Livros lidos da minha meta de leitura

meta de leitura de 2017

Já faz um tempo que costumo escolher a quantidade de livros que quero ler em um ano. Eu também determino alguns (poucos) títulos aos quais quero dedicar minha atenção durante aquele período, além de tentar seguir o desafio de leitura do Popsugar (nem sempre consigo completar tudo, mas ele costuma me desafiar bastante a sair da minha zona de conforto).

No começo do ano, postei aqui no blog uma lista de livros que queria ler em 2017.

Apesar de ter sofrido da bendita ressaca literária e agora que já passamos da metade do ano, vamos ver quais livros eu já li?

Li, adorei e já resenhei para o blog. Até agora, segue como minha terceira melhor leitura do ano. Será que vai mudar?

  • O Aleph, de Jorge Luis Borges

Li, mas não resenhei para o blog. Consegui viajar nos contos de realismo fantástico do Borges e meu único arrependimento é ter lido “Cidades Invisíveis”, do Italo Calvino no mesmo ano. Por conta disso, as histórias meio que se entrelaçam na minha mente.

Também já li e resenhei para o blog. De tirar o fôlego, só não é o melhor livro de não-ficção que li no ano, porque temos dois pesos pesados que são o “Pepitas Brasileiras”, do Jean-Yves Loude e “O Instante Certo”, da Dorrit Harazim.

Esse eu li faz pouquíssimo tempo e também adorei! É fofo e doce e tudo o que eu precisava para relaxar e seguir minha vida.

Esse foi a maior decepção do ano, de longe. O livro da Jane Costello figura na minha lista de livros para ler desde 2013 e, quando finalmente consegui lê-lo, sobrou só tristeza. Recheado de preconceitos antiquados, piadas de gosto duvidoso e de uma mocinha que é bem zZzZzZ, “Damas de Honra” não foi uma leitura legal.

Ainda faltam 6 livros para ler dessa minha meta de leitura e apenas 16 livros, para que eu alcance meu número determinado no começo do ano – de 60 livros lidos. Você acha que eu consigo bater esse número?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

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Livros de não-ficção para quem gosta de história

A Capital da Vertigem, A Face da Guerra, A Vida Imortal da Henrietta Lacks, O Instante Certo

Hoje é Dia da Imprensa. A data passou a ser “comemorada” em 1999 e marca o primeiro dia de circulação do jornal Correio Braziliense, fundado em 1808, por Hipólito José da Costa. Pensando em encontrar uma forma de celebrar a data, achei que seria legal fazer uma lista de livros reportagem e coisa e tal. Achei que seria legal incluir Gay Talese, Truman Capote e gente que já li.

Mas depois de dar uma pensada, percebi que marcar o Dia da Imprensa com obras jornalísticas seria um pouco clichê. Por isso, decidi listar livros que não deixam de ser livros-reportagem, mas que superam isso e viram obras de não-ficção. São narrativas que foram escritas após anos de pesquisa, dedicação e suor. Todos os autores reunidos são jornalistas que, acima de tudo, são testemunhas da história.

  1. A Vida Imortal de Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot

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Quem me conhece sabe que eu quase nunca leio um livro duas vezes. Convenhamos, a vida é curta e a lista de livros é interminável. Aproveito o meu tempo lendo livros novos e só dedico um tempinho extra para aqueles que me marcam mesmo e que mudaram minha forma de pensar de alguma forma. Pois bem, eu li “A Vida Imortal de Henrietta Lacks” duas vezes.

O livro conta a história de Henrietta Lacks, negra e moradora de Maryland, nos EUA de 1951. Henrietta sofre de uma forma particularmente agressiva de câncer. Os médicos retiram parte do seu tecido canceroso e para realizar uma biópsia e… As suas células continuam a se reproduzir, se colocadas em um meio de cultura correto e mantidas na temperatura certa. As células de Henrietta acabam por solucionar um grande problema da medicina. Algumas pesquisas e tratamentos não podiam ser feitos, simplesmente porque não podia ser testados. Com as células HeLa, como ficaram conhecidas, todo o problema é solucionado e uma indústria milionária é formada, sem que a família Lacks, muito humilde, saiba de qualquer coisa.

“Nos anos 1960, os cientistas diziam, brincando, que as células HeLa eram tão robustas  que provavelmente conseguiriam sobreviver em ralos de pia ou em maçanetas de porta. Estavam por toda parte. O público em geral podia cultivar células HeLa seguindo as instruções de um artigo tipo faça você mesmo da Scientific American, e tanto os cientistas russos como os americanos haviam conseguido cultivá-las no espaço.”

p. 180

O livro transcende a história de Henrietta, que, por si só, já é fascinante. Dos campos de tabaco em que ela costumava trabalhar na colheita, durante a infância, até a vida de Deborah, sua filha, sempre perturbada por conta das células. Rebecca Skloot passou 10 anos acompanhando a vida da família Lacks e o livro não deixa de ser um pouco sobre a própria jornalista.

Recentemente, “A Vida Imortal de Henrietta Lacks” foi adaptado para o cinema, pela HBO, tendo Oprah Winfrey como a protagonista, Deborah Lacks. Eu ainda não pude ver o filme, porque sou pobre e não tenho HBO, mas adoraria vê-lo um dia.

Henrietta e Rebecca, em um still do filme
Deborah Lacks e Rebecca Skloot, em uma imagem do filme

“A Vida Imortal de Henrietta Lacks” é, majoritariamente, um livro de jornalismo científico, mas não deixa de ser um livro que aborda diretamente o cenário dos EUA do século passado, principalmente nas relações raciais em si. Henrietta Lacks é uma das mencionadas nesse texto sobre 5 biografias de mulheres fortes, que eu escrevi para a Revista Pólen.

  1. A Face da Guerra, de Martha Gellhorn

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O fim da faculdade costuma ser um período de reflexão. A gente fica olhando para trás, pensando nas nossas decisões e no que nos levou a tomá-las. Bate uma certa nostalgia e a gente não consegue deixar de se perguntar “E aí, será que eu fiz a coisa certa?”. Comigo, pelo menos, está sendo assim. Todo mundo diz que isso é normal, que acontece com qualquer um, mas não deixo de estranhar o porquê de ninguém falar sobre esse assunto diretamente.

De qualquer forma, quem me convenceu a fazer jornalismo e a perseguir isso como carreira (ainda que eu esteja desanimada, nos últimos tempos) foi Martha Gellhorn. Com sua vida fascinante, sua relação amorosa com um escritor americano bem famoso do século passado – que vira nota de rodapé sempre que eu falo dela, Martha Gellhorn é a maior jornalista de guerra com quem já tive contato.

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Martha voltando aos EUA, depois de uma temporada na Europa.

Martha realizou a cobertura de quase todas as guerras do século passado, começando pela Guerra na Espanha, até a Invasão do Panamá. Também são abordados a Guerra dos Seis Dias, a Guerra do Vietnã e a Segunda Guerra Mundial, particularmente em um texto chamado Dachau, que foi meu primeiro contato com a autora e que conta um pouco do estado do campo de concentração de Dachau, logo após sua liberação. Falo mais sobre “Dachau” neste post que escrevi para a Revista Pólen, “Guerra e Registro: Martha Gellhorn”.

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Do seu marido-escritor, com quem ela casou em 1939 e se divorciou em 1945 (exatamente o tempo de duração da Segunda Guerra Mundial), Martha ganhou um livro dedicado a ela: “Por quem os sinos dobram”

Martha estava lá, presenciou e viu os horrores da guerra com seus próprios olhos e, talvez, por esse mesmo motivo, ela fosse uma pacifista totalmente contra a guerra. O texto é fascinante e é melhor do que qualquer filme hollywoodiano para te dar uma noção, em cores e alta definição, sobre como era realmente estar em uma guerra.

“Um menino chamado Paco estava sentado em sua cama com grande dignidade. Tinha 4 anos, um grave ferimento na cabeça e era lindo. Ele foi atravessar uma praça para se encontrar do outro lado com uma menininha com quem brincava à tarde. Então, uma bomba caiu. Muitas pessoas foram mortas e ele foi ferido na cabeça. Ele havia suportado sua dor silenciosamente, disse a enfermeira. O ferimento já tinha cinco meses. Ele sempre fora paciente com o ferimento e, à medida que os meses passavam, tornava-se mais solene e mais adulto a cada dia. Às vezes, chorava sozinho, mas sem fazer nenhum som, e, se alguém reparava, ele tentava parar.”

p. 54

“A Face da Guerra” deveria ser leitura obrigatória neste século e, ainda assim, muitos jornalistas que conheço sequer ouviram falar de Martha Gellhorn.

“Atrás do arame farpado e da cerca eletrificada, os esqueletos sentavam ao sol e catavam piolho neles mesmo. Eles não têm idade e não têm rostos; todos eles se parecem e não são como nada que você vai ver se tiver sorte.”

p.203

Seus textos foram todos escritos no século passado (ela cometeu suicídio em 1998), mas não consigo deixar de sentir um arrepio, toda vez que leio notícias sobre nossas guerras contemporâneas, em especial a da Síria, e consigo traçar paralelos entre os textos de Martha e os acontecimentos de hoje. Já dizia Edmund Burke, “quem não conhece a história, está fadado a repeti-la”.

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  1. A Capital da Vertigem, de Roberto Pompeu de Toledo

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“A Capital da Vertigem: Uma história de São Paulo de 1900 a 1954” é um livro que me deixou sem fôlego, na primeira vez que o vi na livraria.

Eu adoro história e adoro histórias de cidade. Acho horrível andar pelo centro velho da cidade e ver prédios com uma arquitetura peculiar e ruas com nomes conhecidos e disseminados por todo o país, sem saber ou ter a mínima noção de onde aquilo saiu e do porquê certas coisas são como são.

Me arrependi um pouco da forma como li “A Capital da Vertigem”. O livro tem mapas, fotografias, títulos de capítulos com nomes peculiares e pode ser lido como um romance, sem nenhuma dificuldade. O texto é bem fluído e usa técnicas de storytelling, usando personagens históricos para explicar trechos da história da cidade de São Paulo. Eu devo ter devorado suas 579 páginas em umas duas semanas.

“Mil novecentos e vinte foi um ano difícil para Mário de Andrade, o jovem professor de Estética e História da Música do Conservatório que encontramos ao final do capítulo VIII. Gastava o que tinha e o que não tinha na compra de livros e por isso vivia enrascado em problemas de dinheiro. Sentia esgotadas as experiências poéticas com bem-comportados versos parnasianos mas não conseguia encontrar o novo caminho e a nova voz pelos quais ansiava.”

p. 213

“A Capital da Vertigem” é, com certeza, um livro que irei reler, com mais calma de preferência. Seu antecessor, “A Capital da Solidão”, que conta a história da cidade de São Paulo de 1554 até 1900, é muito interessante e recheado de fatos históricos. Eu tive um pouco de dificuldade para lê-lo, talvez pela distância histórica entre os acontecimentos passados dois, três séculos atrás. Eu também quero comprar a edição de “A Capital da Solidão”, porque comprei a versão econômica do livro e acho que isso me atrapalhou um pouco.

É o livro ideal para quem quer saber mais sobre sua própria cidade, ou sobre como se desenvolveu a cidade (olha o meu bairrismo aí, gente!) mais importante do país.

            4. O Instante Certo, de Dorrit Harazim

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Quem sou eu para falar de Dorrit Harazim, não é mesmo? Ela é a jornalista contemporânea que mais admiro e seus textos sempre têm a capacidade de me transportar. Por vezes, quando ergo os olhos deles, me sinto temporariamente perdida, sem saber direito em que época ou onde estou.

Terminei de ler “O Instante Certo” poucas semanas atrás, com a sensação de que o livro poderia ter mais milhares de fotos e eu iria aproveitar com felicidade cada uma delas.

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American Girl in Italy, Florence, de Ruth Orkin é umas das imagens que aparece no livro e cuja história, realidade e bastidores são revelados.

Esse poderia ser um simples livro de fotografia, daqueles de pôr na mesinha de centro, para as visitas te acharem culta, ou poderia ser um tratado sobre técnicas, jogos de luzes, focos, lentes, aberturas de diafragmas, ISO e tudo mais que envolve uma boa foto. Mas ele vai muito além.

Dorrit resgata as histórias envolvidas nas fotos. Não importa se é a história pessoal do fotógrafo, a história do protagonista da foto ou da pessoa que está no plano de fundo. Não importa se é o cenário histórico que é realmente importante, como as fotos que falam do Apartheid e das violências no sul dos Estados Unidos, em plena era Jim Crow, ou as imagens de Sebastião Salgado, do atentado contra o presidente Ronal Reagan.

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“The Most Beautiful Suicide”, de Robert C. Wiles, abre o livro revelando a história da protagonista da foto e de quem realizou a imagem.

A jornalista selecionou fotos que já são peculiares ou interessantes por algum motivo e fez o impossível: deu vida ao que estava congelado e deu cor ao que estava em preto e branco. Cada foto presente no livro tem seu próprio capítulo e alguns são super curtos, com duas ou três páginas, outros, como o capítulo que fala sobre Sebastião Salgado, são enormes.

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Há um capítulo inteiramente dedicado aos fotógrafos dos presidentes dos EUA. O trabalho de Pete Souza, de registrar a Era Obama, tem grande destaque.

Diferente dos outros livros já mencionados na lista, “O Instante Certo” não está concentrado em um único ano, em uma determinada época ou localidade geográfica. Através dos 5 continentes, em diversas eras históricas, na época das fotos analógicas ou digitais, o livro de Dorrit é uma grande viagem.

A única coisa que senti falta foi uma bibliografia no final do livro. Imagino que a pesquisa deve ter sido bem extensa e gostaria de saber que livros foram utilizados para encontrar essas informações, já que, muitas vezes, eu gosto de ir atrás desses mesmos livros, em busca de mais coisas interessantes. Além disso, durante os capítulos, Dorrit menciona uma série de escritores e de livros e eu adoraria tê-los reunidos em um só apêndice.

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A imagem que Sebastião Salgado fez, do atentado contra a vida do presidente Ronald Reagan é usada para introduzir um pouco da vida e da história do maior fotógrafo brasileiro.

Com frequência, eu resenho livros de não-ficção aqui no blog. Se você gostou dessa lista, também poderá gostar de livros como O Demônio na Cidade Branca, A História do Brasil nas Ruas de Paris, Pepitas Brasileiras e  O Mundo das Múmias.

Você conhece algum livro de não-ficção legal para me recomendar? Deixe o nome nos comentários! Quem sabe não aparece uma resenha dele por aqui?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

O Demônio na Cidade Branca – Erik Larson

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Nome: O Demônio na Cidade Branca: Assassinato, magia e loucura na feira que mudou os EUA

Autor: Erik Larson

Editora: Record (mas foi publicado pela Intrínseca recentemente também)

Páginas: 556

“O Demônio na Cidade Branca” foi um achado. Explico: Na livraria do meu bairro, vira e mexe vendem alguns livros bons, que ficaram encalhados no estoque das editoras, por R$ 12.  Lá, eu comprei “O Demônio na Cidade Branca” e muitos outros títulos – muitos mesmo, por isso estou proibida de comprar livros novos. Pouco tempo depois, descobri que a Editora Intrínseca tinha republicado o livro de Erik Larson no final do ano passado. Minha edição é de 2005, mas acho que a experiência de leitura é a mesma.

“O Demônio na Cidade Branca” é um livro de não-ficção que aborda acontecimentos e fatos históricos reais. Mais especificamente, nós seguimos a história da Exposição Universal de 1893, oficialmente conhecida como “Exposição Internacional Colombiana”. Sediada na cidade de Chicago, a feira internacional teve duração de um ano e buscava celebrar os 400 anos da chegada de Cristovão Colombo ao Novo Mundo, a América – daí o nome “Colombiana”.

Erik Larson, através de uma extensa pesquisa em livros, documentos oficiais, diários e arquivos, reconstrói a narrativa de tal forma, que a impressão que temos é que estamos lendo um romance com diálogos, cenários e personagens principais e secundários. Ele chega a ser quase cinematográfico.

No livro, nós acompanhamos as dores e o trabalho árduo de Daniel Burham, um dos maiores arquitetos dos Estados Unidos e o responsável por realizar a feira.  Burnham foi o criador do edifício Flatiron em Nova Iorque e ficou encarregado de supervisionar o trabalho de elaboração e design dos prédios da Exposição Universal. Ele também foi o responsável por construir os planos e por tonar a feira realidade. Os prédios seguiram um padrão arquitetônico e eram todos brancos, daí o nome “Cidade Branca”.

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Na Exposição Universal de 1893, havia prédios para cada área do conhecimento (Humanidades, Manufaturas, Indústrias…) e também pavilhões temáticos para diversos países do mundo.

Junto com Burnham estava também Frederic Law Olmsted, o paisagista responsável pelo Central Park, também de Nova Iorque. Juntos, os dois tiveram o trabalho gigantesco e descomunal de transformar uma área pantanosa e úmida nos arredores de Chicago em uma Exposição Universal de dar inveja à de Paris, que aconteceu em 1889, e de sobrepujar o grande marco da exposição anterior, a Torre Eiffel. A exposição tinha até um grande lago navegável, que foi construído para agradar aos desejos paisagísticos de Olmsted.

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A “Corte de Honra” de Burnham e o lago de Olmstead.

Paralelamente aos desafios de Burnham, nós seguimos o jovem médico H.H. Holmes, cujos olhos carinhosos e gestos afetuosos eram uma fachada para um grande psicopata que matou muita gente, ao longo do decorrer da Exposição Universal.

Visando obter lucro com o afluente de pessoas que iria até Chicago para visitar os pavilhões e prédios de Burnham, H.H. Holmes construiu um hotel mórbido, com canos de ventilação, passagens secretas e um porão equipado com um crematório e ácidos e solventes químicos, para ajudá-lo a se livrar dos corpos. Holmes era um serial-killer de deixar Jack, o Estripador no chinelinho. 

Entre os anos de preparativos que antecederam a Exposição, até a construção dos prédios; os acontecimentos da Feira em si; os assassinatos de Holmes, culminando, por fim, na prisão do assassino, através do trabalho do detetive Geyer, “O Demônio na Cidade Branca” é um livro eletrizante e de tirar o fôlego, que vai fazer qualquer jornalista desejar tê-lo escrito. Eu me peguei segurando a respiração em diversos momentos, por causa de Holmes, e também torcendo para que o trabalho de Burnham desse certo, além do sucesso da exposição.

Cenários e diálogos são reconstruídos por Larson através de suas extensas pesquisas. A narrativa começa conosco a bordo do Olympic, junto com Burnham, enquanto o navio cruza o Oceano Atlântico, para ajudar a resgatar a tripulação e os passageiros de um outro navio, que havia afundado a pouco, o Titanic. Tecendo conexões entre momentos históricos e comparativos que ajudam leitores mais leigos a entender o que está acontecendo, um dos principais momentos da história dos EUA ganha vida, cor, cheiro e forma.

Muitas curiosidades são levantadas e a quantidade de coisa que eu aprendi com esse livro não tá escrita! Um dos exemplos desses aprendizados inesperados aconteceu por conta do exaustivo trabalho dos engenheiros para encontrar algo que fosse superior à Torre Eiffel ,em todos os aspectos. O resultado foi obtido pelo engenheiro George Ferris, que construiu a primeira roda gigante (em inglês “Ferris Wheel”) da história. Os carrinhos da roda gigante tinham janelas de vidro e as descrições de Larson sobre o terror e o medo dos primeiros passageiros da roda gigante são hilárias. Pedidos de casamento, casamentos e tentativas de suicídio aconteceram naquela roda gigante.

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A primeira Roda Gigante da história, construída na Feira Internacional Colombiana

Outros personagens de importância histórica mundial passeiam pela feira e tudo o que você vai querer é ler mais e mais. Os assassinatos de Holmes também ajudam a dar um toque meio noir ao livro e, apesar de serem pesados, as descrições não são tão detalhadas a ponto de deixar você – muito – assustado. O perfil psicológico de Holmes é muito bem construído e é difícil não se surpreender com a quantidade de gente que ele matou sem que ninguém percebesse ou notasse algo de estranho.

A única coisa que eu senti falta foram imagens e fotografias. É bem comum, nesse tipo de livro, ter um capítulo inteiro só com imagens e fotografias que ajudam a criar um imaginário das cenas descritas e dos personagens também (eu, por exemplo, imaginei Burnham como Chris Hemsworth e agora me recuso a pesquisar seu rosto e ver que ele não é nada disso). A verdade é que a falta de imagens é explicada até por Larson, no próprio livro. Como uma forma de conseguir mais lucros para a exposição – que estava atolada em dívidas – Burnham vendeu os direitos de imagem e só havia um único fotógrafo autorizado a tirar fotos do local, por isso a escassez de registros. Qualquer hora vou até uma livraria só para ver se há fotos na edição da Intrínseca.

Recomendo “O Demônio na Cidade Branca” para qualquer um que goste de história, arquitetura, assassinatos, suspense, investigação e curiosidades. Quem gostou de filmes como “Os Intocáveis”, do Brian de Palma, vai adorar isso aqui. O livro é um prato cheio para quem quer se desafiar e sair um pouquinho da zona de conforto na leitura.  

Definitivamente, essa já é uma das melhores leituras que fiz em 2017 e agora só me resta procurar por livros semelhantes e tão legais quanto esse.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

11 livros da minha estante para ler em 2017

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Wow, faz tempo que eu não posto aqui, não?

A verdade é que a vida dá suas voltas, seus tropeços e seus pulos e, a primeira coisa a ser cortada quando isso acontece, são os hobbies e as distrações que levam tempo. Eu amo escrever para o blog e me solto muito – tanto na escrita quanto nos sentimentos – quando estou por aqui. Pode ser que demore, pode ser que leve alguns dias. Pode ser que eu não tenha mais aquela periodicidade. Mas, tenha certeza, de tempos em tempos volte aqui para ver as atualizações.

Dito isso, em dezembro Mandariela estava dando um rolê no shopping, em busca de presentes de Natal de última hora. Inocentemente, a menina entrou em uma Livraria Nobel, viu que eles tinham livros bem legais por R$ 12 cada e… Acabou saindo de lá com 4 deles.

Parece normal, não? Mas, infelizmente e para o desespero da minha mãe, esse tem sido um padrão de comportamento normal meu. Não tem uma vez que eu não vá comprar livros que eu compre só 1. Isso gera vários problemas, dentre eles:

  1. Uma lista de livros para ler interminável;
  2. Uma falta de espaço na estante crônica e irremediável;
  3. Mandariela não se lembrando das razões pelas quais comprou determinado livro. Mandariela convencendo a si mesma de que jamais leria determinado livro. Mandariela se convencendo de que está louca. 
  4. Mandariela doando o referido livro para a biblioteca, sem nunca ter lido ele;
  5. Os gastos, minha nossa senhora, os gastos!!!!

Então, aproveitando o clima de ano novo, vida nova, decidi fazer uma resolução e tentar levá-la a sério o máximo possível. Só vou poder comprar livros novos em 2017 depois que conseguir atingir 30 livros lidos (isso é metade da minha meta de leitura anual). Tecnicamente, eu já falhei nisso porque fui para o Uruguai e não resisti em comprar um livrinho do Benedetti em espanhol. Mas olha a vitória: Foi um só mesmo.

Eu já estou sofrendo porque toda vez que vejo listas de lançamentos das editoras, meu coração dá pulinhos.

Para ajudar meu pobre coração consumista – de livros e nada mais – organizei a lista abaixo com os livros que, definitivamente, quero ler em 2017.

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  1. Damas de Honra, da Jane Costello

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Acredite ou não “Damas de Honra” figura desde 2013 na minha lista de “livros para ler”. A verdade é que eu tinha muita preguiça de pagar R$ 42 em um único livro (Esqueci de esclarecer que sou consumista, mas também pão-dura. Pago isso em vários livros, não em um único).

Na Bienal do ano passado, o estande da Editora Record tinha algumas promoções bem interessantes, entre elas: “Damas de Honra” por apenas R$ 20. Finalmente!!! Ele é meu, muito meeu!

Eu adoro chick-lits fofinhos e bobos e esse é um deles. Um livro sem pretensões só para distrair a cabeça é exatamente aquilo que precisamos de vez em quando.

Quando Evie Hart aceita ser dama de honra de sua melhor amiga, ela percebe que isso é o mais perto que conseguirá chegar do altar. Até hoje, aos 27 anos, Evie nunca viveu um grande amor. E, por ironia do destino, todos a seu redor, inclusive sua própria mãe, estão com os dias de solteiro contados. Ela treme só de pensar nos inúmeros casamentos que tem pela frente! Mas sua fobia de relacionamentos pode ter cura. Um convidado especial, que está sempre presente nas cerimônias, é capaz de fazer com que ela queira ser um pouco mais do que dama de honra.

2. A Livraria dos Finais Felizes, Katarina Bivald

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Esse eu também comprei na Bienal do ano passado e acho que paguei caro nele. A verdade é que eu estava cansada, frustrada e realmente queria sair do Anhembi com a sensação de que tinha satisfeito todas as minhas vontades, então, o comprei.

Esse daqui me chamou atenção pela capa super fofa e também pela sinopse. Ele também me ajuda a cumprir um dos itens do meu desafio de leitura do PopSugar: Katarina Bivald, a autora, é Sueca e acho que nunca li nenhum livro de um autor de lá. Tenho grandes expectativas e espero não me decepcionar *dedos cruzados*.

Sara tem 28 anos e nunca saiu da Suécia — a não ser através dos (vários) livros que lê. Quando sua amiga Amy, uma senhora com quem troca livros pelo correio há anos, a convida para visitá-la na cidade de Broken Wheel, Iowa, Sara decide se aventurar. Mas ao chegar lá, descobre que Amy faleceu. Sara se vê desacompanhada na casa da amiga, em uma cidade muito pequena, e começa a pensar que talvez esse não seja o tipo de férias que havia planejado.Com o tempo, Sara descobre que não está sozinha. Nessa cidade isolada e antiga, estão todas as pessoas que ela conheceu através das cartas da amiga: o pobre George, a destemida Grace, a certinha Caroline e Tom, o amado sobrinho de Amy. Logo Sara percebe que Broken Wheel precisa desesperadamente de alguma aventura, um pouquinho de autoajuda e talvez uma pitada de romance. Resumindo: a cidade precisa de uma livraria.

3. Os Sapatinhos Vermelhos, Joanne Harris

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O livro “Chocolate” foi uma das minhas leituras mais sinestésicas e marcantes. O material deu origem ao filme homônimo estrelado por Juliette Binoche e Judy Dench (não vou escrever o nome dele aqui, sorry).

A autora do livro, Joanne Harris, é hilária no twitter e através dos tweets dela descobri que “Chocolate” tem várias continuações. Na verdade, ele deu início a uma trilogia. “Sapatinhos Vermelhos” ou “Lollipop Shoes”, no original em inglês, foi publicado aqui no Brasil faz um tempão, pela Rocco. Depois, eles são seguidos por “Peaches for Monsieur Le Curé”, que apareceu em minhas pesquisas com o nome “O Aroma das Especiarias”, no que parece ser uma edição de Portugal.

Encontrei “Sapatinhos Vermelhos” sem querer, em uma busca despretensiosa pelo Estante Virtual. Acredito que seja impossível encontrá-lo em outro lugar que não sejam os sebos, mas o site da Amazon mostra ele a venda. Mal posso esperar para ler as aventuras de Anouk e Vianne, desta vez em Paris.

Autora com mais de quatro milhões de livros vendidos só na Inglaterra, Joanne Harris traz oito anos após ter encantado o mundo com Chocolat, adaptado para Hollywood, com Juliette Binoche e Johnny Depp nos papéis principais a continuação da saga de Vianne Rocher e sua filha Anouk em Os sapatinhos vermelhos. Acompanhadas agora da pequenina Rosette, filha de Vianne com o cigano Roux, elas têm que se adaptar a uma vida mais convencional para se proteger daqueles que temem seus poderes mágicos.No romance, a escritora levanta a questão de se vale a pena desistir de uma vida exuberante e cheia de paixão pela tranqüilidade financeira. Com novas surpresas a cada capítulo, Os sapatinhos vermelhos traz um olhar delicado sobre os conflitos e as dúvidas de Vianne e Anouk, que, ao lado de conjurações e feitiços, aprendem a lidar com as mudanças e crises provocadas pelas novas fases de suas vidas: a maturidade para a mãe e a adolescência da filha. Uma continuação ansiada e que promete cativar mais uma vez os leitores.

4) Onde Deixarei meu Coração, Sara Manning

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Mais uma compra impulsiva, dentre os livros que estavam em promoção no estande da Record, na Bienal.

Mas fala sério! A capa tem uma foto maravilhosa da Torre Eiffel e o título é suficientemente meloso para que eu decida ler ele quando estiver precisando chorar – ou brigar com alguém – para me acalmar.

O livro é mais voltado para o Young Adult que para o Chick-it e a hitória está situada em Paris. No final, descobri em uma folheada que há uma lista de filmes, livros e músicas que são um “Glossário para Les Coisas Francesas Iradas”. Parece interessante.

Bea acredita que é a mais entediante adolescente do mundo. Aos 17 anos, não é popular, engraçada ou bonita. A única coisa interessante em sua vida é o pai, que a abandonou mesmo antes de ela nascer e agora vive em Paris. Bea recebe um convite para passar as férias em Málaga e com um bônus: pode se afastar da mãe irritante e controladora. Porém, depois de apenas 48 horas na Espanha, ela se flagra mudando o itinerário. Ansiando pela vida parisiense a cada momento de sua apagada existência, ela acaba na cidade luz, à procura do pai que nunca conheceu. No caminho, conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa e, em vez de achar o pai pelos cafés e boulevards de Paris, ela acaba perdendo um pouco a cabeça. Mas pode encontrar muito mais do que desejava. Pode encontrar a si própria.

5) Fangirl, Rainbow Rowell

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Li “Eleanor e Park” e gostei muito. Quando vi “Fangirl” em promoção, acabei comprando.

A verdade é que além desses, aqui em casa também tem “Ligações” e “Anexos”, da mesma autora, só esperando para serem lidos. Acabei selecionando “Fangirl” porque adoro pesquisar quotes de livros no Pinterest (I know, I know) e, os que eu sempre achava mais bonitinhos ou que tinham uma arte mais bonita, eram todos os de “Fangirl”.

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenafa aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para a garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

6) O Demônio na Cidade Branca, Erik Larson

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Eu adoro livros de não-ficção e a forma como eles te absorvem. De uma hora para outra, você sai de sua bolha e acaba lendo sobre a produção de álcool caseiro durante a Era da Proibição, sobre a história de brasileiros na maravilhosa Cidade Luz ou até sobre como a cidade de São Paulo cresceu e se expandiu.

É um verdadeiro banquete para mim, apesar de dificilmente escrever sobre eles, são o tipo de livro que eu sempre tenho por perto. “O Demônio na Cidade Branca: Assassinato, Magia e Loucura na Feira que Transformou os Estados Unidos” sempre aparecia nas minhas recomendações do GoodReads e eu nem sabia que ele tinha uma edição em português.

Na verdade, ele tem duas. Em 2005, a Editora Record publicou ele por aqui. Acho que deve ter encalhado porque minha edição é dessas de 2005, mas o livro está novo em folha e eu comprei ele em uma livraria, por R$ 12 (Pão dura sim, gente). No ano passado, a Intrínseca reimprimiu o livro, que saiu em uma nova edição.

No final do século XIX os Estados Unidos eram uma nação jovem e orgulhosa, ávida por afirmar seu lugar entre as maiores potências mundiais. Nesse contexto, a Feira de Chicago de 1893 teve papel fundamental: com o objetivo de apresentar a maior e mais impressionante exposição de inovações científicas e tecnológicas já idealizada, coube ao arquiteto Daniel Burnham, famoso por projetar alguns dos edifícios mais conhecidos do mundo, a difícil tarefa de transformar uma área desolada em um lugar de magnífica beleza: a Cidade Branca. Reunindo as mais importantes mentes da época, Burnham enfrentou o mau clima, tragédias e o tempo escasso para construir a enorme estrutura da feira. A poucas quadras dali, outro homem igualmente determinado, H. H. Holmes, estava às voltas com mais uma obra grandiosa, um prédio estranho e complexo. Nomeado Hotel da Feira Mundial, o lugar era na verdade um palácio de tortura, para o qual Holmes atraiu dezenas, talvez centenas de pessoas. Autor de crimes inimagináveis, ele ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana. Separados, os feitos de Burnham e Holmes são fascinantes por si só. Examinadas juntas, porém, suas histórias se tornam ainda mais impressionantes e oferecem uma poderosa metáfora das forças opostas que fizeram do século XX ao mesmo tempo um período de avanços monumentais e de crueldades imensuráveis. Combinando uma pesquisa meticulosa com a narrativa envolvente que lhe é característica, Erik Larson escreveu um suspense arrebatador, que se torna ainda mais assustador por retratar acontecimentos reais.

7) Vidas Provisórias, Edney Silvestre

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Adoro o Edney Silvestre na apresentação do “GloboNews Literatura”, mas só agora descobri que ele tem um trabalho bem prolífico na literatura. Sinto que, no momento, estou lendo poucos autores brasileiros e poucos que abordem nossa história recente, de uma maneira geral.

Expatriados, separados no tempo e na geografia, Paulo e Barbara compartilham, além da experiência do exílio, o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Diferentes motivos os levam ao estrangeiro. Em 1970, Paulo, perseguido pela ditadura militar, é preso, torturado e abandonado sem documentação na fronteira, de onde segue para o Chile e depois para a Suécia. Barbara, com uma identidade falsa, deixa o país para trás em 1991 — durante o governo Collor —, fugindo de um rastro de violência, e se instala nos Estados Unidos como imigrante ilegal. Em seu terceiro romance, Edney Silvestre cria um vigoroso retrato das transformações que ocorreram no país e no mundo nos últimos quarenta anos, com uma trama que viaja pelo Chile, Suécia, Estados Unidos, França e Iraque. O autor se vale, com sensibilidade, de sua experiência de onze anos como correspondente baseado em Nova York para revelar o universo dos imigrantes e, ao mesmo tempo, recriar de forma contundente um Brasil visto a distância.

8) Tia Júlia e o Escrevinhador, de Mario Vargas Llosa e O Aleph, de Jorge Luis Borges

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Mais duas tentativas de incluir um pouco mais de diversidade e de clássicos da literatura no meu menu literário.

Eu já conheço o trabalho do Mario Vargas Llosa e, além de “Tia Júlia e o Escrevinhador”, tenho aqui em casa ainda sem ler o “A Festa do Bode”, que me indicaram várias vezes.

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“O Aleph” é uma coletânea de contos de Jorge Luis Borges. Esse é meu primeiro contato com o autor e eu achei uma boa forma de começar a conhecer o trabalho dele. Até já comecei a ler e estou achando bem interessante, ao mesmo tempo em que acredito que preciso de um pouco mais de repertório para entendê-lo melhor.

Como os dois são clássicos, você não vai ler resenhas deles por aqui (na verdade, não vou nem colocar a sinopse deles). Mas, pode ser que eles apareçam em uma lista ou algo do tipo. Fique de olho!

9) O Livro Delas, Nove Romances

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Mais escritores brasileiros, yay! “O Livro Delas” reúne 9 histórias diferentes, cada uma escrita por autoras contemporâneas que eu amo muito como Fernanda França, Leila Rego, Fernanda Belém e Tammy Luciano.

Além das meninas, cuja trajetória eu acompanho faz um tempão, participam também Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Graciela Mayrink e Lu Piras. O material foi organizado pela jornalista Renata Frade.

Os contos são super diferentes e estão em gêneros distintos. A edição tá bem bonita e a única coisa que eu não curti muito foi o texto de orelha, escrito pelo Maurício Gomyde (que eu adoro). Um livro tão girlpower não precisa ter a validação ou o comentário de um homem. Nem mesmo na orelha.

Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Organizado por Renata Frade, responsável pelo projeto LitGirlsBr, que visa a aproximar escritoras e leitoras e fomentar o debate sobre literatura nacional, “O livro delas” reúne histórias de Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano, e apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, passando por romance, aventura, drama e denúncia social, a coletânea agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos. Em comum, o talento das nove autoras para contar belas histórias. O texto de orelha é assinado pelo escritor Maurício Gomyde.

10) The Brief Wondrous Life of Oscar Wao, Junot Díaz

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Esse livro foi super comentado no ano em que foi lançado e, além disso, ganhou o Prêmio Pulitzer. Junot nasceu na República Dominicana e estou bem interessada em conhecer melhor seu trabalho. 

Ando lendo muitos thrillers em inglês e acho que preciso pular um pouco para uma leitura mais desafiadora, de um autor contemporâneo. Minha tentativa é fugir um pouco da leitura dos clássicos em inglês e tentar conhecer mais a nova geração de escritores gringos.

Oscar is a sweet but disastrously overweight ghetto nerd, a New jersey romantic who dreams of becoming the Dominican J.R.R Tolkien, and, most of all, finding love. But Oscar may never get what he wants. Blame the fukú – a curse that has haunted Oscar´s family for generations, following them on their epic journey from the Dominican Republic to the United States and back again.

E… é isso. O que acharam da seleção? Alguém recomenda um livro que seja similar aos da lista? O único problema é que só vou poder comprá-lo depois que cumprir minha resolução! haha

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo