Sobre a Escrita – Stephen King

sobre a escrita stephen king

Nome: Sobre a Escrita

Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Páginas: 255

Comprei “Sobre a Escrita” sem pensar muito. Foi uma das poucas compras por impulso que fiz esse ano e, olha, não me arrependi!

No livro, Stephen King conta um pouco sobre sua trajetória de vida. Sobre suas memórias de infância, sua vida na faculdade e sobre as muitas dificuldades financeiras pelas quais sua família passou. O autor conta como começou como escritor e de onde surgiram alguns gostos peculiares que marcaram sua trajetória profissional.

Ele descreve seu muso inspirador, como surgiram as idéias de seus principais sucessos e leva o leitor para dentro de momentos cruciais de sua carreira, como quando ele recebeu um telefonema avisando que o livro  “Carrie, a Estranha” havia sido vendido por 400 mil dólares.

Sobre a escrita king
Dá para saber o quanto eu gostei de um livro, só olhando a quantidade de marcações nas laterais. Eu também sublinhei a lápis alguns dos trechos que mais gostei do livro.

King escreve sem papas na língua sobre seu uso de drogas e sobre como foi escrever – e escrever muito – completamente bêbado. O mais curioso é o paralelo que ele traça de sua vida desregrada na época, com as obras publicadas durante esse período.

Mas, para além de ser um livro autobiográfico, “Sobre a Escrita” é um livro que discorre sobre o ofício do escritor, sobre como as ideias surgem e como colocá-las no papel. Ele fala da caixa de ferramentas do escritor e dá conselhos sagrados e valiosos.

O livro é fascinante. E um pouco assustador. Não é pelo terror, nem nada disso. É um livro que mexeu muito com algumas idéias pré-concebidas que eu tinha e me forneceu detalhes bem curiosos e peculiares sobre como escrever um livro.

Basicamente, se você quer escrever um romance, vai ter que sentar a raba e suar os calos da mão. Sem a necessidade de se intoxicar para fazer isso.

Do autor, eu já havia lido “Celular”, que eu detestei, “O Nevoeiro“, que eu achei bem mediano, e “Novembro de 63”, que adorei. Depois de ler “Sobre a Escrita”, eu decidi que vou superar meu medo infantil e me aventurar um pouco mais nas obras do escritor.

Sejam fãs do escritor ou só pessoas interessadas em ter uma carreira como escritor, “Sobre a Escrita” é um livro sensacional e uma das minhas melhores leituras do ano!

No final da obra, Stephen King deixa uma lista com 180 livros que ele leu e que o inspiraram a se tornar um escritor melhor. Eu sei que é impossível ler todos esses livros e, além do mais, é uma lista que tem um foco norte-americano muito grande. Mas, mesmo assim, organizei uma “estante” no meu Goodreads com todos os títulos sugeridos. Desses, eu só li 3. E você?

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

 

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3 projetos para apoiar neste fim de ano

O final do ano é uma época especial para muitas pessoas, e não é diferente para mim. No ano que passou, eu cresci e amadureci muito e passei a ver algumas coisas de uma maneira diferente e isso inclui o Natal.

O Natal sempre foi a minha época do ano favorita, mas, em 2017, eu não quero nem pensar em luzinhas, Papai Noel e na árvore de Natal. Foi um ano tão difícil e complicado, que tudo o que eu quero é me esconder debaixo do cobertor (mesmo que seja verão e esteja calor lá fora) e passar a virada do ano e o Natal vendo Netflix.

É claro que, nem sempre, querer é poder. Então, estou tentando ressignificar a virada do ano, parar de pensar em dar “lembrancinhas” e, talvez, me concentrar em dar presentes que tenham uma grande utilidade e que tenham um valor para a sociedade como um todo.

Foi procurando esses presentes que encontrei três iniciativas que merecem ser apoiadas neste final de ano. Seja para você mesmo, seja como um presente para outra pessoa, o fato de promoverem alguma mudança interior ou por terem algum impacto social deixa esses presentes com valor e significado além do normal. Vamos conferir quais são eles?

