Mensagens de Inês de Castro – Caio Ramacciotti, Chico Xavier e Inês de Castro

Não precisa ser espírita como eu, para achar um romance lindo, não precisa ser espírita, para se apaixonar e se emocionar. Um dos livros mais lindos, talvez o único com um amor de verdade, aquele de almas gêmeas, puro.

 Relatos de reencarnações de personagens da história portuguesa e brasileira, por meio de mensagens ditadas por Inês de Castro a Chico Xavier, guardadas por quase 30 anos e ora organizadas por Caio Ramacciotti, a quem o médium confiou os textos. Uma sucessão de fatos no início de 2006 desencadeou a organização da obra. As revelações contidas uma vez mais enobrecem o mediunato de Chico Xavier.

 Eu estava na praia, com duas crianças mimadas, minha mãe e um apartamento sem TV, chovia toda a tarde e eu já tinha lido todo o meu estoque de livros (sim, isto é um item altamente necessário para todo o amante de livros). Quando eu já estava a ponto de explodir, no sentido de enfiar a faca de pão no tórax magrelo e ossudo do meu primo, minha mãe decidiu comprar livros pra mim, para ver se eu me distraia. Encontrei um sebo que estava SEMPRE fechado perto do apartamento onde a gente estava e sempre ia lá, com a esperança de que estivesse aberto.

Um dia, dei sorte e meus olhos bateram no ‘’Mensagens de Inês de Castro’’, que estava na vitrine. Sabia que esse seria o meu.

Primeiro por que eu já estava namorando ele há muito tempo. Uma professora de português pediu que fizéssemos um vídeo, que abordasse todas as escolas literárias, do Trovadorismo até o Arcadismo.

Enquanto eu estudava o Humanismo e a crônica humanista de Fernão Lopes, eu li uma crônica em que ele contava a história de D. Pedro I de Portugal. A história, segundo as LINDAS letras de Amanda Ariela é a seguinte:

 “O D. Pedro se casou com Constança, essa Constança tinha uma dama de companhia muitooo bonita, que se chamava Inês de Castro, aos poucos o rei foi se apaixonando por Inês, até que um dia, no parto (se eu não me engano), Constança morreu.

 Ai, D.Pedro e Inês estavam livres para ser felizes para sempre, em um castelo como nós tanto lemos nos contos de fada, certo? Errado, o rei era extremamente contra o casamento de D.Pedro com Inês. Inês era filha de castelhanos e seus irmãos possuíam forte influencia em Castela e o rei, com medo dessas influências tentou diversas vezes afastar ela e Pedro, mas nada funcionava!

 Então, um dia, quando D.Pedro havia saído para caçar, os guardas reais  invadiram a casa do casal de pombinhos, e levaram Inês à força. Reza a lenda que a decapitaram na frente de seus filhos, e tudo isso por interesse político.

 Óbvio que D.Pedro ficou irado, quem não ficaria? Então, ele obteve meios de provar que havia se casado com Inês antes dela morrer, e quando foi coroado rei de Portugal, corou ela como sua rainha. Reza a lenda, que quando D.Pedro mandou transferir os restos mortais de Inês, de uma cova qualquer para o mosteiro de Alcobaça (onde até hoje estão os dela,e os de D.Pedro, juntos um do lado do outro), de que o rei, havia feito a cerimônia do Beija-Mão,onde os nobres se ajoelhavam na frente da rainha(nesse caso, do corpo da rainha) e beijavam a sua mão

Depois disso, D.Pedro mandou extraditar os homens que haviam matado Inês. E segundo a crônica de Fernão Lopes, mandou matá-los, um com coração retirado pelo peito, e o outro com o coração retirado pelas costas. Eram três assassinos na verdade, mas o terceiro fugiu e se eu não me engano, anos mais tarde, D.Pedro concedeu o perdão a este assassino!’’

 Falando assim, parece uma história esquisita, nojenta, mas acreditem em mim, não é. O livro conta a história de D. Pedro e de Inês, segundo os fatos históricos registrados na época. Mas também, mostra trechos de mensagens, ou mensagens completas que Chico Xavier psicografou – enviadas do plano espiritual, de Inês de Castro para seu amado Dom Pedro.

 Não vou falar que é um livro fácil de ser lido – você fica com um nó na garganta, engole em seco e se emociona. Além disso, ele contém certos tópicos que são difíceis de ser compreendidos , até mesmo para um espírita praticante!

 De verdade, eu ODEIO chorar, sei que é uma maneira de me expressar, de me soltar e de liberar o que eu estou sentindo, mas eu não gosto, além de ficar absurdamente feia enquanto choro. Então se algum dia você me ver chorando, saiba que o sentimento é forte, e que eu não pude conter minha emoção.

Segurei durante o livro todo (eu estava tão desesperada e envolvida pela historia, que terminei o livro em quatro horas, e acabei mais queimada na parte da frente, do que na de trás). Mas quando cheguei na parte dos poemas que Inês havia escrito para D.Pedro, não consigo, abri o berreiro, na areia da praia mesmo, nem me importei! Sério, gente, chorei de soluçar, de tanta pureza e de tanto amor expressos naquelas palavras! Me  lembro de que naquela noite, dormi que nem um bebe, em uma paz, digamos que celestial.

Pra ilustrar o livro, nada melhor do que colocar aqui, o poema mais lindo que eu já li em toda a minha vida:

 Amado rei,
Um dia,
Fosse pela verdade ou pela fantasia,
Procurei sobre a terra
Onde haveria de encontrar
O poema de amor, o mais terno e o mais lindo,
O poema de Luz que me pudesse dar
A notícia de Deus na grandeza da vida.

Procurei a açucena por ser flor
De aroma estranho e raro,
E ela disse não ter para ofertar
Semelhante poema
De grandeza suprema
Porque, na essência, unicamente era
Um enfeite gentil da primavera.

Pedi ao sol esse tesouro,
Mas jorrando os fotônios que produz,
Disse o sol balançando os cachos de ouro
Que somente podia oferecer
Poemas de calor, de alegria e de luz. 

Roguei à fonte que me desse
Algum desses poemas imortais,
Mas a fonte me disse que podia
Afastar-me da sede e nada mais.

Pedi à brisa me envolvesse o anseio
Nesse poema assim profundo,
E a brisa respondeu, alígera e singela,
Que Deus unicamente dera a ela
O poder de acalmar o calor do verão,
Quando o verão quisesse incendiar o mundo. 

Então sob a fadiga da procura
Na longa caminhada
Dormi na própria estrada
E cheguei a sonhar
Que vinhas do mais Alto,
De longe, muito longe,
Da imensidão celeste. 

E me trouxeste, oh! Soberano Amado,
O excelso poema inexplicado.
Nada disseste pelo verbo humano,
Mas me entregaste, amado soberano,
O poema divino em versos dos mais sábios,
Na esplendente nudez dos próprios lábios.

Então senti, precipitadamente,

Que o poema esperado
Estava todo escrito em vibrações sublimes,
Em altas vibrações,
E eu para entendê-las
Fazia inesperadamente em mim
Um alfabeto de estrelas.

E compreendi, amado rei,
Que o poema aguardado
Era feito de luz, vida e canção
E que somente existe para mim
Por força eterna da Divina Lei,
Na luz do vosso amado coração

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2 comentários sobre “Mensagens de Inês de Castro – Caio Ramacciotti, Chico Xavier e Inês de Castro

  1. Caio Ramacciotti 14 de agosto de 2012 / 13:49

    Cara ‘garota do casaco roxo’. Gostaria de saber seu nome e e-mail para um novo contato. Agradeço de coração suas palavras sobre o livro Mensagens de Inês de Castro. Li-as apenas agora, pois minha filha enviou-me a notícia de seu texto há 10 minutos apenas. Comoveram-me muito suas observações tão carinhosas. A profundidade de sua análise é algo digno de menção.
    Gostaria de enviar-lhe um exemplar da 21ª edição, já com 320 páginas e enriquecida com capa, textos e fotos.
    Com o abraço reconhecido,
    Caio Ramacciotti

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    • Amanda Ariela 14 de agosto de 2012 / 18:16

      Olá Caio!

      Fico MUITO feliz em saber que você gostou da minha resenha. Quando não gostamos de algo, a primeira coisa que fazemos é criticar e falar mal dela. Acho essa regra válida também para quando gosto de algo, e o livro que você organizou é realmente muito bom!

      Meu nome é Amanda Ariela, e um email para contato seria o amandariela@hotmail.com ! Fico realmente feliz em saber e em ler suas palavras, animaram meu dia!

      Abraços,
      Amanda!

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