Proposal – Meg Cabot

proposal meg cabot

Nome: Proposal

Autora: Meg Cabot

Editora: Avon Impulse

Idioma: Inglês básico

“Meg Cabot rainha, o resto nadinha!” é uma frase que eu costumo repetir muitas vezes. Ela sempre foi minha autora preferida e, com o tempo, eu acabei descobrindo novos autores, novos livros e novas formas de tecer uma narrativa. Mas ainda acho ela uma rainha.

Quando ela anunciou, no ano passado, que o Diário da Princesa e a série A Mediadora -as duas de mais sucesso que ela já escreveu- iam ter livros novos, eu tive um mini surto.

A resenha de Casamento Real já foi publicada no blog e antes do lançamento de “Remembrance”, o oitavo livro da série A Mediadora, um pequeno conto em formato de prequel (uma história que antecede a narrativa do livro. É como se fosse um trecho que ficou de fora do livro principal) foi lançada. A histórinha, que deve ter umas 100 páginas (ela só foi lançada em e-book, gente) chama-se “The Proposal”.

Nela, descobrimos que Suze ainda trabalha ajudando espíritos que não aceitam a morte a ir para o além e seguirem seu caminho. Ela também está fazendo faculdade de psicologia e tem um estágio na Junipero Sierra High school, onde ela estudou no ensino médio. Jesse está realizando as residências que ele tem que fazer para se tornar um médico oficialmente e os dois quase nunca tem tempo de se ver.

“Proposal” começa com uma cena bem sinistra de Suze no cemitério, em pleno dia dos namorados, para tentar ajudar um espírito raivoso, Mark, que adora chamar atenção para si mesmo. Ela tenta fazer com que ele “faça a passagem”, mas acaba descobrindo que a história desse espírito é muito maior do que parece. Mark foi acusado de matar sua namorada em um acidente de carro, mas está convencido de que ele não foi o culpado, apesar do que dizem os jornais e a família. Ele acredita que um primo que tinha ciúme do relacionamento dos dois esteja envolvido com o acidente de carro que matou ambos e Suze terá que investigar direitinho antes de forçar o espírito a ir embora.

Suze descobre que Jesse tinha a intenção de pedir ela em casamento nesse dia e a forma como a história é conduzida, como Jesse acaba sendo super-protetor, mas nem tanto, como ele ainda tem um monte de paciência, e as vezes sai no socos com os outros, e até a história de como Jesse conseguiu o anel de Suze. É tudo tão fofinho que vai derreter seu coração

O que é triste em “The Proposal” é que é história demais, enredo demais para pouco tamanho. Senti que o texto sofreu um pouco pelo formato, sabe? Tinha muito mais coisa para explorar aí do que o que foi explorado. E depois de ler “Remembrance” eu fiquei bem chateada porque acabei sentindo que o livro tinha coisas demais acontecendo, que não eram necessariamente necessárias. Se a razão fosse invertida, talvez tudo ficasse mais interessante.

De qualquer forma foi muito bom ver um pouquinho do que aconteceu com as vidas de Jesse e Suze e de toda a família dela e até do Padre Dominic. Não percebi que sentia tanta falta dos personagens desse universo até ler o conto.

O conto também é bom para quem quer praticar o inglês. Ele lê facilmente, até pelo tamanho mais reduzido, e tem uma linguagem bem acessível, por vezes eu achei um pouco infantil, mesmo com toda a ação e o romance. É bom livro para se começar a treinar o inglês.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Royal Wedding – Meg Cabot

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Nome: Royal Wedding

Autora: Meg Cabot

Editora: No Brasil, ele foi publicado como ‘’Casamento Real’’, pela Galera Record

Páginas: 400

Idioma: Inglês intermediário

Não consigo pensar em um livro melhor para retomar os trabalhos do blog, seja pela importância dessa série de livros na minha vida ou pelo simples fato de ser um livro da maravilhosa Meg Cabot, acreditem em mim quando digo que não tive escolha.

Também peço que acreditem de verdade quando eu digo que de maneira alguma esta será uma resenha imparcial. Estava aterrorizada com a possibilidade de um novo livro do Diário da Princesa, porque acreditava que a série estava bem encerrada e demorei horrores para ler ele, mesmo com a cópia já bonitinha dentro do meu Kindle. Mas wow, que bom que eu li. E li mesmo, com o coração, sem pensar direito nas conseqüências de ir até as 4 da manhã lendo e chorando horrores só de pensar ‘’MY BABY IS SO GROWN UP!!!’’.

Nesta sequência, Mia aparece bem mais madura e segura do que era nos livros anteriores. Dá para perceber que ela cresceu e que amadureceu e que seus problemas deixam de ser a álgebra e passam a ser coisas como ‘’Ei, eu tenho uma meia irmã não reconhecida pelo meu pai’’, ou ‘’hey, meu pai está no meio de uma crise de meia idade, vai perder a eleição e acha que pode recuperar a juventude’’, ou então ‘’Por que meu namorado de longa data se recusa a me pedir em casamento?’’.

Nada disso é spoiler, relaxem. Já dá até para saber o que acontece porque esse livro, admito, tem vários clichês que podem incomodar leitores mais seletivos, mas acredito que esta seja a verdadeira graça dele: Ele é cheio de clichês, sabemos o que vai acontecer no começo, mais ou menos no fim e temos uma clara visualização de qual vai ser o final (o que não impediu de que durante minha leitura eu ficasse pensando repetidamente ‘’PELO AMOR DE DEUS, NÃO MATA MAIS NINGUÉM!’’), mas o toque de mestre e de gênio da Meg aparecem na maneira como as ações e as cenas são conduzidas dentro da narrativa. Aparece com as piadas, as tiradas e com coisas que só a Mia poderia fazer.

Ler ‘’Royal Wedding’’ foi como colocar aquele moletom velhinho, que já se ajusta no nosso corpo naturalmente. Foi como ligar para aquela amiga e passar horas e horas me atualizando em como está a vida dela. Deveria ter lido mais devagar e deveria ter aproveitado mais, mas foi uma leitura extremamente prazerosa, não só porque matou as minhas saudades desses personagens, mas também porque me mostrou que, se aquela companheira de desastres e esquisitices que cresceu junto comigo, praticamente, está viva, feliz e uma pessoa maravilhosa, então hey, talvez eu consiga me dar bem também. Quem sabe?

Se você tinha alguma dúvida em ler esse livro, seja pelas justificativas de “continuação desnecessária” ou então “tenho medo de que a autora estrague tudo”, não tema! Vá ler e ser feliz!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo