Filmes que Vi #17

O Mordomo da Casa Branca

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Esperava um filme emocionante e profundo em ‘’O Mordomo da Casa Branca’’ e, sim, foi isso que eu encontrei, mas alguns erros e defeitos fizeram com que o filme fosse menos aproveitado do que normalmente teria sido, entende?

‘’O Mordomo da Casa Branca’’ conta a história de um filho de escravos que trabalham em uma plantação de algodão. Livre de fazer trabalhos pesados pela dona da casa, Cecil Gaines é treinado por ela para servir e trabalhar em uma casa de família. Sua vida evolui e ele passa a trabalhar em um hotel e depois, alcança o posto de mordomo oficial do presidente dos EUA.

Cecil segue trabalhando como mordomo durante a presidência de Truman, Kennedy, Reagan, Nixon e Eisenhower e enquanto isso, acompanhamos também a sua vida pessoal, com a esposa alcoólatra (interpretada por Oprah Winfrey) e seu filho Louis, que entra para a universidade e toma partido nos Freedom Riders – que trabalhavam junto com Martin Luther King pelo fim da separação entre negros e brancos nos EUA.

Uma verdadeira lição de história recente dos EUA e baseado na  história verídica de Eugene Allen (o livro que deu origem ao filme foi publicado no Brasil pela editora Novo Séculoe tem como autor o jornalista Wil Haygood).

Recheado de estrelas como Terence Howard, Forest Whitaker, Oprah Winfrey, Mariah Carey, Robbie Willians, Jane Fonda, John Cusack e Alan Rickman  o filme é bem atuado, mas tem cara de filme de TV, sabe? Aquele que ninguém conhece, passa na Sessão da Tarde e você só sabe alguns trechos da história porque não conseguiu prestar atenção em tudo.

Outro problema é que Cecil  é interpretado quando jovem por Aml Ameen e depois passa a ser interpretado por Forest Whitaker, que é um excelente ator, mas enquanto a Oprah e todos os outros atores envelhecem, Forest fica igual e isso deixa a história inverossímil e faz com que você dê ‘’pause’’ no filme para tentar calcular a idade do famoso mordomo (Eugene Allen faleceu em 2010, aos 90 anos, depois de ter trabalhado na Casa Branca durante 34 anos, caso tenha curiosidade).

Pode te emocionar, mas considere algumas partes como ‘’mágica do cinema’’.

Easy A – A Mentira

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Os filmes do Netflix andavam meio fracos, sem muitas adições e nada muito empolgante, até que eu vi o pessoal do twitter comentando sobre ‘’A Mentira’’, resolvi assistir.

Conta a historia de Olive(interpretada por Emma Stone), uma garota normal, que conta para sua melhor amiga que perdeu a virgindade com um garoto mais velho e acaba sofrendo bullying do grupo religioso da escola (que tem como líder Marianne, interpretada pela Amanda Bynes).

Incentivada e intrigada com a repercussão de seu ‘’feito’’ (que não passa de uma mentira, afinal de contas, ela passou o fim de semana inteiro em sua casa), Olive deixa com que a mentira se espalhe e acaba se comovendo quando um garoto gay pede que ela finja que é sua namorada, o que só leva a ainda mais mentiras.

As histórias vão evoluindo e evoluindo e você chega a se perguntar como ela vai sair de tudo isso. É muito legal observar alguns comportamentos da sociedade no filme, enquanto ela é uma ‘’prostituta’’ por, supostamente, dormir com todos, o garoto é ‘’incrível’’ por fazer exatamente o mesmo.

O filme também é considerado uma releitura do clássico ‘’A Letra Escarlate’’ de Nathaniel Hawthorne, um livro que aborda quase o mesmo assunto: uma mulher sendo julgada, culpada e vitimizada pela sociedade, enquanto o homem…

Vale a pena assistir pra rir e pra refletir. Recomendo pra todo mundo que já foi pessoalmente atingido por Regina George que já sofreu bullying e que já praticou bullying, ou seja, todo mundo.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que vi #16

Dois filmes fofos e bobos pra relaxar e rir sem pretensão.

Meu Malvado Favorito 2

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Estou convencida de que a maioria dos filmes de animação lançados atualmente tem como público alvo, adultos e não crianças. Filmes como ‘’UP! Altas Aventuras’’, ‘’Wall-e’’ e ‘’Meu Malvado Favorito’’são verdadeiras lições de amor, com histórias que esquentam seu coração e te deixam feliz – além de toques de humor e piadas que só são entendidas quando se tem mais repertório.

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No caso de ‘’Meu Malvado Favorito 2’’seguimos a história de Gru, um super vilão que deixou de ser malvado após adotar três meninas super fofas. Ele continua cuidando delas com a ajuda de seus minions (eu PRE-CI-SO de um minion de pelúcia. Faltam 47 dias pro meu aniversário- fikdik) e a vida segue, até que ele é recrutado por uma agência super secreta de combate ao trabalho de vilões e tem que investigar um super vilão chamado ‘’El Nacho’’.

É um dos filmes mais fofos que você vai ver. O final é surpreendente e vale a pena prestar atenção no número musical dos Minions, que tem muito, mas muito mais destaque que no filme anterior (isso não foi uma reclamação). Eu o assisti dublado e é o Sidney Magal que faz a voz do ‘’El Nacho’’ – o trabalho dele foi excelente! Acho que ficou até melhor que a versão gringa.

Pra ver pra rir e se emocionar e não precisa se sentir culpado de vê-lo sem nenhuma criança por perto!

Larry Crowne – O Amor Está de Volta

Com Julia Roberts e Tom Hanks no elenco eu realmente tenho que escrever pra te convencer a ver esse filme?

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Tá, brincadeeeira! Conta a história de Larry Crowne, um empregado de supermercado exemplar que nunca é promovido. Um dia ele é chamado à sala da diretoria e, crente que finalmente vai ser promovido, é demitido de seu emprego porque não tem um diploma universitário.

Decidido a mudar esse panorama, ele se matrícula na universidade de sua comunidade e lá começa a se entender melhor e a conhecer novas amizades. Na aula de oratória ele conhece Mercedes Tainot *insira aqui a musiquinha de ‘’Uma Linda Mulher’’*, sua professora, que, assim como Larry, está sem rumo, com um marido folgado e uma carreira deprimente. Larry desenvolve uma quedinha por Mercedes e, com o apoio de seus colegas de classe, vai tentar conquistá-la.

‘’Larry Crowne- O Amor está de volta’’ foi baseado na vida de um amigo de Tom Hanks e teve seu roteiro, sua produção e sua direção feitos pelo ator polivalente. O filme vai te deixar com um sorriso nos lábios e, quem sabe, te motivar a fazer o que gosta e dar um impulso na sua carreira!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

A Segunda Vez que te Amei – Leila Rego

segunda_capa.inddNome: A Segunda Vez que te Amei

Autora: Leila Rego

Editora: Gutenberg

Páginas: 272

Preço: R$ 39, 90

Todo mundo sabe que eu adoro a Leila Rego, seja por seus romances leves e divertidos, para te fazer chorar de rir e esquecer os problemas lá fora; ou pela simpatia da autora, que é sempre linda/dyva/fofa/etc, etc, não é surpresa nenhuma que eu fui correndo ler ‘’A Segunda Vez que te Amei’’ assim que lançou, né?

André e Raquel são o típico casal de namoradinhos da adolescência. Daqueles que acham que o amor vai durar para sempre e que nada pode impedir de dar certo. ‘’Nada’’ até que o pai de Raquel proíbe a relação e a vida real mostra as garras, os problemas surgem, as magoas aparecem e os pombinhos se separam.

‘’Tudo acontece por uma razão. Tudo tem um motivo e nada é por acaso. Raquel só não estava conseguindo juntar as peças. Não encontrava o motivo. No inicio, achava que era para ela e André ficarem juntos. Agora já não tinha mais certeza.

p. 243’’

13 anos depois e Juli e André são dois chefs de cozinha donos de um restaurante e casados há um tempinho. O relacionamento de ambos esfriou e Juli não parece tão interessada em alimentar o romance quanto André, que se desdobra em mil para conseguir a atenção da esposa e tirá-la da rotina.

 Enquanto isso, Raquel e Alberto têm um filho de doze anos e ambos tem uma vida aparentemente feliz, normal e saudável, até que uma verdadeira bomba cai no lar e Raquel passa a ver seu marido de uma maneira diferente.

Um dia, Raquel e André se reencontram e, sim, as faíscas voltam, mas será que ambos estão dispostos a largar suas vidas para viver uma loucura de adolescência ou o que estava escrito desde o começo vai acontecer?

Só lendo para saber mesmo… ‘’A Segunda Vez que eu te Amei’’ tem reviravoltas surpreendentes e algumas cenas criam no leitor tanta expectativa que ele chega a prender a respiração, quase como se estivesse lendo um suspense Hitchcockiano!

Outra característica da narrativa é que cada capítulo é narrado por um dos personagens e, até mesmo, por personagens que não são os principais. Dando uma sensação de que o leitor sabe de tudo, tudo mesmo, até aquilo que nem os personagens sabem que desejam, além de ter um quê de filme ou de novela. Acho que a história de Juli e André daria um roteiro excelente!

A leitura é bem fluída e rápida (li em uma noite só! Não, eu não dormi) e é impossível não se apaixonar pelo modo dinâmico e quase poético, com o humor meio irônico e colocado nos momentos certos de Leila Rego.

Mais maduro e um pouco mais dramático que os chick-lits do mercado, vai ser impossível não se apaixonar por esse livro e por seus personagens. Você vai entendê-los, torcer por eles, querer que fiquem juntos e, até o último segundo vai ficar com um ponto de interrogação do tipo: ‘’E agora? O que acontece?’’ (Vocês tinham que ver minha mãe implorando por spoiler, era quase uma tortura chinesa para ela!). Também é impossível não querer um André em sua vida, viu?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que Vi #15

Sei que o blog está um pouco atrasado nas postagens, mas acredite em mim, assim que minhas aulas na faculdade recomeçarem ele volta ao ritmo normal. Vamos aos filmes dessa semana? Dois clássicos do cinema com mulheres forte que todo mundo já assistiu e que eu finalmente vi!

Bonequinha de Luxo

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Precisava de um filme para relaxar e queria que fosse um clássico, daqueles que todo mundo viu, menos eu. Então, nada mais justo que ver Audrey Hepburn na adaptação do livro de Truman Capote (Capote é um dos pais do jornalismo literário, seu livro ‘’A Sangue Frio’’ é uma das melhores narrativas de não ficção que já li e o filme ‘’Capote’’ com Phillip Seymour Hoffman, conta os bastidores da escrita desse livro e a vida de Truman em si. É muito interessante e eletrizante, vale a pena para quem gosta de suspense e jornalismo).

Mas não se engane, segundo minhas pesquisas, a Holly Golightly do livro de Capote é uma prostituta que já abortou, fuma maconha, é bissexual e ‘’xinga como um marinheiro bêbado’’, segundo o IMDB.

Conta a história do escritor Paul Varjak que, ao se mudar para um prédio em Nova York, fica encantado por sua vizinha bonita, inteligente e levemente sarcástica, Holly Golightly. O estilo de vida peculiar dela, cheio de festas e com direito até a um empresário fascina e confunde Paul, que percebe que em público ela é sexy e incrível, mas quando está só ela é triste e solitária. Quando o passado dela volta para assombrar descobrimos mais um pouco sobre quem é a mulher que nos dias de tristeza decide ir tomar café da manhã na Tiffany’s.

O filme tem várias referencias ao Brasil – Holly tentando aprender português é hilário- e mostra o quão elegante eram as mulheres de antigamente (e não é elegância de roupas caras não, é elegância de postura na hora de andar e de sentar também. É incrível de ver e queria eu saber fazer igual!), outro fato aleatório interessante é que Audrey Hepburn começou a filmar esse filme quando seu filho tinha apenas 9 meses! Não é incrível?

Recomendo para quem procura um romance diferente daqueles cheios de clichês, algo para relaxar e para se animar, sem pretensões.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

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Amei tanto esse filme que me arrependo de não tê-lo visto antes. Em compensação, desde que o vi pela primeira vez em dezembro já assisti duas vezes.

Conta a história de Amelie, uma menina que tem dificuldades em se relacionar com as pessoas. Até que um dia –mais precisamente o dia em que a Lady Di morre- ela encontra uma caixa com vários brinquedos antigos em seu apartamento. Então, ela sai em busca de seu dono e a partir daí decide ajudar a arrumar a vida das pessoas. Quase uma Madre Teresa de Montmartre.

Se passa em Montmartre, Paris, França e é todo em francês. É uma delicia assisti-lo, você até esquece e as horas passam bem rápido. Recomendo para quem gosta de filmes felizes, sem necessariamente serem românticos (embora Amelie seja muito romântica).

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que Vi #14

O Quarteto

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Vi o trailer desse filme no Now da NET e ia apertar para comprar quando me lembrei de ver no Netflix se ele estava disponível. E não é que estava? ‘’O Quarteto’’ é um filme de 2013 com Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly e Pauline Collins e foi dirigido por Dustin Hoffman (o Carl Bernstein de ‘’Todos os Homens do Presidente’’ ou, mais recentemente, o pai do Ben Stiller em ‘’Entrando numa Fria’’).

Conta a história de um asilo para músicos aposentados, cujos habitantes trabalhavam antes no glamour das óperas e dos grandes teatros do mundo e hoje, vivem de caridade. Todo ano, para angariar fundos, os velhinhos montam um espetáculo com os variados números que os fizeram famosos no passado.

Substitua as bandas de rock por peças de ópera et voilá, você terá ''O Quarteto''!
Substitua as bandas de rock por peças de ópera et voilá, você terá ”O Quarteto”!

Cissy –que tem problemas de memória e nos momentos mais dramáticos perde a noção de onde está, Reginald e Wilf – um desbocado, montam uma música para apresentar no concerto. Isso até a chegada de Jean Horton ao asilo, uma das maiores divas do passado e que vive em conflito com Reginald. Então, na tentativa de reviver o passado Cissy convence Jean a cantar com ela, Reginald e Wilf e você vai acabar com os olhos cheios de lágrimas e morrendo de vontade de abraçar seus avos.

O filme é uma graça e cheio de referencias a óperas, além de propor uma reflexão sobre o futuro que plantamos para nós. Quantas vezes não vemos na TV gente que esteve no topo e que hoje chega até a morar nas ruas? Outro ponto legal de ‘’O Quarteto’’ é que ele aborda a velhice com bom humor e sem aqueles estereótipos de velhos reclamões que já estamos cansados de ver.

Recomendo este filme para quem quer relaxar e se divertir sem muita pretensão.

R.E.D – Aposentados e Perigosos

RED

Originalmente eu iria escrever sobre ‘’Meu Malvado Favorito 2’’, mas achei que a aposentadoria por um ponto de vista diferente de ‘’O Quarteto’’ seria mais apropriado.

O filme é cheio de estrelas como Bruce Willlis, Morgan Freeman, Helen Mirren, Brian Cox e John Malkovich e, honestamente, achei meio estranho que atores desse porte aceitassem fazer um filme assim, acho que eles viram que seus colegas tinham aceitado e fizeram o mesmo.

Conta a história de Frank Moses, um agente aposentado da CIA, que começa a se relacionar pelo telefone com uma mulher do serviço de aposentadoria, Sarah. Um dia tentam matar Moses e, dispostos a descobrir quem está por trás dessa tentativa, ele sequestra Sarah – para tentar salvá-la- e se une a seus colegas do passado, que também estão sofrendo diversos atentados.

É um filme típico de ação, com tiros e bombas para todos os lados e, tenho que ser sincera, não é o melhor filme do mundo, nem o que te deixa mais empolgado e muito menos o mais verossímil, mas, de certa forma, você gosta da história e acaba se envolvendo com os personagens e torcendo por eles. Além disso, tem muitas cenas cômicas, como na que o personagem de Karl Urban –conhecido pelo seu papel em ‘’A Supremacia Bourne’’ chama Bruce Willis de ‘’vovô’’.

Ainda não vi o 2, mas estou curiosa para saber que gancho eles utilizaram para dar continuidade a história.

O que eu mais gostei tanto em ‘’’RED’’ quanto em ‘’O Quarteto’’ foi como os roteiristas  conseguiram mostrar que não é porque você fica velho que tem que ficar inválido e, mais no caso de ‘’RED’’, muitas vezes o contrário acontece e os velhos acabam dando uma verdadeira surra nos mais novos.

Vocês conhecem mais algum filme que aborda a velhice de maneira positiva? Comenta aí!

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo