O Mundo das Múmias – Heather Pringle

6 jul

the mummy congress

Nome: O Mundo das Múmias
Autora: Heather Pringle
Editora: Ediouro
Páginas: 291

Nossa, já faz um tempo que não posto aqui, né? *tira a poeira das coisas* *liga a luz*

Quando se posta só uma vez por semana e se passa algumas semaninhas sem postar, a impressão que dá e que faz decênios que não sento aqui para falar sobre minhas leituras. Sobrevivi ao fim do penúltimo semestre da faculdade e a organização de um Congresso – voltei! Yay!

A resenha de hoje vai causar um grande estranhamento para aqueles que vem aqui esperando resenhas de romances da Meg Cabot e da Carina Rissi. Por vezes, eu deixo escapar aqui que tenho um gosto secreto por livros de não-ficção – são um dos meus guilty pleasures! Já resenhei livros científicos e engraçadinhos como o “E Se?” e o “Stiff: The Curious Life of Human Bodies“.

“O Mundo das Múmias”, de Heather Pringle, dá um pouco de continuidade ao que eu aprendi com “Stiff”. Se neste, falávamos sobre cadáveres e pessoas que doaram seu corpo à ciência, no livro de Pringle descobrimos mais sobre pessoas que doaram seus corpos à história – sem querer, né?

O livro começa com a jornalista Heather Pringle em um Congresso de Múmias, no Peru. Nele, a jornalista acaba descobrindo todo um nicho secreto: Pesquisadores que estudam o cabelo de múmias, para saber o que elas comiam e se elas usavam drogas, corpos incorruptíveis, aqueles que não apodrecem, e que, por isso, foram canonizados pela Igreja Católica, múmias de crianças incas que ainda têm os cílios e até mesmo estudos sobre o corpo de Lênin, que foi embalsamado e até hoje tá lá preservado.

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O livro tem várias fotos e imagens que te ajudam a visualizar melhor aquilo que a autora descreve. Essa daqui é de uma múmia egípcia de 2.000 anos com cabelo ruivo e cacheado – muito mais bem tratado que o meu…

O livro é bem doido.

Mas é fascinante. Pringle vai tecendo, à partir do Congresso, uma narrativa que te leva por várias partes do mundo e que aborda de maneira clara, abrangente e, por vezes, cômica, o estranho hábito que nossos antepassados tinham de preservar seus corpos e se manter “em forma” para a próxima vida.

Monges japoneses que tentaram mumificar a si mesmos, os embalsamadores de Stálin, múmias chinchorro e até mesmo corpos do pântano são analisados pela autora, que, com o auxílio de outros pesquisadores, monta um passado e até uma breve “análise” de como essas pessoas morreram.

É uma leitura ótima e esclarecedora tanto para pesquisadores quanto para quem (como eu!) tem um pouco de curiosidade demais na veia. A única ressalva é que eu gostaria de ter lido ele com mais calma. A narrativa é tão envolvente que eu devorei o livro em poucas sentadas. Talvez eu poderia ter aproveitado mais, se tivesse tomado como um bom vinho ao invés de entornar como se fosse catuaba.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

PS: A capa que aparece no começo do post é da edição em inglês do livro. Não consegui encontrar ele em nenhuma loja oficial, então as fotos da capa em português são todas de outras pessoas, não me senti confortável em usá-las.

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