por um vulto vestido casualmente, que se esconde do olhar inquisidor da câmera. Rendido na porta de seu quarto, o hóspede é morto ali mesmo, com dois tiros atrás da cabeça, com um centímetro de distância entre cada um.

Grissom, Sara, Nick, Catherine, Warrick, Greg e Brass estão de volta nesse episódio livro para contar como esses assassinatos aconteceram, usando as mais inovadoras técnicas de investigação criminal. Será que eles estão relacionados à máfia? Será que foram realizados pela mesma pessoa? Por que o FBI está interferindo nessa investigação?

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As perguntas são respondidas ao longo da leitura e, olha, apesar de ter riscado o episódio ali de cima, esse livro é lido da mesma forma como um episódio do seriado seria assistido. É incrível a forma como o texto se assemelha e te leva de volta às primeiras temporadas de CSI (no máximo, essa história poderia estar situada na 4ª temporada, mas só até ela mesmo).

Sendo uma grande fã da série, eu gostei da forma que o autor explorou a literatura para dar mais detalhes e atenção à aquilo que o seriado não podia fazer por causa do tempo dos episódios. Ao ter mais espaço, ele pesquisou e colocou informações adicionais sobre os equipamento e a tecnologia, ainda que hoje tudo pareca um pouco antiquado – o livro é de 2001.

Uma crítica fica em relação aos personagens. Amo todos eles, mas achei a retratação do Grissom forçada demais, com as citações e a maneira racional demais de ver as coisas. Me irritou um pouco. Parece que o autor errou um pouco a mão na hora de retratar os personagens.

Outro ponto é que os crimes não são tão misteriosos, é tudo meio óbvio até, mas você vê todos eles se matando e fazendo hora extra e fica cansada só de ler sobre todo esse esforço. Dos três livros baseados em “CSI” que eu li, esse é o que eu menos gosto.

É bem difícil encontrar “Jogo Duplo” nas livrarias, mas você pode fazer como eu e pegar na biblioteca ou tentar encontrá-lo em sebos ou no Estante Virtual.

CSI: Cidade do Pecado – Max Allan Collins

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Lynn Pierce pede para que sua amiga guarde uma fita cassete para ela e depois desaparece. Na fita, Lynn e seu marido, Owen, discutem feio e ele ameaça matá-la e depois cortá-la em pedacinhos. Com medo, os amigos acionam a polícia, que contata o marido, que declara que a esposa deve ter abandonado ele e a filha, já que, por ser religiosa, Lynn achava que os dois eram grandes pecadores. Dias depois, o tronco de Lynn Pierce é encontrado no Lago Mead.

Uma stripper que queria muito sair da carreira. Jenna Patrick estava pronta para se casar, mas tinha um noivo muito ciumento, que detestava sua carreira. Planejando o casamento, ela queria fazer faculdade e sair do ramo. Mas não dá tempo: ela é encontrada morta em uma das cabines de dança privada do clube onde trabalha. As fitas de segurança mostram um homem barbado, com a jaqueta do local de trabalho do namorado de Jenna, andando pelo clube minutos antes do assassinato.

Será que foi o namorado de Jenna que matou ela? Será que Owen matou a esposa? Será que eu vi esse episódio na TV ou que, pela descrição ser muito boa, eu acho que vi?

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Wow, esse foi muito melhor que o anterior! “Cidade do Pecado” tem reviravoltas impressionantes e de tirar o fôlego. Tive que interromper a leitura por um tempo – tinha coisas mais importantes para ler, oh well…-, mas estava louca para saber quem tinha cometido qual crime. Pela metade, eu já sabia quem era o assassino de Lynn Pierce, mas isso é só porque eu conheço bem o seriado! hehe

Outra parte legal foi o desenvolvimento da personagem de Catherine. Por ser ex-stripper e estar investigando o assassinato de Jenna Patrick, a gente consegue entender os conflitos que ela sente e o personagem tá bem escrito. Dessa vez, o autor acertou a mão.

“Cidade do Pecado” só não é meu favorito porque “Morte no Gelo” tem um pouco de romance entre Grissom e Sara (meu ship, ninguém sai!!). O livro tem um bom desenvolvimento e mais detalhes sobre as investigações e os equipamentos utilizados pelos CSI. Ele é tão bem escrito que eu terminei de ler com a impressão de já ter visto esse episódio na TV (pesquisei e não, na verdade ele é só bem escrito mesmo).

Novamente, ele está fora das prensas, sem editora e abandonado ao relento. Mas, como eu disse antes, sempre temos aquela biblioteca amiga ou aquele sebo parceiro.

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Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

PS: Coloquei um gif das Olimpíadas aqui porque estou morrendo de saudades dos Jogos, mas já que recebi sua atenção, vai o aviso: Fique de olho nas redes sociais do blog! A Bienal tá bombando e talvez eu tenha uma coisinha ou duas para sortear entre meus leitores (isso excluí a mamãe e a Yasmin, por motivos óbvios! haha).

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Livros para gostar de química

24 ago

Mal digitei o título e já consigo sentir o número de visualizações no meu blog diminuindo. Acredito que a maioria dos meus leitores, assim como eu, não curtam muito química, matemática ou física. Para ser sincera, eu também não sou muito chegada não. Mas por que, oh-toda-poderosa-Amanda, você está escrevendo um texto sobre “livros para gostar de química”?

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Porque, apesar de não saber como balancear equações direito e de ter um passado traumático com ligações covalentes, eu gosto muito de entender como as coisas funcionam. É muito mais fácil amar e respeitar a maravilha que é meu corpo sabendo a dificuldade que é manter meu tico-e-teco funcionando direitinho. É incrível descobrir que a ilha de Nova York só se chama Nova ~York~ porque foi negociada pelos Holandeses e Ingleses, em troca de uma ilha no pacífico que produzia noz moscada. E é bem legal saber como os venenos eram descobertos pela perícia criminal nos anos 20.

A lista que eu elaborei aborda a química de uma maneira diferente. Ela não vai falar sobre a melhor forma de usar a estequiometria ou te ensinar o que são móleculas aromáticas. Essa lista mostra livros que tem como objetivo ajudar as pessoas a visualizar melhor o impacto e a importância da química na vida e na história do mundo. Confesso que, depois de ler, eu até senti vontade de refazer algumas listas de exercício. Depois eu caí em mim e aí voltei para minha realidade.

1. A Colher que Desaparece, de Sam Kean

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“A Colher que Desaparece” é um livro para quem, como eu, nunca entendeu muito bem a organização da tabela periódica. Ele orienta o leitor sobre a formação da tabela periódica e de como a IUPAC (Associação Internacional da Química, algo do tipo) decidiu organizar ela do jeito que a conhecemos hoje.

O livro conta o processo de descoberta, quem descobriu e até os bastidores das relações pessoais dos cientistas que descobriram elementos químicos no século passado. Através de anedotas, a gente acaba descobrindo histórias engraçadas dos cientistas que faliram tentando obter alguns miligramas de tálio ou de cientistas que nomearam os elementos químicos que descobriram com seus próprios nomes ou com os nomes das universidades em que estudaram.

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Alguns trechos tem fatos demais e eu fiquei um pouco perdida, confesso. Em outros, parecia um pouco livro didático demais, sabe? E em outros trechos faltou um pouco de clareza (frases longas demais, gente, longas demais). Mas, como eu estava lendo só por diversão, isso não foi exatamente um problema.

Talvez, daqui a dois anos eu já não me lembre mais nada sobre os detalhes dos elementos químicos que foram apresentados nesse livro, mas a visão que eu tinha anteriormente da tabela periódica sendo algo chato, irritante e desinteressante, foi embora para sempre.

2. Os Botões de Napoleão, de Penny Le Couteur

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Provavelmente, “Os Botões de Napoleão” é meu livro favorito dessa lista toda. Por que? Porque ele une química e ~história~.

O livro começa dizendo que a culpa pela derrota de Napoleão naquela incursão à Rússia que ele fez em 1812 seria toda dos casacos dos soldados. Por que? Os botões desses casacos eram feitos de latão e o latão, quando exposto a temperaturas muito baixas começa a esfarelar, esfarelar, até não ficar mais firme. Isso fazia com que os casacos permanecessem abertos e os soldados tivessem que 1. Segurar os casacos para não morrer de frio e 2. Manter suas mãos em um lugar que não fosse suas armas, ficando com a guarda abaixada.

É nessa linha de pensamento que o livro vai pegando 17 moléculas como o sal, a pílula anticoncepcional, o chocolate, a noz moscada, os explosivos, a borracha e vai traçando e explicando porque eles funcionam da forma como funcionam e que impacto que eles tiveram da nossa história.

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O capítulo da borracha foi meu favorito da história toda. Bem didático, ele explicou o processo de vulcanização, descoberto por Charles Goodyear (sim, dos pneus), para depois vir ao Brasil e explicar sobre como o Amazonas ficou muito rico com a exploração da borracha, como e porquê compramos o Acre e até como o declínio da exploração do látex – a matéria prima da borracha- aconteceu.

Qualquer um que queira entender como os elementos químicos influenciaram o curso da história vai adorar esse livro. Eu queria muito que, ao invés de abordar só 17, a autora tivesse falando sobre umas 50 moléculas. Eu ficaria bem entretida na leitura.

3. The Poisoner´s Handbook, de Deborah Blum

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Eu também gostei muito desse porque ele envolve química, história, ciências forenses e investigações criminais. O único defeito é que eu li ele em inglês e acabei perdendo algumas coisinhas aqui e lá por causa da barreira da língua.

Nele, a gente acompanha a cidade de Nova York nos anos 20, na chamada “Era do Jazz”, quando as taxas de crime eram muito altas e as técnicas de investigação ainda eram na base de “dá uma perguntada por aí”. A história acompanha o médico legista Charles Norris e o toxicologista Alexander Getler, em suas tentativas de utilizar técnicas científicas da química para resolver crimes. Eles são uma espécie de “pais” de programas de TV como CSI e inspiraram – com certeza- o personagem Gil Grissom.

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O livro é de não-ficção e muito bem escrito. Você acaba se envolvendo na história e nem percebe que está lendo fatos e não vendo um filme noir bem interessante. As descrições da Nova York do começo do século passado, que nada lembra a Nova York de hoje, são incríveis e acho que qualquer pessoa que goste da cidade vai ter uma visão melhor da evolução da metrópole se ler esse livro – mesmo que ele fale majoritariamente de química.

Nós acompanhamos Norris e Getler em sua investigação de uma família que ficou careca repentinamente, de trabalhadores de fábrica que tinham ossos tão fracos que o mero ato de andar causava quebras e um restaurante que servia tortas envenenadas. O livro também conta as dificuldades do trabalho dos dois e como eles tinham que lutar contra orçamentos apertados e a falta de profissionais qualificados.

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Dividido em capítulos, o livro utiliza Norris e Getler e crimes reais – resolvidos ou não resolvidos- para explicar como funcionam o clorofórmio, o arsênico, o Mércurio, o monóxido de carbono, o rádio (que era usado como um remédio antigamente) e outros compostos.

O livro também tem trechos doidos sobre como a “Era da Proibição” (onde o presidente dos EUA decretou que era proibido vender e produzir bebidas alcoólicas) causou uma série de cegueiras e mortes por envenenamento de pessoas que queriam produzir ilegalmente seu estoque secreto de mé e que acabaram realizando procedimentos de forma incorreta. Sério, foi algo bem estúpido e, na época, as pessoas bebiam qualquer coisa só para ficar alegrinhas.

A única coisa chata é que ele não está disponível em português.

Tenho um amigo que diz que a gente nunca deve dormir sem aprender duas ou três coisas mais e acho que essa é uma filosofia importante. Eu espero que esses livros te ajudem a aprender duas ou três coisas extras sobre química, história, ciências forenses, astronomia, física e até culinária.

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Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

5 documentários legais para assistir na Netflix

17 ago

Eu adoro assistir televisão antes de dormir e, agora que não tenho mais TV no quarto, tenho que recorrer a Netflix. Nem sempre tenho saco para assistir filmes, e seriados são um problema para mim: Quando eu gosto de um programa, eu assisto até o fim e fico semi-obcecada pela coisa toda. Tenho problemas de confiança causados por seriados que terminaram em cliff-hangers e que não voltaram nunca mais.

Me sobrou só uma alternativa: ver documentários. Eles são curtos, dinâmicos, sempre ensinam uma lição ou outra e – o melhor – eu não tenho que esperar por continuações.

Já vi documentários absurdos, que fizeram eu questionar “Meu Deus, o que foi que eu fiz com minha vida, não é possível que eu esteja vendo uma coisa dessas” e que vão render um post só deles aqui no blog. No geral, dá para dizer que minha experiência com esses programas foi bem interessante. Os nomes estão em inglês para facilitar na busca, mas estão todos disponíveis em português.

1. Being Elmo – A Pupeteer´s Journey

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Eu chorei horrores com esse documentário porque sou uma manteiga derretida sem critério. Em “Being Elmo”, a gente acompanha a história de Kevin Clash, o homem que controla o fantoche do Elmo, da Vila Sésamo.

Durante sua infância, Clash ficou obcecado pelos programas de TV com fantoches que eram controlados por Jim Henson, o criador do Kermit (ele é mais conhecido por nós como “Caco”). Com o tempo, ele passou a fazer seus próprios fantoches e a produzir shows em cidades pequenas e em hospitais. Até que ele cresceu, cresceu, cresceu e conseguiu fazer parte do seu programa favorito na infância. E é essa a trajetória que acompanhamos no documentário, narrado por Whoopi Goldberg.

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Quando nenhum dos “fantochistas” da Vila Sésamo conseguia entender o uso de um boneco vermelho de nariz laranja, Clash decidiu, inspirado por seus pais, que transformaria Elmo em um símbolo do amor. Deu tão certo que o Elmo é conhecido mundialmente e que crianças que estão morrendo pedem para conhecê-lo. Nem é preciso dizer que em um desses encontros, registrado no documentário, eu chorei horrores.

Clash é extremamente talentoso e a gente vê ele ensinando outros artistas a trabalharem com fantoches e até levando crianças para conhecer os estúdios da Vila Sésamo, como fizeram com ele quando ele era pequeno. É um documentário que vai aquecer seu coração e que vai fazer você se encantar novamente pelo mundo dos fantoches.

2. Cosmos – A Spacetime Odyssey

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“Cosmos” é a continuação de uma série produzida nos anos 80, apresentada pelo cientista Carl Sagan. O programa é comandado nesta edição pelo, também cientista, Neil DeGrasse Tyson, que tinha Sagan como o mentor. A história do encontro dos dois é contada em um dos episódios da série/documentário e é realmente inspiradora, em relação a velha máxima de tratar bem os outros porque a gente nunca sabe o que pode acontecer.

Os 13 episódios acompanham Neil na nave do conhecimento, através de galáxias, estrelas e pelas atmosferas dos planetas do Sistema Solar. Até os dinossauros e as espécies no “hall das extinções” são vistadas por aqueles que entram na viagem. O programa é visualmente muito bonito e ajuda a ilustrar melhor alguns daqueles conhecimentos da escola, além de atrair a atenção de quem quer aprender com mais eficiência. É bem difícil ignorar ou olhar para o lado quando se vê um pulsar ou um buraco negro girando na tela.

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Outra coisa legal é a forma como eles apresentam o “calendário cósmico”, que a gente vê nos livros de biologia. O diferencial é que Neil realmente dá uma escala compreensível à formação do universo. É impossível não ficar embasbacado ao ter uma noção exata das proporções de tempo.

Se você detesta ciência e acha tudo isso bem “méh” vai adorar a série, que foi feita para agradar até aqueles que não se importam com esse assunto. Tenho memória de peixinho dourado e esqueço tudo relacionado às exatas muito facilmente, mas vi Cosmos – todos os 13 episódios- duas vezes, de tão fascinante que é.

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O documentário tem trechos em desenho animado, para retratar o passado e a história das grandes descobertas da ciência.

3. Vu du Ciel

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“Vu du Ciel” é mais conhecido no Netflix como ‘Earth From Above”. Fiquei super feliz quando o descobri porque ele é narrado em francês e eu precisava praticar as minhas habilidades de escuta nessa língua.

Assim como “Cosmos”, “Vu du Ciel” é uma série de documentários. No Netflix, salvo engano, estão disponíveis 10. O programa é apresentado por  Yann Arthur-Bertrand, que passou anos tirando fotos aéreas maravilhosas da Terra.

Rodando por diversos países, os programas apresentam vistas incríveis do nosso Planeta, além de apontar ameaças como a poluição, o aquecimento global, a pesca e a caça fora de época à espécies ameaçadas de extinção e o uso de combustíveis fósseis. Os vídeos são verdadeiras aulas de ambientalismo, porque ele explica, narra e mostra realmente aquilo que pode ser destruído se a gente continuar consumindo do jeito que consome hoje em dia.

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Uma das fotos mais icônicas de Bertrand, que apresenta o Vu du Ciel. No documentário ele retorna a esse mesmo lugar e, infelizmente, o que ele encontra é um grande sinal da destruição do nosso planeta.

O documentário foi filmado em partes do Brasil que eu nunca tinha ouvido falar e não tinha noção de que existiam em meu país. Outro ponto interessante é que ele foi feito utilizando créditos de carbono – tudo aquilo que eles gastaram e  emitiram de gás carbônico na atmosfera foi compensado de alguma forma.

Não pude encontrar o trailer para essa série, mas a TED Talk de Yann Arthur-Bertrand ajuda a ter uma ideia do que você encontrará no documentário.

4. Trophy Kids

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Em época de Olimpíada eu não consigo deixar de pensar no esforço e no trabalho dos atletas para chegar onde chegaram. Em “Trophy Kids”, os bastidores desse empenho são mostrados através do ponto de vista dos pais.

Ambientado nos EUA, o documentário me deu arrepios porque mostra como certos pais moldam as crianças para vencer, vencer e vencer. A derrota não é aceita por eles, que não tem um bom espírito competitivo. É triste de ver e chega a ser enervante.

Me revoltou muito ver um pai brigar com uma menina de 9 anos porque ela queria empurrar seu próprio carrinho de golfe ao invés de competir. Ou ver um pai brigando feio com o filho porque ele está namorando e não se concentra no futebol.

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O interessante deste documentário é que mostrou um outro lado daqueles que querem chegar no topo do pódio, além de me oferecer novas perspectivas do relacionamento pai-e-filho, algo que sempre foi do meu interesse.

Esse deve ser visto só quando se tiver estômago.

5. Beltrachi – The Art of Forgery

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Eu acho que esse documentário saiu do catálogo brasileiro do Netflix, porque já faz um tempo que ele não aparece para mim. Mesmo assim, é um documentário que merece ser visto.

O alemão Wolfgang Beltrachi é um artista maravilhoso. Ele sabe como ninguém fazer pinturas que pareçam realistas e que te deixam de queixo caído. Mas ele também é um artista em falsificar quadros e em vendê-los por milhões, como se fossem de Picasso, Monet, Manet, Dalí e de qualquer outro pintor renomado.

O documentário mostra como ele realizava as falsificações e até o processo de busca por quadros em que ele pudesse pintar por cima, além de como ele falsificava assinaturas e de como tentava inserir as obras em determinada fase de um artista. Mais além, o filme também mostra sua queda: os anos  que passou preso, a liberação da cadeia e a mansão enorme que ele teve que vender para reembolsar as pessoas que prejudicou. Sua esposa também é uma das personagens principais do filme. Ela também foi presa por trabalhar como sua assistente nas falsificações.

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Beltrachi nunca pediu desculpas por suas falsificações, você acaba criando uma grande empatia por ele e o documentário vai fazer você refletir – e muito!- sobre o real valor da arte.

Já vi muito outros documentários interessante, mas esses foram os que mais me marcaram até o momento. Outras séries que não são exatamente documentários, mas que pendem para um lado mais educacional, como “Caçadores de Mitos” e “Truques da Mente” também estão na minha watchlist, já assisti todos episódios disponíveis e mal posso esperar para que a Netflix libere mais alguns. Super recomendo elas para quem está no mundo para aprender cada dia mais.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

The Secret Diary of Lizzie Bennet – Bernie Su e Kate Rorick

10 ago

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Nome: The Secret Diary of Lizzie Bennet
Autores: Bernie Su e Kate Rorick
Editora: Touchstone
Páginas: 400
Idioma: Inglês intermediário

escrevi no blog sobre o quão obcecada fiquei com o seriado do Youtube “The Lizzie Bennet Diaries”. A websérie acabou, mas as amizades que eu fiz através dele continuam até hoje. De tanto que me impactou, não seria estranho saber que TLDB (só pros íntimos) gerou umas anedotas curiosas na minha vida, no mínimo.

Certo dia, eu estava no twitter quando Kate Rorick, uma das roteiristas da série, pediu ajuda de alguém que falasse português. Como eu não tinha nada para fazer, me ofereci. Turns out que Kate Rorick escreve romances históricos maravilhosos sob o pseudônimo Kate Noble. Em um de seus livros, o personagem principal solta umas frases aqui e lá em português, e ela queria que eu fizesse uma tradução correta delas e enviasse áudios de como elas soariam se faladas por um nativo.

Em troca desse “servicinho” – honestamente, eu estava tão empolgada em conversar com ela que teria feito sem receber nada – Kate me enviou dois de seus romances históricos, um monte de coisinhas fofas de TLDB e  uma cópia de “The Secret Diary of Lizzie Bennet”, que tinha acabado de ser lançado e que eu não tinha esperanças de ter em tão pouco tempo.

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Minha reação quando o carteiro chegou com o pacote que ela me enviou.

Se você tem vivido embaixo de uma pedra nos últimos dois anos, The Lizzie Bennet Diaries é uma adaptação moderna, em formato transmídia, de Orgulho e Preconceito. Lizzie conta sua história através de vlogs semanais, que ela deve gravar durante um ano para finalmente conseguir seu mestrado em comunicação.

Tem a mãe que quer casá-la logo, o Sr. Bennet que gosta de trenzinhos, a irmã Lydia, que é bem reckless, Jane, a irmã fofa e que estuda moda, o médico Bing Lee, sua irmã Caroline e William Darcy, um jovem que tem enriquecido muito com negócios na área de tecnologia. Os outros personagens também são maravilhosos e a série tem uma diversidade de personalidades e racial que deixa qualquer produtor cultural encantado.

Basicamente, é maravilhoso. E se você amou a websérie, vai amar ainda mais o livro.

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Funcionando exatamente no modelo de transmídia que aprendi no último semestre da faculdade, o livro é um complemento a aquilo que está nos vídeos. Os pontos abordados da história são os mesmos, mas com mais profundidade e informações adicionais, que vem em dois gumes, porque, por ser o diário de Lizzie, a gente fica sabendo só do ponto de vista dela, sem ter a opção de recorrer aos vídeos, tweets e posts no Facebook dos outros personagens.

O diário de Lizzie também tem o grande poder de ter cenas que não aconteceram na frente da câmera, ou seja, que ficaram de fora da série. Por exemplo, logo no começo dos vídeos ela menciona uma festa de passagem e, no livro, a gente acaba vendo todas as cenas que aconteceram durante a festa.

Dessas cenas do diário, a que mais me marcou foi uma que rola depois de todo o bafafá do clímax da série. Basicamente, Darcy olha para Lizzie e diz: “Come to bed, Lizzie”. E ela vai. E eu fico desmaiada porque isso não está na série – nem teria lugar, na verdade-, mas dá um baita complemento, em 4 palavras, a todo o relacionamento deles. 

Além disso, o livro dá uma grande profundidade à Lizzie. Ela deixa de ser aquele personagem dos vídeos e passa a ser um personagem com pensamentos e sentimentos mais explícitos. Se no vlog a gente acha que entende pelo que ela tá passando e aquilo que ela está pensando, no diário a gente tem mais certeza das coisas, consegue sentir mais empatia e se envolver mais com toda a história.

Comecei a assistir a websérie quando estava no episódio 60, mais ou menos. Eu esperava ansiosamente pelas tardes de quarta feira, para receber um vídeo novo e saber o que acontecia no mundo da Lizzie. Depois de ler o livro e saber alguns bastidores da história, eu não tive escolha se não voltar ao Youtube e rever todos os vídeos – de novo e de novo.

“The Secret Diary of Lizzie Bennet” foi lançado em português como “O Diário Secreto de Lizzie Bennet”, pela editora Verus. Mas, se você já conhece bem a série e quer tentar ler algo em Inglês, o livro é bom para quem não tem muitos conhecimentos na língua e quer praticar a leitura!

Kate Rorick e Bernie Su também escreveram “The Epic Adventures of Lydya Bennet”, que conta a história da Lydia depois de todos os acontecimentos da época do vlog. Esse eu ainda não li, mas mal posso esperar para fazê-lo.

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Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Os Hathaway – Lisa Kleypas

3 ago

Não consigo me lembrar qual foi a última série de livros que me fisgou da maneira que “Os Hathaway” me fisgou. Estava passeando por uma Saraiva, quando vi que os livros da série estavam todos por meros R$ 14,00. Agindo por impulso, sem conhecer nem a autora, nem a sinopse dos livros e querendo um romancezinho histórico, eu comprei todos os que estavam ali (faltava só o quarto volume).

Quem acompanha o blog com frequência sabe que, apesar de adorar esse gênero, eu quase nunca faço resenhas de romances históricos. Explico: Não tenho um crivo bom para esses livros. Mesmo. Se em um romance tradicional eu reclamaria do “clichê”, das cenas que se repetem -apesar de serem escritas por autores diferentes-, dos suspiros e dos dramas exagerados que jamais aconteceriam na vida real, em um romance histórico eu adoro tudo isso. Não sei dizer, mas acho que é minha influência latina. Quanto mais drama e mais clichê nesses romances históricos, mais feliz Mandariela fica.

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Patrícia Cabot, Kate Noble, Judith McNaught, Eloisa James, Julia Quinn… Eu adoro! Mas, de tanto que eu amei “Os Hathaway”, achei que valeria a pena quebrar essa minha regra de “não escrever sobre romances históricos” – colocando uma explicação antes, claro.

Desejo à Meia-Noite 

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Eu não gostei muito dos títulos da série. Entendo que eles acompanhem os períodos do dia – cada irmão Hathaway com o seu. Mas me incomodou um pouco essa coisa de “desejo, tentação, sedução, núpcias…”. Como uma pessoa que lê mais no metrô do que qualquer outro lugar, achei indiscreto.

Outra coisa que me aborreceu um bocado foi a falta de uma boa sinopse no próprio livro. Quando eu estava na Saraiva, li a quarta capa e as orelhas do livro e não encontrei nada que me convencesse a comprar a história. Nas orelhas, a editora escolheu colocar um trecho da cena do primeiro beijo entre os personagens e achei isso super desnecessário. Apesar de Kleypas escrever essas cenas com maestria, acabou ficando meio deslocado. Fora que, em alguns livros onde a gente não sabia quem ia ser o mocinho, o trecho na orelha acabava soltando um baita spoiler.

Em “Desejo à Meia-Noite” temos o primeiro contato com a família Hathaway, que tinha uma vida cercada de livros, amorosidade e erudição na pequena Stony Cross. Amelia, Leo, Win, Poppy e Beatrix tinham os dois pais por perto e nenhuma preocupação na cabeça.

Até que o velho Sr. Hathaway sofre uma doença e vai definhando aos poucos. Quando o marido morre, a Sra. Hathaway se sente sem forças para continuar a viver sem seu grande amor e começa a definhar também. Em menos de seis meses, os Hathaway têm que aprender a se virarem sozinhos fora da proteção dos pais.

Para piorar as coisas, uma epidemia de escarlatina atinge Stony Cross, afetando Win, uma das irmãs Hathaway, que fica quase inválida depois da doença, e Laura, a noiva de Leo, que morre nos braços de seu amado. Como se não bastasse, um tio distante morre e deixa vago seu título de “Lorde Ramsay”, que vai parar nas mão de Leo. Muito afetado pela morte da noiva, Lorde Ramsay, como passa a ser conhecido, só quer saber de beber, fumar ópio e agir como um libertino.

A família acaba sendo controlada por Amelia, a irmã mais velha que tem que fazer de tudo para manter o lar unido, cuidar de sua irmã Win, deixar Leo fora de encrencas e cuidar das meninas mais novas. Depois de uma desilusão amorosa, Amelia está convencida de que não vai se casar nunca mais e de que deve cuidar das irmãs, porque seu irmão não vai fazer isso.

Certa noite, Leo desaparece. Para encontrá-lo, Amelia sai pela cidade com o cigano Merripen, que foi abandonado nas terras da família quando era criança e que cuida dos Hathaway por um motivo que só ele sabe.

Quando Amelia encontra uma famosa casa de apostas, um reduto boêmio da cidade, onde acredita que seu irmão possa estar, ela acaba conhecendo Cam Rohan. Alto, moreno, cheio de anéis nos dedos e com um diamante na orelha, Amelia não consegue disfarçar sua atração pelo moço, que sente o mesmo.

Certa de que nunca mais vai encontrá-lo, Amelia parte com Leo e o resto de sua família para a Ramsay House, que foi herdada por Leo junto com o título e que fica no Interior. O destino interfere e surprise! Cam Rohan está hospedado com o vizinho da mansão.

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Rohan não é nobre, pelo contrário. Igual a Merripen, Cam é um cigano que tem muitas habilidades em ganhar dinheiro, mesmo detestando acumular fortuna. Quando ele encontra Amelia e se apaixona de uma vez só por ela e por sua família, ele não tem escolha se não tentar ajudar a família disfuncional a voltar a ser o que era antes.

Mas as coisas não são tão faceis assim, Amelia não está muito convencida de que deve casar com Rohan e quando um antigo amor do passado volta para cortejar ela, a mocinha fica muito em dúvida.

O romance entre Cam e Amelia (não vou mentir, a gente sabe que eles ficam juntos) é uma gracinha. Ele tenta tomar a liderança da família e ajuda-lá a cuidar dos irmãos, respeitando a opinião dela. Amelia é uma personagem forte e independente, apesar de ter uma história cheia de tristezas. A relação dela com as irmãs, quase maternal, mas de muito companheirismo é muito bem abordada e faz com que você queira ser amiga de todas elas.

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Cam é o Jack, Amelia é a Rose e eu sou o Dinossauro do Ship, adorando esse livro.

Eu também adorei a forma como a autora conduziu a história de Leo. Ao não aceitar que sua noiva tenha morrido, ele acabou se deixando morrer um pouco também, o que foi bem triste. A cena, com um quê espiritualista, em que Leo finalmente se libertou, é uma das minhas favoritas de toda a série.

No geral, eu achei que “Desejo à Meia Noite” foi uma ótima leitura, um excelente começo para essa série. Os personagens pareciam reais e me cativaram muito, o que ajudou muito no meu vício.

Sedução ao Amanhecer 

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“Sedução ao Amanhecer” é o meu favorito da série toda. Nele, acompanhamos a história pelo ponto de vista de Win, a mocinha, e de Merripen, o mocinho. O cigano Merripen apareceu pouco no livro anterior. E o pouco que apareceu sempre deixou um suspense no ar.

Win, se cansava muito fácil e não podia fazer esforços nenhum, uma consequência da escarlatina que sofreu quando era mais nova. Por isso, com a ajuda de seu cunhado, Cam e de sua irmã, Amelia, ela parte para o sul da França junto com o irmão, Leo, na tentativa de fazer uma série de tratamentos experimentais para recuperar sua forma anterior.

Tudo isso deixa o cigano Merripen muito triste. Quando sua tribo o abandonou ferido, achando que ele estava morto, nas terras dos Hathaway, a família levou ele para dentro de casa e cuidou do jovem garoto. Arredio, ele só conversava com Win e assim cresceu uma paixão que durou quase toda a vida dos dois.

Merripen cuidava dos Hathaway principalmente porque sabia que cuidar deles era cuidar de Win e isso é um clichêzão que eu acho uma gracinha e que me derreteu todinha. Os sentimentos dele eram correspondidos por Win, que sempre quis amar livremente o cigano. Mas, por ele achar que não era digno da garota, nada de importante aconteceu.

Cuidando da Ramsay House junto com Cam, Merripen encontra uma distração de seus pensamentos de Win. Ele constrói quartos, arruma jardins, decora paredes… Tudo isso pensando naquilo que for melhor para ela e isso é muito fofinho.

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Quando Win volta da França, saudável e pronta para ter a vida que sempre quis, o coração de Merripen encolhe um pouquinho. A garota veio acompanhada de seu médico francês bonitão, que tem sérias intenções de ficar com ela.

A família sempre soube dos sentimentos de Merripen por Win e sempre respeitou isso, o que eu achei muito bonitinho. O único defeito deste livro é que Merripen demora muito para tomar uma decisão e, quando ele finalmente toma, a narrativa que já tinha um quê de magia fica uma gracinha mesmo.  Antes disso, quando ele anda pela casa tentando fazer com que Win deteste ele, eu achei ele um pouco babaquinha. Mas só um pouco.

Tem algumas cenas bem legais com a Amelia e o Cam também e eu gostei que a autora não abandonou o casal por completo, depois de ter escrito o livro deles. Outra coisa legal foi que, quando voltou da França, Win voltou 100%. Nada daquela coisa de “donzela em perigo”, é ela que manda e que dá as ordens e que joga fogo em armários.

Tentação ao Pôr-do-Sol

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No terceiro livro acompanhamos a história de Poppy Hathaway, uma das irmãs mais novas. Poppy e sua irmã estão sendo guiadas por uma governanta, a Srta. Evans, que deve ensinar modos e etiqueta às meninas, agora que elas estão estreando suas temporadas em Londres.

A família está hospedada no Hotel Rutledge e, quando o furão de Beatrix foge com algumas cartas de amor que Poppy escreveu para um garoto, ela não tem escolha se não perseguir o furão pelo hotel inteiro. Ela persegue ele de tal maneira que acaba encontrando com Harry Rutledge, o misterioso dono do hotel, cujas fofocas denunciavam seu passado negro.

Gostei desse livro? Gostei, mas meu personagem favorito da história inteira foi Dodger, o furão. Poppy é legal, mas é a irmã Hathaway com menos personalidade. Harry, o dono do hotel e mocinho da trama (isso não é um spoiler), tem um passado negro e é genial, mas não é tudo isso, sabe?

Acho que a autora tentou fazer algo ao estilo Bela e a Fera, já que Rutledge, em uma outra história, seria um vilão. Mas não conseguiu ganhar minha simpatia. Foi só ok.

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O final tem uma grande reviravolta e achei legal que a história se inverteu um pouco – com a mocinha salvando o mocinho, mas foi só isso.

O legal é que a gente descobre que a governanta não é exatamente quem ela parece ser e isso é uma grande previsão do próximo livro. Os outros casais dos livros anteriores não aparecem tanto quanto no livro anterior, mas algumas cenas fofas ainda acontecem.

Manhã de Núpcias

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“Manhã de Núpcias” não estava disponível na Saraiva, no dia em que eu dei alocka e comprei os livros. Mas, depois de devorar os três livros da Família Hathaway em meros 3 dias, eu não tive escolha se não comprá-lo pela internet e aguardar ansiosamente a chegada dele.

No livro, acompanhamos a história de Catherine Marks, a governanta da Família Hathaway. Meticulosa e organizada, ela ama a família Hathaway porque eles a tratam com amor e respeito, como se ela fosse um membro do clã. Exceto Leo Hathaway. Esse, ela detesta muito.

Dodger, o furão, aparece de novo e faz coisas tão engraçadas que foi impossível não amar ele. Secretamente apaixonado pela Srta. Marks, Dodger rouba suas meias, ligas e tudo mais o que puder carregar em suas mãozinhas, o que dá uma grande leveza para o livro.

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Uma coisa que aprendi com esses livros: Quando furões dormem, eles deixam o corpinho todo relaxado. Parece que estão mortos, mas é só uma soneca bem tirada.

Apesar de amar a família Hathaway, Catherine insiste em se esconder. Ela pinta os cabelos, usa óculos grossos e roupas escuras, tentando ao máximo passar despercebida. No entanto, Leo sente que a garota esconde um segredo muito grande, que ele tenta descobrir de qualquer forma.

Ao retornar da França recuperado e dono de si, como sua irmã, Win, Leo passa a enxergar Catherine de maneira diferente, apesar de todos os segredos. E não é que ela também? As brigas constantes acabam evoluindo em algo mais, naquele típico romance garota-odeia-garoto-depois-ama-ele que eu AMO. Esse, depois de “Sedução ao Amanhecer”, é meu favorito.

O clímax é um pouco exagerado. O “oh meu Deus, gigantesco segredo” não é tão grande assim, é clichê. Mas, como eu disse no começo do texto, eu adoro um clichê em romance histórico – hehehe – me dá mais!

Paixão ao Entardecer

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Beatrix gosta de animais mais do que de gente e isso tem sido um sério problema. Aos 23 anos ela ainda não encontrou ninguém que aceitasse ter uma cabra, um ouriço, um furão e uma gata de três pernas, além de um burro, dentro de um lar.

Além disso, Beatrix tem um certo probleminha. Toda vez que ela está ansiosa acaba, imperceptivelmente, roubando alguma coisa de alguém. Ela guarda as coisas em sua bolsa e só então percebe que as levou.

Fazendo um esforço para agradar sua família e encontrar um esposo, Beatrix incia uma amizade com Prudence, uma garota bonita, mas superficial. Prudence está de namorico com um capitão dos Rifles da Inglaterra, Christopher Phelan.

Phelan partiu para a guerra e, como forma de manter sua sanidade, passa a mandar cartas para sua amada. Como Prudence está sendo cortejada por outros caras, ela decide ignorar as cartas do Capitão. Mas Beatrix fica com dó dele e responde a carta, em nome da amiga, iniciando uma correspondência de amor de mais de um ano.

Quando a guerra acaba e Phelan retorna como um herói de guerra, Prudence não quer nem saber de lhe revelar a verdade, magoando os sentimentos de Beatrix.

Eu gostei deste livro, mas acho que ele tem probleminhas que eu não posso ignorar para ser feliz. Adoro essa parte da correspondência e dele se apaixonar pela pessoa errada. Mas, a narrativa se desenvolve muito rapidamente e, quando Phelan descobre que não era Prudence que escrevia as cartas, ele aceita tudo muito rápido mesmo tendo dito no passado que Beatrix “pertencia aos estábulos”.

Phelan volta muito traumatizado da guerra, com uma espécie de PTSD (Post Traumatic Stress Disorder), que o deixa violento repentinamente e com uma tendência ao alcoolismo. Gostei que o mocinho foi mostrado com uma grande fraqueza, mas senti que os problemas de Bea foram todos ignorados em detrimento da história do mocinho. Como uma espécie de Manic Pixie Dream Girl, sabe?

A impressão que dá é que ela ignorou toda sua história pessoal e seus defeitos em detrimento dos dele e, por mais que isso seja clichê, eu não gostei. O clímax do final também foi exagerado e pareceu muito apressado, sem muito desenvolvimento. Nem Dodger, o furão, ou Medusa, o ouriço, aparecem muito.

Foi um jeito meio triste de encerrar a série.

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Sempre terei os Hathaway em minha estante e, quando der saudades, vou voltar para visitá-los em Ramsay House. Sinto que vou sentir falta dessa série, mas, de consolo, sei que Lisa Kleypas tem outras séries de romance histórico que eu posso amar tanto quanto amei “Os Hathaway”.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

 

Filmes que vi #18

20 jul

Faz séculos que não posto essa tag, não? Justamente porque faz muito tempo que não vejo nenhum filme que me deixe “Oh, meu Deus, preciso escrever sobre isso”. Tudo mudou no último final de semana, quando fui ao cinema duas vezes – um recorde!

Procurando Dory

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Ouvi muita gente escrevendo críticas, pessoas reclamando de que a narrativa era fraca e de que a saída estava sempre em um herói momentâneo. Também ouvi um pessoalzinho dizendo que Procurando Nemo era melhor e que o filme não tinha correspondido às expectativas.

Antes do filme começar, enquanto os trailers rolavam e eu me enchia de pipoca, não pude deixar de pensar no que ia acontecer durante o filme. Será que a Dory ia sumir? Será que ela seria pescada e aí Marlin iria atrás dela, deixando o Nemo sob a guarda de algum outro peixe? Eu não sabia. Não havia visto o trailer de Procurando Dory e acho que isso contribuiu, de certa forma, com minha opinião final.

Eu adorei Procurando Dory. Não achei ele 100% muito louco, irado e maneiro, como eu achei Procurando Nemo, mas julguei que era tudo culpa da idade. Procurando Dory é um filme que agrada gerações, mas que, ainda assim, é feito para crianças.

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A forma como ele aborda a deficiência mental, a relação com a família, o apoio dos amigos e como a gente pode superar nossas dificuldades alcança o coração de todo mundo, mas ressoa mais entre as crianças. É lindo, fofo, vai fazer você chorar feito um bebezinho no cinema e agradecer às forças maiores pela existência de roteiristas que conseguem produzir histórias como essa.

O curta que passa no começo, “Piper”, também é maravilhoso. Não tem uma palavra, mas vai deixar seu coração quentinho.

Vi o filme em inglês e com legenda (não, não foi para evitar crianças) e agora estou com vontade de ver ele dublado, só para ver como ele fica na minha língua. Todos os filmes da Disney tem leves adaptações no roteiro, quando estão em nosso idioma, e quero ver o que eles fizeram no Brasil. Prepare-se para falar muito balêies.

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Uma correção: Nem todas as dublagens são boas, perdão. Me esqueci de “Enrolados”, que tem um trabalho horrível de dublagem feito pelo Luciano Huck. É bem vergonhoso e até minha mãe, que geralmente prefere dublado para não ter o trabalho de ler legendas, prefere ver em inglês.

“Procurando Dory” também me deixou muito feliz por um motivo inusitado: eu não como nada que venha do mar. Peixe, lula, polvo, camarão, lagostim… Nada disso entra na minha boca. E, olha, depois de me emocionar com um filme desses fiquei feliz por isso. Já pensou estar comendo um ceviche e saber que ele quase virou comida do Geraldo ou que tem pais e filhos que se preocupam com ele? Não se depender de mim!

Caça Fantasmas

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Não tá escrito o quanto de controvérsia esse filme gerou. Se você viveu o último ano debaixo de uma pedra, te atualizo: Fizeram um gender-reversed remake de Caça Fantasmas e isso deixou os garotos muito, muito irritados.

Deixando de lado os mimimis, tenho que dizer que esse filme foi incrível. Ah, você quer ser uma cientista certinha e usar scarpins? Podjé. Quer ser uma engenheira genial e meio doida que tem um estilo próprio e não se importa com o que os outros pensam? Podjé. Quer ser uma atendente de metrô simpática com todo mundo, que conhece sua cidade melhor que ninguém e que tá lá, caçando fantasma, mesmo sabendo que vai desmaiar se ver um? Podjé. Quer ser uma outra cientista, descolada e maneira e louca por sopa? Também podjé.

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Sai do cinema sentindo que eu podia fazer tudo e que nada iria me segurar. E é aí que tá a importância desse filme. Se ele fez isso comigo, um modelo de mulher semi-novo, imagina o que vai fazer com as meninas mais novas?

Com o 3D sendo bem usado, tomei altos sustos e fiquei fascinada com algumas das cenas de luta alguns dos espectros fantasmagóricos, especialmente as da Holtzmann. Eu adoro a Viúva Negra, dos filmes da Marvel, mas sei que esse é um personagem molto sexualizado, o que implica que suas cenas de luta também o são. Não é o que acontece com Caça Fantasmas. Depois de ver o filme, deu até vontade de comprar um canivete suíço.

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Os destaques do filme ficam por conta de Chris Hemsworth, como Kevin, o secretário boa pinta, mas burro. Com direito até a piadinhas de pedreiro das meninas. “Nossa, quem chamou um deus nórdico?” me faz rir até agora. Eu adoro ele e achei muito injusto que Deus deu todas essas qualidades para um homem só, não é possível. Aposto que ele deve ter chulé!

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Tinha os meios receios com a Melissa McCarthy, que faz a Abby. Nos últimos filmes que vi dela, sempre acabava com a impressão de que ela forçava demais. Mas, desta vez, ela até ficou meio ofuscada.

Durante o filme, fique de olho para as participações especiais dos Caça Fantasmas originais – Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Ernie Hudson e até a secretária da equipe original, que aparecem em cenas inusitadas.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

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