A Pequena Princesa – Leandro Franz

“A Pequena Princesa”, de Leandro Franz, é uma adaptação moderna do clássico “O Pequeno Príncipe”, do Exupéry. Na versão atual, o príncipe vira uma menina negra e a história é contada do ponto de vista dela. O final promete ser surpreendente.

No momento, o autor está fazendo um crowdfunding, com o objetivo de transformar o livro em uma peça de baixo custo. Quem apoiar a campanha pode ganhar um exemplar do livro ou, até mesmo, enviar exemplares adicionais para doação!

Apoiar uma iniciativa como essa pode ter um valor importante demais. Se você quiser, pode fazê-lo aqui, até o dia 10.dez.2017.

Apadrinhamento de um gato da Gatópoles

voluntariado na gatópoles
A melhor parte de fazer trabalho voluntário é segurar gatos nenéins no colo!!!

Eu não falo muito sobre o assunto por aqui, mas uma das minhas metas do ano passado era me tornar voluntária de uma ONG de gatos! Em Dezembro, vou completar um ano como voluntária da Gatópoles e essa tem sido uma experiência mais do que gratificante.

A Gatópoles pode ser ajudada de diversas formas, como a compra de calendários de 2018 (são R$5 cada! Parece pouco, mas já dá para comprar 4kg de areia com isso) e o apadrinhamento de gatos.

Ao apadrinhar um gato da ONG, você se compromete a doar um determinado valor mensal para a Gatópoles. É como se você fosse a madrinha de um gato mesmo, ajudando na “criação” dele, mas sem o ter em sua casa.

calendário da gatópoles

Para quem quiser conhecer a ONG, nós abrimos o abrigo para visitas no primeiro final de semana de cada mês, no “Afofagato”. Ficamos em São Paulo.

Você também pode ler o Blog da Gatópoles, que é escrito por uma gata que mora no abrigo – com uma patinha de ajuda minha! 😉

Zeit&Leben – Agenda 2018

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Em 2017, eu aprendi muito sobre disciplina, procrastinação e organização pessoal. Mas, confesso, não foi um aprendizado doce e suave. Trabalhar como produtora de conteúdo freelancer é algo bom, que eu consigo fazer naturalmente. Porém, com os problemas que enfrentei esse ano, nem tudo foram flores.

Eu precisei aprender algumas técnicas de mindfullness, organizar e otimizar minha rotina e me concentrar bem em todos os trabalhos que fiz.

As coisas evoluíram, mas eu ainda estou em busca de uma forma de me organizar. Eu não me dou muito bem com agendas escolares, não gostei de organizar bullet journals e o Trello me detesta.

Foi quando recebi um email do Anton, da Zeit&Leben, que percebi que poderia ter uma luz no fim do túnel.

O projeto de Anton e de sua esposa, Marina, busca financiar via crowdfunding uma agenda que é um misto de livro de autocoaching com conselhos práticos; um planejador de vida e, por fim, é também um calendário com perguntas semanais que ajudam a formular metas.

Eu vi vários planners na internet e nenhum tem a proposta diferenciada da Zeit&Leben.

Eu tenho uma certa dificuldade em manter metas de longo prazo (se não vejo resultados logo, acabo perdendo o foco), e acho que ter um planner assim me ajudaria bastante a me concentrar e me impulsionar.

Para fazer a Zeit&Leben decolar, eles precisam arrecadar R$15.000 até 06.dez.2017. Você pode ajudá-los e descobrir mais informações aqui.

Buscar presentes inovadores, feitos por empreendedores ou pessoas que buscam fazer diferença no mundo é uma coisa que quero fazer esse ano. A ideia é fugir de grandes marcas e de conglomerados e apoiar, ainda que de forma modesta, pessoas que lutam por seus sonhos. Alguém vem comigo?

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

A Múmia – Anne Rice

A múmia ou ramsés, o maldito capa anne rice

Nome: A Múmia ou Ramsés, o Maldito

Autor: Anne Rice

Editora: Rocco

Páginas: 483

Essa semana fui à biblioteca do meu bairro, levar alguns livros de doação. Eu adoro ir na biblioteca, porque sinto que volto no tempo. Anos atrás, quando a situação financeira aqui em casa era ainda pior, eu pegava todos os livros que lia por lá.

Além disso, o acervo da biblioteca não é lá atualizado com muita frequência, então sempre encontro pérolas ou livros esquecidos no tempo. Ao passar pelas prateleiras de “Ficção estrangeira”, acabei encontrando o livro “A Múmia”, da Anne Rice. Aproveitei que estava com: 1) vontade de ler um livro sobre o Egito e 2) precisando ler uma autora mulher (estou balanceando os gêneros dos escritores que leio),e peguei o livro emprestado.

No livro, acompanhamos uma descoberta surpreendente do arqueólogo Stratford. Em uma escavação no Egito, uma tumba com uma múmia bem preservada é encontrada. No local, também há vários papiros, que avisam sobre o mito de um homem imortal – que viveu por milênios e aconselhou reis e rainhas do Egito, inclusive Cleópatra.

Falido, bêbado e precisando da ajuda do tio, Henry Stratford não aguenta mais seguir o velho arqueólogo pelo Egito. Por isso, quando a oportunidade aparece, Henry mata seu tio. Bem na frente da múmia milenar.

Quando as descobertas do famoso (agora morto) arqueólogo chegam a Londres, elas são recebidas na residência da família por Julie Stratford, filha do arqueólogo. Desesperado por herdar o dinheiro da família, Henry tenta matar Julie, mas é impedido pela múmia de Ramsés, o Maldito, acordada depois de dois milênios.

Ramsés, ou Ramsey como será conhecido de agora em diante, tem suas feridas curadas pela luz do sol. Ele se alimenta vorazmente e tem uma habilidade impressionante para aprender novas línguas. Além disso, a Múmia, agora recomposta, deixa Julie completamente fascinada. Restabelecido de suas energias e vestido com as roupas da época, Ramsey é um verdadeiro sapão.

O casal parte de volta para o Egito, na companhia de Henry Stratford, do noivo de Julie e do futuro sogro da menina. E é então que as coisas começam a descarrilar.

Sinceramente, esse livro me aborreceu horrores! Ele tinha TANTO potencial!

Anne Rice constrói uma atmosfera singular e o mistério em torno da múmia imortal é bem legal. Na verdade, o livro estava ótimo até a parte em que Ramsés impede Julie de ser assassinada. Desse ponto em diante, parece que o livro foi escrito por uma outra pessoa, que só tinha uma vaga ideia de como resolver os mistérios levantados pela narrativa inicial.

Os personagens que foram anteriormente bem construídos e definidos passam a agir de uma forma não-característica e, ao invés das perguntas serem solucionadas, elas ficam mais absurdas ainda (isso dentro de todos os absurdos permitidos por um livro que fala sobre imortais e múmias que voltam à vida, que fique claro). O final deixa tudo no ar com um “to be continued”. O mais curioso é que, aparentemente, o livro nunca teve uma continuação mesmo.

Honestamente, eu me senti um pouco traída pela história toda.

No começo, eu gostei porque achei bem similar ao filme “A Múmia”, que é estrelado por Brendan Fraser e Rachel Weisz. Da metade até o final, ele parece um romance barato de banca, que não merecia meu tempo – e que tempo, considerando que são quase 500 páginas.

imohtep a múmia brendan fraser
Não tem nada de Imohtep nesse livro…

Não é comum eu resenhar livros que não gostei para o blog. Mas, senti que “A Múmia” merecia uma chance de aparecer por aqui, porque foi uma experiência de leitura bem diferente para mim. Não me lembro de ter lido nenhum livro que parecesse tão promissor e que, no final, fosse tão desapontador como este.

O fato dele ter resenhas ou muito positivas ou muito negativas também me intrigou bastante. Alguém mais leu esse livro? Conta nos comentários! Estou precisando desabafar sobre ele! haha

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Os 5 melhores especiais de comédia para ver na Netflix

os 5 melhores especiais de comédia para ver na Netflix

Eu não era lá muito fã de comédia stand-up, mas acho que esse é um gosto adquirido, como comida japonesa e cigarros. Quando abri meu coração para esse tipo de comédia, comecei a entender melhor as piadas e a me divertir realmente.

É claro que sempre tem aquele especial em que a platéia está SE MATANDO de tanto rir e você não consegue nem fingir um sorrisinho, de tão sem graça. Mas também tem aqueles que de piada mediana em piada mediana, quando você percebe está sem ar de tanto rir.

De brasileiros, eu só vi o especial de comédia do Marco Luque, que eu não achei nada demais, para ser honesta. Uma coisa legal é que os shows do Richard Pryor (quem assistia “Todo Mundo Odeia o Chris” vai entender a referência) também estão disponíveis na Netflix e é legal comparar a comédia dos anos 80 com a atual.

Uma crítica para a Netflix, no geral, é que todos – TODOS – os especiais listados abaixo tinham algum erro grotesco de tradução e de legendagem. Sinceramente, é muito difícil traduzir piadas. Além disso, boa parte dessas histórias e anedotas estão inseridas em um contexto cultural que não é o nosso, então SHIT HAPPENS. Mas, mesmo assim, poderia ser melhor, não é? (disclaimer: eu acho que ainda guardo ressentimentos por não ter passado na prova de tradutores deles, mesmo fazendo 87% dela).

  • Patton Oswalt – Annihilation

patton oswalt annihilaton

O legal da comédia stand-up é que boa parte das piadas são feitas baseando-se em temas da atualidade. A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA fez com que TODOS os comediantes fizessem piadas sobre ele (acho que o único que não fez piadas com o Trump foi o Trevor Noah), e o Patton Oswalt não foi diferente.

Em “Annihilation” ele fala sobre Trump, mas depois ele evolui para temas muito pessoais, o que foi um toque muito legal e diferente. O que eu achei mais interessante foi que os temas abordados por ele – como morte e luto na família – não eram necessariamente engraçados, mas ele conseguiu superar isso e tornar as histórias em algo bittersweet, sensível e, claro, engraçado.

Eu, honestamente, fiquei com vontade de chorar em várias partes. É um especial que tira comédia da dor e que é bem realista e verdadeiro.

Eu não conhecia o Patton Oswalt, mas ele ganhou um Emmy no ano passado, por outro especial de comédia, o “Talking for clapping”, que também está disponível no Netflix e que eu devo ver em breve. De todos, esse foi o que eu mais gostei.

  • Trevor Noah: Afraid of the Dark

trevor noah afraid of the dark

Trevor Noah é um comediante sul-africano e boa parte das piadas dele giram em torno de sua realidade como um imigrante negro nos EUA. A defesa dele sobre porquê o James Bond não pode ser interpretado por Idris Elba me faz rir até agora.

Os comentários sobre como os britânicos detestam imigrantes – e o porquê deles estarem errados, além da explicação sobre como (e com quem) Obama aprendeu seu swag são absolutamente HILÁRIOS.

Além de “Afraid of the Dark”, Trevor Noah também estrela o documentário “You laugh but it’s true”, que está disponível na Netflix e conta um pouco mais sobre as origens do comediante. É legal ver “Afraid of the dark” e depois partir para o documentário autobiográfico, para entender melhor a evolução dele.

  • Christina P.: Mother Inferior

Christina P Mother Inferior

A Christina P teve um bebê recentemente e as piadas dela giram em torno da maternidade e das mudanças que acontecem em seu corpo. É muito, muito engraçado e divertido para passar o tempo. Não é um especial que vai ficar comigo para sempre, como do Patton Oswalt, mas eu vou lembrar de ter me divertido com ela.

  • Amy Schumer: The Leather Special

Amy Schumer The Leather Special

O especial da Amy Schumer começa com tantas piadas sobre sexo, que, olha… Até eu fiquei vermelha. São legalzinhas e ligeiramente escatológicas, mas não são lá muito memoráveis. De certa forma, eu esperava mais. A impressão é que são piadas para adolescentes que ainda não superaram as fases bucal e anal, sabe?

De todos esses comediantes, a Amy Schumer era a única que eu conhecia, ainda que só de nome.

De qualquer forma, ver o especial dela foi interessante para comparar com os outros comediantes que eu vi.

  • Cristela Alonzo: Lower Classy

Cristela Alonzo Lower Classy

A Cristela é mexicano-americana e as piadas dela são sobre ter essa dupla cidadania. Os comentários sobre Trump e imigração ilegal e sobre crescer como uma criança pobre são SENSACIONAIS. Das comediantes mulheres, acho que foi o especial dela que eu gostei mais!

Os comentários sobre a realidade da mãe dela, como uma imigrante ilegal, te dão uma perspectiva muito, muito interessante, que mostram que o humor não está só nas piadas, mas no aprendizado que vem junto com elas.

A risada da Cristela é contagiante e, por vezes, eu ri mais da risada dela do que das piadas em si.

Espero que minhas dicas de especiais de comédia te ajudem a escolher um bom show para assistir. Na verdade, dizem que rir bastante antes de dormir te ajuda a pegar no sono mais rápido. Tem alguma dica de especial para mim, deixa nos comentários?!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

Série “O Clube dos Canalhas” – Parte 2

Como prometido, voltei para contar para vocês o que achei dos dois últimos livros da série “O Clube dos Canalhas”, da escritora Sarah Maclean, publicada no Brasil pela Editora Gutenberg.

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No texto da semana passada, eu falei um pouco sobre os livros “Entre o Amor e a Vingança” e “Entre a Culpa e o Desejo”, que são os dois primeiros da série. Se você está com preguiça de ler o post inteiro, te adianto duas coisas: 1 – O primeiro livro é muito morno e esquecível e 2 – No segundo livro, é a mocinha que salva o “herói” e essa mudança de perspectiva foi bem legal.

Vamos à resenha dos dois últimos livros da série?

Entre a Ruína e a Paixão – Sarah MacLean

entre a ruína e a paixão

Nome: Entre a Ruína e a Paixão

Autora: Sarah Maclean

Editora: Gutenberg

Páginas: 295

Nos dois primeiros livros da série, nós seguimos as histórias de Bourne e Cross, respectivamente. Os dois são aristocratas que caíram em desgraça e que foram convidados pelo misterioso Chase para gerenciar e serem sócios de um cassino. O “Anjo Caído” é um antro de apostas e de perdições frequentado por toda nobreza da Inglaterra, mas o lugar não seria nada sem Temple, o terceiro sócio.

Temple é forte como um touro. Quando os aristocratas perdem suas fortunas nos jogos do cassino, a chance de “redenção” é lutar contra Temple. Se eles conseguirem derrotá-lo, as dívidas são perdoadas. Só que, é claro, isso nunca acontece e Temple sempre ganha.

Originalmente um duque, Temple perdeu tudo quando foi acusado de um crime. Na noite anterior do quarto casamento de seu pai, ele beijou sua futura madrasta. Na manhã seguinte, ele acordou nu e sem nenhuma memória, em uma cama completamente ensanguentada. O corpo da madrasta nunca foi encontrado e o crime fez Temple ser expulso de sua família.

Anos depois ele ainda está ostracizado por conta desse crime. Acolhido por Chase e pelo Anjo Caído, sua vida segue em frente… Até que ele é contatado pela mulher a qual foi acusado de ter assassinado.

Mara Lowe tem uma personalidade forte e tem a responsabilidade de cuidar de um orfanato. Com o local ameaçado pelas dívidas de jogo de seu irmão, ela não tem escolha se não se apresentar diretamente a Temple e dá-lo a redenção que ele sempre quis.

Parece que eu contei a história toda do livro, não é mesmo? Mas tanta coisa acontece que essa é só a premissa dele mesmo. Apesar de ser o menor livro da série, esse é o que tem mais ação e acontecimentos.

As descrições das cenas são super cinematográficas e, se no livro anterior a mocinha é quem salva o “herói”, nesse daqui, o casal passa uma ideia de igualdade que é bem interessante.

Mara e Temple têm uma química sensacional e eles brigam o tempo todo. Casais que se odeiam e depois se amam é minha trope favorita, e a dinâmica do relacionamento deles me lembrou muito a da Claire e do Beckett, do livro “A Infiltrada” – um dos meus favoritos ever.

A Mara tem uma porquinha de estimação, a Lavanda, e eu adoro quando animais de estimação aparecem em livros de romance histórico porque eles costumam garantir um grande alívio cômico, que não é tão comum em livros do gênero. Na verdade, “Entre a Ruína e a Paixão” tem várias cenas que vão fazer você rir alto.

No geral, esse foi o livro que eu mais gostei na série inteira. Ele é engraçado e fofo e, nossa, as cenas calientes dele são sensacionais.

Se você só puder ler um único livro da série, leia este daqui!

Nunca Julgue uma Dama pela Aparência – Sarah Maclean

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Nome: Nunca Julgue uma Dama pela Aparência

Autora: Sarah Maclean

Editora: Gutenberg

Páginas: 313

Ok, se você é daqueles que não curte muito spoiler, pode parar de ler aqui. Todos os livros da série “Clube dos Canalhas” podem ser lidos como um stand-alone, sem precisar ler os anteriores.

Mas, em “Nunca Julgue uma Dama pela Aparência”, o grande segredo dos livros anteriores “afinal, quem é o Chase?” é solucionado. E, se você não quiser saber spoilers antes de ler o livro, o melhor é parar de ler por aqui.

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Olha, eu avisei. É melhor você parar de ler…

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Não vai parar mesmo? Então continue por sua própria conta e risco.

Ok, lá vai: Chase é, na verdade, Lady Georgiana Pearson. Sim, o Chase é uma mulher.

9anos atrás ela caiu em desgraça porque se apaixonou pela pessoa errada. Grávida e sem estar casada, Lady Georgiana foi deixada de lado por toda a sociedade e por seus pais. Com o apoio de seu irmão, ela criou sua filha e financiou o que viria a ser o maior cassino de toda a Inglaterra.

Em troca de uma associação, Chase só pedia uma coisa: segredos pessoais e cabeludos. E foi assim que Lady Georgiana Pearson passou a ter toda a sociedade na palma de sua mão – sem que eles soubessem, é claro.

Agora que sua filha Caroline já está grandinha, Lady Georgiana quer voltar à sociedade aos poucos, em busca de um marido com um título intocável. Ela quer que as pessoas esqueçam os erros do passado, para que sua filha possa ter uma vida mais normal. Será que ela vai conseguir?

Enquanto isso, Duncan West, jornalista e dono dos 3 maiores jornais do país, precisa descobrir quem é Chase. Tipo, desesperadamente. E o mais rápido que ele puder. É uma questão de sobrevivência para ele e para sua irmã mais nova, Cinthia. Será que ele vai conseguir?

Eu amei a premissa desse livro. Quando descobrimos que Chase é uma mulher, eu quase dei gritinhos. Do tipo em alto e bom som. Na vida real.

Mas, preciso ser sincera, ele não me agradou de todo.

Eu não gosto muito de histórias em que todo o enredo se baseia em segredos, e essa é uma delas. Quer dizer, eu sou de Áries, com ascendente e lua em gêmeos – só senta aí e conversa até resolver tudo, sabe? O livro é bom e legal, mas eu não amei o tanto quanto eu esperava amá-lo.

Em meio aos segredos e intrigas de Chase, Georgiana e Duncan, eu acho que a Sarah MacLean se perdeu um pouco e o livro acabou ficando um pouco monótono e cansativo.

Mesmo assim, a reversão dos papéis e a história de uma heroína com um passado que é qualquer coisa menos “imaculado” foram bem interessantes e divertidas de se ler.

Minha ordem de preferência acabou sendo “Entre a Ruína e a Paixão”, “Entre a Culpa e o Desejo”, “Nunca Julgue uma Dama pela Aparência” e “Entre o Amor e a Vingança”. Você já leu os livros da série? Qual a sua ordem de preferência?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo