8 livros para ler em 2018

Eu sumi legal no final do ano, não foi mesmo? A verdade é que, se eu achava que terminar a faculdade ia tornar meu Dezembro mais tranquilo, eu estava completamente enganada.

2017 foi um show de horrores para muitas pessoas e foi um ano muito, muito difícil para mim. Mas, se tem uma coisa da qual eu não posso reclamar, é da quantidade de leitura que fiz.

Foram, ao todo, 66 livros lidos. Eu também segui minha lista de 11 livros para ler em 2017 e, dos selecionados, li 6. Eu ainda quero ler os 5 livros restantes em 2018, será que vou conseguir? Fique de olho no blog para descobrir! haha

Eu quase, quase, completei o desafio de leitura do PopSugar, mas não rolou, seguimos em frente.

Por conta disso, resolvi ser menos ambiciosa neste ano e ler um pouco menos. Confira os 8 títulos que quero ler em 2018:

pilha de livros fofa

1 – O Corcunda de Notre Dame – Victor Hugo

o corcunda de notre dame

Eu tento sempre ler um livro clássico por ano. Em 2017, li “Jane Eyre”. Em 2018, quero atacar o calhamaço que é “O Corcunda de Notre Dame”.

Já li alguns spoilers (se o livro foi publicado em 1831, a gente ainda pode dizer que são spoilers?) e sei que vai ser uma experiência bem diferente do filme da Disney.

Do Victor Hugo, eu já li “Os Miseráveis” (em tempo, foi bem no começo da faculdade e eu estava de férias e ainda não trabalhava) e foi uma leitura maravilhosa, mesmo com os zilhões de páginas desnecessárias, que não faziam nada para avançar o enredo.

2 – O Tempo entre Costuras – María Dueñas

o tempo entre costuras capa edição de capa dura

Eu ganhei esse livro de presente de uma amiga e a edição é linda, de capa dura. Há uma série no Netflix, que foi inspirada no livro, mas não quero me aventurar por ela ainda.

O livro é de uma escritora espanhola e eu li muito pouco de escritores desse país. Além disso, ele fez um baita sucesso e também foi traduzido para mais de 25 idiomas.

Estou ansiosa para encará-lo!

3 – Anexos – Rainbow Rowell

capa anexos rainbow rowell

Uma das minhas metas cumpridas com louvor no ano passado era ler “Fangirl”. Um tempo atrás, os livros da Rainbow estavam em promoção e eu acabei comprando todos, mas demorei horrores para lê-los, mesmo tendo adorado “Eleanor e Park”.

Quero ler “Anexos” esse ano e, se sobrar um tempinho, também quero me aventurar por “Ligações”, que ficou sobrando desse impulso consumista.

4 – O dia em que Getúlio matou Allende – Flávio Tavares

capa o dia em que getúlio matou allende e outras novelas do poder

Comprei esse livro em um dos Congressos da Abraji, junto com o “A Face da Guerra”, da Martha Gellhorn.

Confesso que o comprei por impulso, me baseando apenas no título. Acho que finalmente chegou o momento de tomar vergonha na cara de ler, né?

5 – As Violetas de Março – Sarah Jio

as violetas de março sarah jio capa

Eu sigo a Sarah Jio no Instagram e adoro as postagens dela! Lembro que, na época em que os livros dela foram publicados aqui no Brasil, o pessoal a comparava muito com a Emily Giffin, que é uma das minhas autoras favoritas.

Mesmo com as dicas favoráveis, eu nunca li nada dela, por incrível que pareça. Sinto que 2018 vai ser o ano de ler todos os livros que estavam encalhados na minha estante.

6 – Their Eyes Were Watching God – Zora Neale Hurston

their eyes were watching god capa

Li muitos, muitos, muitos comentários sobre esse livro, que influenciou toda uma geração de escritores negros, como a Toni Morrison, a Alice Walker e a Chimamanda Ngozi Adichie.

Eu devo ter ele na minha estante desde 2016, pelo menos, e acho que está mais do que na hora de tomar vergonha na cara e de encarar esse clássico dos EUA.

7 – O Segundo Suspiro – Phillipe Pozzo di Borgo

o segundo suspiro capa

Eu tenho uma série de filmes que assisto quando estou me sentido tristonha. Um deles é o francês “Os Intocáveis”, estrelado pelo Omar Sy, que conta a história de uma amizade improvável entre um deficiente físico pobre e seu cuidador ricaço.

Recentemente, descobri que a Netflix removeu “Intocáveis” do catálogo e fiquei, como dizem os jovens, pistola. Para compensar essa ausência, sinto que chegou a hora de ler a biografia do Phillipe da vida real, no qual o filme se inspirou.

Eu também comprei esse livro já faz uns anos, durante uma Bienal no qual ele estava bem baratinho. Já tá passando da hora de lê-lo, não é?

8 – Asking for Trouble – Elizabeth Young 

asking for trouble

Eu já resenhei esse livro aqui para o blog e ele continua sendo um dos meus favoritos do mundo dos chick-lits. Eu o li em 2012 e é o livro no qual basearam o filme “Muito Bem Acompanhada”, estrelado pela Debra Messing e pelo Dermont Mulroney.

Até hoje, toda vez que “Muito Bem Acompanhada” passa na TV, os acessos do blog aumentam muito e as pessoas ficam morrendo de curiosidade para saber mais sobre o livro.

Eu, honestamente, não consigo entender como e porquê ele ainda não ganhou uma versão para o Português.

Eu revi o filme no primeiro dia do ano (meus finais de ano são ocupados, mas sempre ultra-boring) e senti os quentinhos no coração de sempre. Está na hora de reler esse livro e de relembrar os melhores momentos dele.

Vai que minha opinião sobre ele muda e eu não faço uma review da minha resenha antiga?

Espero que eu consiga ter um ano mais tranquilo e produtivo e espero ter, como sempre, vocês de olho aqui no blog. Já é tarde ou ainda há tempo de dizer “Feliz 2018!”?

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

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Sobre a Escrita – Stephen King

sobre a escrita stephen king

Nome: Sobre a Escrita

Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Páginas: 255

Comprei “Sobre a Escrita” sem pensar muito. Foi uma das poucas compras por impulso que fiz esse ano e, olha, não me arrependi!

No livro, Stephen King conta um pouco sobre sua trajetória de vida. Sobre suas memórias de infância, sua vida na faculdade e sobre as muitas dificuldades financeiras pelas quais sua família passou. O autor conta como começou como escritor e de onde surgiram alguns gostos peculiares que marcaram sua trajetória profissional.

Ele descreve seu muso inspirador, como surgiram as idéias de seus principais sucessos e leva o leitor para dentro de momentos cruciais de sua carreira, como quando ele recebeu um telefonema avisando que o livro  “Carrie, a Estranha” havia sido vendido por 400 mil dólares.

Sobre a escrita king
Dá para saber o quanto eu gostei de um livro, só olhando a quantidade de marcações nas laterais. Eu também sublinhei a lápis alguns dos trechos que mais gostei do livro.

King escreve sem papas na língua sobre seu uso de drogas e sobre como foi escrever – e escrever muito – completamente bêbado. O mais curioso é o paralelo que ele traça de sua vida desregrada na época, com as obras publicadas durante esse período.

Mas, para além de ser um livro autobiográfico, “Sobre a Escrita” é um livro que discorre sobre o ofício do escritor, sobre como as ideias surgem e como colocá-las no papel. Ele fala da caixa de ferramentas do escritor e dá conselhos sagrados e valiosos.

O livro é fascinante. E um pouco assustador. Não é pelo terror, nem nada disso. É um livro que mexeu muito com algumas idéias pré-concebidas que eu tinha e me forneceu detalhes bem curiosos e peculiares sobre como escrever um livro.

Basicamente, se você quer escrever um romance, vai ter que sentar a raba e suar os calos da mão. Sem a necessidade de se intoxicar para fazer isso.

Do autor, eu já havia lido “Celular”, que eu detestei, “O Nevoeiro“, que eu achei bem mediano, e “Novembro de 63”, que adorei. Depois de ler “Sobre a Escrita”, eu decidi que vou superar meu medo infantil e me aventurar um pouco mais nas obras do escritor.

Sejam fãs do escritor ou só pessoas interessadas em ter uma carreira como escritor, “Sobre a Escrita” é um livro sensacional e uma das minhas melhores leituras do ano!

No final da obra, Stephen King deixa uma lista com 180 livros que ele leu e que o inspiraram a se tornar um escritor melhor. Eu sei que é impossível ler todos esses livros e, além do mais, é uma lista que tem um foco norte-americano muito grande. Mas, mesmo assim, organizei uma “estante” no meu Goodreads com todos os títulos sugeridos. Desses, eu só li 3. E você?

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

 

3 projetos para apoiar neste fim de ano

O final do ano é uma época especial para muitas pessoas, e não é diferente para mim. No ano que passou, eu cresci e amadureci muito e passei a ver algumas coisas de uma maneira diferente e isso inclui o Natal.

O Natal sempre foi a minha época do ano favorita, mas, em 2017, eu não quero nem pensar em luzinhas, Papai Noel e na árvore de Natal. Foi um ano tão difícil e complicado, que tudo o que eu quero é me esconder debaixo do cobertor (mesmo que seja verão e esteja calor lá fora) e passar a virada do ano e o Natal vendo Netflix.

É claro que, nem sempre, querer é poder. Então, estou tentando ressignificar a virada do ano, parar de pensar em dar “lembrancinhas” e, talvez, me concentrar em dar presentes que tenham uma grande utilidade e que tenham um valor para a sociedade como um todo.

Foi procurando esses presentes que encontrei três iniciativas que merecem ser apoiadas neste final de ano. Seja para você mesmo, seja como um presente para outra pessoa, o fato de promoverem alguma mudança interior ou por terem algum impacto social deixa esses presentes com valor e significado além do normal. Vamos conferir quais são eles?

A Pequena Princesa – Leandro Franz

“A Pequena Princesa”, de Leandro Franz, é uma adaptação moderna do clássico “O Pequeno Príncipe”, do Exupéry. Na versão atual, o príncipe vira uma menina negra e a história é contada do ponto de vista dela. O final promete ser surpreendente.

No momento, o autor está fazendo um crowdfunding, com o objetivo de transformar o livro em uma peça de baixo custo. Quem apoiar a campanha pode ganhar um exemplar do livro ou, até mesmo, enviar exemplares adicionais para doação!

Apoiar uma iniciativa como essa pode ter um valor importante demais. Se você quiser, pode fazê-lo aqui, até o dia 10.dez.2017.

Apadrinhamento de um gato da Gatópoles

voluntariado na gatópoles
A melhor parte de fazer trabalho voluntário é segurar gatos nenéins no colo!!!

Eu não falo muito sobre o assunto por aqui, mas uma das minhas metas do ano passado era me tornar voluntária de uma ONG de gatos! Em Dezembro, vou completar um ano como voluntária da Gatópoles e essa tem sido uma experiência mais do que gratificante.

A Gatópoles pode ser ajudada de diversas formas, como a compra de calendários de 2018 (são R$5 cada! Parece pouco, mas já dá para comprar 4kg de areia com isso) e o apadrinhamento de gatos.

Ao apadrinhar um gato da ONG, você se compromete a doar um determinado valor mensal para a Gatópoles. É como se você fosse a madrinha de um gato mesmo, ajudando na “criação” dele, mas sem o ter em sua casa.

calendário da gatópoles

Para quem quiser conhecer a ONG, nós abrimos o abrigo para visitas no primeiro final de semana de cada mês, no “Afofagato”. Ficamos em São Paulo.

Você também pode ler o Blog da Gatópoles, que é escrito por uma gata que mora no abrigo – com uma patinha de ajuda minha! 😉

Zeit&Leben – Agenda 2018

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Em 2017, eu aprendi muito sobre disciplina, procrastinação e organização pessoal. Mas, confesso, não foi um aprendizado doce e suave. Trabalhar como produtora de conteúdo freelancer é algo bom, que eu consigo fazer naturalmente. Porém, com os problemas que enfrentei esse ano, nem tudo foram flores.

Eu precisei aprender algumas técnicas de mindfullness, organizar e otimizar minha rotina e me concentrar bem em todos os trabalhos que fiz.

As coisas evoluíram, mas eu ainda estou em busca de uma forma de me organizar. Eu não me dou muito bem com agendas escolares, não gostei de organizar bullet journals e o Trello me detesta.

Foi quando recebi um email do Anton, da Zeit&Leben, que percebi que poderia ter uma luz no fim do túnel.

O projeto de Anton e de sua esposa, Marina, busca financiar via crowdfunding uma agenda que é um misto de livro de autocoaching com conselhos práticos; um planejador de vida e, por fim, é também um calendário com perguntas semanais que ajudam a formular metas.

Eu vi vários planners na internet e nenhum tem a proposta diferenciada da Zeit&Leben.

Eu tenho uma certa dificuldade em manter metas de longo prazo (se não vejo resultados logo, acabo perdendo o foco), e acho que ter um planner assim me ajudaria bastante a me concentrar e me impulsionar.

Para fazer a Zeit&Leben decolar, eles precisam arrecadar R$15.000 até 06.dez.2017. Você pode ajudá-los e descobrir mais informações aqui.

Buscar presentes inovadores, feitos por empreendedores ou pessoas que buscam fazer diferença no mundo é uma coisa que quero fazer esse ano. A ideia é fugir de grandes marcas e de conglomerados e apoiar, ainda que de forma modesta, pessoas que lutam por seus sonhos. Alguém vem comigo?

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

A Múmia – Anne Rice

A múmia ou ramsés, o maldito capa anne rice

Nome: A Múmia ou Ramsés, o Maldito

Autor: Anne Rice

Editora: Rocco

Páginas: 483

Essa semana fui à biblioteca do meu bairro, levar alguns livros de doação. Eu adoro ir na biblioteca, porque sinto que volto no tempo. Anos atrás, quando a situação financeira aqui em casa era ainda pior, eu pegava todos os livros que lia por lá.

Além disso, o acervo da biblioteca não é lá atualizado com muita frequência, então sempre encontro pérolas ou livros esquecidos no tempo. Ao passar pelas prateleiras de “Ficção estrangeira”, acabei encontrando o livro “A Múmia”, da Anne Rice. Aproveitei que estava com: 1) vontade de ler um livro sobre o Egito e 2) precisando ler uma autora mulher (estou balanceando os gêneros dos escritores que leio),e peguei o livro emprestado.

No livro, acompanhamos uma descoberta surpreendente do arqueólogo Stratford. Em uma escavação no Egito, uma tumba com uma múmia bem preservada é encontrada. No local, também há vários papiros, que avisam sobre o mito de um homem imortal – que viveu por milênios e aconselhou reis e rainhas do Egito, inclusive Cleópatra.

Falido, bêbado e precisando da ajuda do tio, Henry Stratford não aguenta mais seguir o velho arqueólogo pelo Egito. Por isso, quando a oportunidade aparece, Henry mata seu tio. Bem na frente da múmia milenar.

Quando as descobertas do famoso (agora morto) arqueólogo chegam a Londres, elas são recebidas na residência da família por Julie Stratford, filha do arqueólogo. Desesperado por herdar o dinheiro da família, Henry tenta matar Julie, mas é impedido pela múmia de Ramsés, o Maldito, acordada depois de dois milênios.

Ramsés, ou Ramsey como será conhecido de agora em diante, tem suas feridas curadas pela luz do sol. Ele se alimenta vorazmente e tem uma habilidade impressionante para aprender novas línguas. Além disso, a Múmia, agora recomposta, deixa Julie completamente fascinada. Restabelecido de suas energias e vestido com as roupas da época, Ramsey é um verdadeiro sapão.

O casal parte de volta para o Egito, na companhia de Henry Stratford, do noivo de Julie e do futuro sogro da menina. E é então que as coisas começam a descarrilar.

Sinceramente, esse livro me aborreceu horrores! Ele tinha TANTO potencial!

Anne Rice constrói uma atmosfera singular e o mistério em torno da múmia imortal é bem legal. Na verdade, o livro estava ótimo até a parte em que Ramsés impede Julie de ser assassinada. Desse ponto em diante, parece que o livro foi escrito por uma outra pessoa, que só tinha uma vaga ideia de como resolver os mistérios levantados pela narrativa inicial.

Os personagens que foram anteriormente bem construídos e definidos passam a agir de uma forma não-característica e, ao invés das perguntas serem solucionadas, elas ficam mais absurdas ainda (isso dentro de todos os absurdos permitidos por um livro que fala sobre imortais e múmias que voltam à vida, que fique claro). O final deixa tudo no ar com um “to be continued”. O mais curioso é que, aparentemente, o livro nunca teve uma continuação mesmo.

Honestamente, eu me senti um pouco traída pela história toda.

No começo, eu gostei porque achei bem similar ao filme “A Múmia”, que é estrelado por Brendan Fraser e Rachel Weisz. Da metade até o final, ele parece um romance barato de banca, que não merecia meu tempo – e que tempo, considerando que são quase 500 páginas.

imohtep a múmia brendan fraser
Não tem nada de Imohtep nesse livro…

Não é comum eu resenhar livros que não gostei para o blog. Mas, senti que “A Múmia” merecia uma chance de aparecer por aqui, porque foi uma experiência de leitura bem diferente para mim. Não me lembro de ter lido nenhum livro que parecesse tão promissor e que, no final, fosse tão desapontador como este.

O fato dele ter resenhas ou muito positivas ou muito negativas também me intrigou bastante. Alguém mais leu esse livro? Conta nos comentários! Estou precisando desabafar sobre ele! haha

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Os 5 melhores especiais de comédia para ver na Netflix

os 5 melhores especiais de comédia para ver na Netflix

Eu não era lá muito fã de comédia stand-up, mas acho que esse é um gosto adquirido, como comida japonesa e cigarros. Quando abri meu coração para esse tipo de comédia, comecei a entender melhor as piadas e a me divertir realmente.

É claro que sempre tem aquele especial em que a platéia está SE MATANDO de tanto rir e você não consegue nem fingir um sorrisinho, de tão sem graça. Mas também tem aqueles que de piada mediana em piada mediana, quando você percebe está sem ar de tanto rir.

De brasileiros, eu só vi o especial de comédia do Marco Luque, que eu não achei nada demais, para ser honesta. Uma coisa legal é que os shows do Richard Pryor (quem assistia “Todo Mundo Odeia o Chris” vai entender a referência) também estão disponíveis na Netflix e é legal comparar a comédia dos anos 80 com a atual.

Uma crítica para a Netflix, no geral, é que todos – TODOS – os especiais listados abaixo tinham algum erro grotesco de tradução e de legendagem. Sinceramente, é muito difícil traduzir piadas. Além disso, boa parte dessas histórias e anedotas estão inseridas em um contexto cultural que não é o nosso, então SHIT HAPPENS. Mas, mesmo assim, poderia ser melhor, não é? (disclaimer: eu acho que ainda guardo ressentimentos por não ter passado na prova de tradutores deles, mesmo fazendo 87% dela).

  • Patton Oswalt – Annihilation

patton oswalt annihilaton

O legal da comédia stand-up é que boa parte das piadas são feitas baseando-se em temas da atualidade. A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA fez com que TODOS os comediantes fizessem piadas sobre ele (acho que o único que não fez piadas com o Trump foi o Trevor Noah), e o Patton Oswalt não foi diferente.

Em “Annihilation” ele fala sobre Trump, mas depois ele evolui para temas muito pessoais, o que foi um toque muito legal e diferente. O que eu achei mais interessante foi que os temas abordados por ele – como morte e luto na família – não eram necessariamente engraçados, mas ele conseguiu superar isso e tornar as histórias em algo bittersweet, sensível e, claro, engraçado.

Eu, honestamente, fiquei com vontade de chorar em várias partes. É um especial que tira comédia da dor e que é bem realista e verdadeiro.

Eu não conhecia o Patton Oswalt, mas ele ganhou um Emmy no ano passado, por outro especial de comédia, o “Talking for clapping”, que também está disponível no Netflix e que eu devo ver em breve. De todos, esse foi o que eu mais gostei.

  • Trevor Noah: Afraid of the Dark

trevor noah afraid of the dark

Trevor Noah é um comediante sul-africano e boa parte das piadas dele giram em torno de sua realidade como um imigrante negro nos EUA. A defesa dele sobre porquê o James Bond não pode ser interpretado por Idris Elba me faz rir até agora.

Os comentários sobre como os britânicos detestam imigrantes – e o porquê deles estarem errados, além da explicação sobre como (e com quem) Obama aprendeu seu swag são absolutamente HILÁRIOS.

Além de “Afraid of the Dark”, Trevor Noah também estrela o documentário “You laugh but it’s true”, que está disponível na Netflix e conta um pouco mais sobre as origens do comediante. É legal ver “Afraid of the dark” e depois partir para o documentário autobiográfico, para entender melhor a evolução dele.

  • Christina P.: Mother Inferior

Christina P Mother Inferior

A Christina P teve um bebê recentemente e as piadas dela giram em torno da maternidade e das mudanças que acontecem em seu corpo. É muito, muito engraçado e divertido para passar o tempo. Não é um especial que vai ficar comigo para sempre, como do Patton Oswalt, mas eu vou lembrar de ter me divertido com ela.

  • Amy Schumer: The Leather Special

Amy Schumer The Leather Special

O especial da Amy Schumer começa com tantas piadas sobre sexo, que, olha… Até eu fiquei vermelha. São legalzinhas e ligeiramente escatológicas, mas não são lá muito memoráveis. De certa forma, eu esperava mais. A impressão é que são piadas para adolescentes que ainda não superaram as fases bucal e anal, sabe?

De todos esses comediantes, a Amy Schumer era a única que eu conhecia, ainda que só de nome.

De qualquer forma, ver o especial dela foi interessante para comparar com os outros comediantes que eu vi.

  • Cristela Alonzo: Lower Classy

Cristela Alonzo Lower Classy

A Cristela é mexicano-americana e as piadas dela são sobre ter essa dupla cidadania. Os comentários sobre Trump e imigração ilegal e sobre crescer como uma criança pobre são SENSACIONAIS. Das comediantes mulheres, acho que foi o especial dela que eu gostei mais!

Os comentários sobre a realidade da mãe dela, como uma imigrante ilegal, te dão uma perspectiva muito, muito interessante, que mostram que o humor não está só nas piadas, mas no aprendizado que vem junto com elas.

A risada da Cristela é contagiante e, por vezes, eu ri mais da risada dela do que das piadas em si.

Espero que minhas dicas de especiais de comédia te ajudem a escolher um bom show para assistir. Na verdade, dizem que rir bastante antes de dormir te ajuda a pegar no sono mais rápido. Tem alguma dica de especial para mim, deixa nos comentários?!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo