O Tempo entre Costuras – Maria Dueñas

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Nome: O Tempo entre Costuras

Autora: Maria Dueñas

Editora: Planeta

Páginas: 480

Sabe quando um livro é tão bom que você sente, fisicamente, que está sem ar?

É assim que “O Tempo entre Costuras” é para mim. Cada vez que penso em sua narrativa, em Sira Quiroga e em Marcos Logan e no Marrocos Espanhol do século XX, fico sem fôlego.

O livro é, definitivamente, um dos melhores romances históricos que já  li, o primeiro de uma escritora espanhola e o primeiro que fala sobre os anos da Guerra Civil Espanhola, do ponto de vista de pessoas comuns, e, depois, sobre a proximidade dos espanhóis  com o Führer,  durante a Segunda Guerra Mundial.

No livro, acompanhamos a história de Sira Quiroga, uma costureira que aprendeu o ofício por acompanhar a mãe ao trabalho.

Sira está noiva e, em breve, vai se casar com um homem que quer que ela aprenda o mais rapidamente possível o ofício da datilografia, já que ele acredita que é no funcionalismo público que estão os melhores empregos.

Quando Sira e o noivo vão comprar uma máquina de escrever, Sira se apaixona perdidamente pelo vendedor, Ramiro.

Quando o pai desconhecido de Sira ressurge das cinzas para dar a ela a parte que lhe cabe de sua herança, Sira larga o noivo e, ao lado de Ramiro,  parte para Tânger, na parte espanhola do Marrocos, já que a iminência de uma Guerra Civil Espanhola é cada vez mais certa.

É preciso dizer, ainda que pareça um spoiler, que Ramiro abandona Sira e que foge com toda sua fortuna, deixando-a desamparada em um território desconhecido.

Com a ajuda do delegado e de uma muambeira, Candelária, Sira se recupera e transforma suas tristezas em energias para abrir um ateliê de costuras em Tetuán, também no Protetorado Espanhol.

Além de produzir modelitos incríveis, Sira vai, aos poucos, percebendo que um ateliê de costuras é um lugar onde as mulheres desabafam e revelam seus compromissos e segredos, como um secreto voto de confiança, em especial, as alemãs, esposas de militares e generais também alemães que estão em Tânger.

Com descrições maravilhosas que formam verdadeiras pinturas mentais, acompanhamos a evolução de Sira de um passarinho assustado a uma mulher no controle de seu próprio destino e em uma das melhores informantes do Serviço Secreto Britânico.

Além de mostrar a evolução de Sira, suas amizades, sua relação com com seus pais e sua evolução em rainha da alta-costura, o livro também tem, é claro, romance. No entanto, os romances de Sira (exceto seu relacionamento com Ramiro) são quase secundários em relação a sua própria transformação em uma mulher segura de si, algo que eu adorei e que não me lembro de ter visto em nenhum livro do tipo.

Com passagens por outras cidades europeias como Lisboa e Madri, a história recebe os toques de História, conspirações, política, reviravoltas e espionagem que eu ADORO.

Para eu não ter dúvidas de que esse livro foi escrito para ser um dos meus favoritos da vida, Maria Dueñas ainda insere uma menção a Martha Gellhorn, a jornalista que me fez querer virar uma jornalista.

“O Tempo entre Costura” virou uma mini-série espanhola disponível na Netflix. Eu ainda não a vi porque tenho medo de estragar as imagens mentais  vívidas que tenho, graças às excelentes descrições da autora. Quem sabe um dia…

Já faz mais de um mês que terminei a leitura e sigo pensando em passagens do livro. Só tenho a agradecer a amiga que viu o livro achou a capa parecida comigo e me deu de presente.

Esse livro vai agradar pessoas que gostem de livros que retratem bem um período histórico como “Novembro de 63“, do Stephen King, “A Resposta”, a Kathryn Stockett e “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende.

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

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Damas de Honra – Jane Costello

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Nome: Damas de Honra

Autora: Jane Costello

Editora: Record

Páginas: 431

“Damas de Honra” é um livro complicadíssimo para mim. Eu acabei a leitura dele sem saber muito bem o que tinha achado dele (o que sempre é um mal sinal) e sigo meio confusa em relação aos meus sentimentos com essa leitura.

Eu acredito que, para os padrões de 2017, “Damas de Honra” têm elementos suficientes para ser considerado um livro problemático.

Nele, nós acompanhamos Evie Hart, uma jornalista que nunca teve um relacionamento verdadeiramente duradouro. A verdade é que, aos 27 anos, Evie nunca se apaixonou, nunca sentiu aquele frisson e também se convenceu de que não nasceu para o amor. Até o momento, isso nunca tinha incomodado ela de verdade, mas, agora que a temporada de casamentos começou – e que ela vai ser dama de honra em três deles – ela se sente bem confusa.

Grace, uma das melhores amigas de Evie, já tem uma filha com seu noivo e os dois vão casar em breve. É no casamento dela que a jornalista conhece Jack, um homem capaz de fazer Evie duvidar de suas convicções para com o amor. O único problema? Jack veio acompanhado de Valentina, a amiga mais sexy, sensual, “que dorme com qualquer um” e poderosa do grupo.

Evie está convencida de que Valentina “não é mulher” para Jack, afinal de contas, ela só dorme com caras sem cérebro, que só pensam nas calças e Jack, por ser o diretor de uma ONG que ajuda pessoas na África, definitivamente não faz o tipo dela.

Além disso, Evie também tem que lidar com a constante perseguição de Gareth, seu ex-namorado cheio de espinhas e que só quer saber de vê-la usando um maiô de couro com buracos nos mamilos.

Pouco antes do segundo casamento da temporada, o de Georgia, Charlotte, outra amiga, está se sentindo muito mal com seu corpo.  Evie, Georgia, Valentina e Grace, então, começam a ajudá-la a emagrecer e a transformar seu visual.

Conforme a narrativa avança, Charlotte, que agora está magra, admite ter uma paixão ardente por um dos noivos – agora maridos, né?- de uma das amigas. E o barraco é de cair o queixo.

Eu não posso contar -muito- mais coisas sem dar spoilers e estragar o livro para alguém que queira dar uma chance a ele. Mas a verdade é que, além do slut shamming com Valentina, as cenas com a Charlotte também me incomodaram um bocado e eu não sei dizer exatamente o quê, mas tudo me pareceu bem incorreto. Ainda mais com o que acontece bem no finalzinho do livro.

O livro tem 441 páginas, mas isso não me parece suficiente para o bom desenvolvimento da narrativa. Acontece coisa demais e não há respiro. Em certo momento, o foco da narrativa sai de Evie e do seu problema em manter relacionamentos duradouros, mesmo parecendo que ela encontrou “O” cara certo. Então, a autora passa o foco à Charlotte e as outras amigas e o arco dessas personagens se torna bem maior do que o da personagem principal, mesmo sendo um livro narrado em primeira pessoa.  Acho que a história seria bem mais interessante se fosse narrada por cada uma das personagens, alternando seus pontos de vista.

Outro problema que eu encontrei, que, em partes, combina com a questão anterior, foi a narrativa em primeira pessoa. A gente sabe que esse é o padrão do chick-lit e que é isso que os torna tão atraentes para o público, mas é necessário saber dosá-lo. O “xis” da questão aqui foi que Evie quase não tem aquele monólogo interno, que faz com que a gente entenda os problemas da personagem e acabe se identificando, torcendo e se apaixonando junto com ela. Essa falta de descrições faz com que Evie cometa ações e tome atitudes, que nos deixam  “???” e sem entender lhufas, mesmo sendo um livro em primeira pessoa, tecnicamente, mais pessoal e profundo.

A falta de explicações na narrativa em primeira pessoa e o grande espaço ocupado pelas histórias paralelas das outras personagens tomam tanto tempo que, até agora, eu não sei dizer exatamente como Evie resolveu seu problema com relacionamentos duradouros (não é spoiler, né, gente? É tipo dizer que alguém morre em um episódio de CSI. Em um chick-lit, a gente sabe que alguém fica junto no final).

Mas, sendo sincera, a parte que mais me incomodou foi a da Charlotte. Não me pareceu certo os comentários quanto a imagem corporal dela, em nenhum momento. As atitudes tomadas pela própria Charlotte e pelas amigas também me deixaram bem confusa. O livro é de 2008 e já faz um tempo, mas será que é tempo o suficiente para justificar o que hoje eu considero rude, grosseiro e até vulgar?

“Damas de Honra” não funcionou para mim, mesmo sendo um chick-lit que envolve casamentos e outras coisas que eu adoro. Mas, pode ser que ele funcione para você. Sendo sincera, ele teve um ou dois momentos que me fizeram rir, mas isso não foi o suficiente para que eu o considerasse um livro bom, arrebatador e de me deixar suspirando por semanas.

Tem alguém aqui que já leu “Damas de Honra” e que tope conversar comigo sobre ele? Talvez, debatendo um pouco, eu consiga entender melhor algumas das coisas que me incomodaram!

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

11 livros da minha estante para ler em 2017

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Wow, faz tempo que eu não posto aqui, não?

A verdade é que a vida dá suas voltas, seus tropeços e seus pulos e, a primeira coisa a ser cortada quando isso acontece, são os hobbies e as distrações que levam tempo. Eu amo escrever para o blog e me solto muito – tanto na escrita quanto nos sentimentos – quando estou por aqui. Pode ser que demore, pode ser que leve alguns dias. Pode ser que eu não tenha mais aquela periodicidade. Mas, tenha certeza, de tempos em tempos volte aqui para ver as atualizações.

Dito isso, em dezembro Mandariela estava dando um rolê no shopping, em busca de presentes de Natal de última hora. Inocentemente, a menina entrou em uma Livraria Nobel, viu que eles tinham livros bem legais por R$ 12 cada e… Acabou saindo de lá com 4 deles.

Parece normal, não? Mas, infelizmente e para o desespero da minha mãe, esse tem sido um padrão de comportamento normal meu. Não tem uma vez que eu não vá comprar livros que eu compre só 1. Isso gera vários problemas, dentre eles:

  1. Uma lista de livros para ler interminável;
  2. Uma falta de espaço na estante crônica e irremediável;
  3. Mandariela não se lembrando das razões pelas quais comprou determinado livro. Mandariela convencendo a si mesma de que jamais leria determinado livro. Mandariela se convencendo de que está louca. 
  4. Mandariela doando o referido livro para a biblioteca, sem nunca ter lido ele;
  5. Os gastos, minha nossa senhora, os gastos!!!!

Então, aproveitando o clima de ano novo, vida nova, decidi fazer uma resolução e tentar levá-la a sério o máximo possível. Só vou poder comprar livros novos em 2017 depois que conseguir atingir 30 livros lidos (isso é metade da minha meta de leitura anual). Tecnicamente, eu já falhei nisso porque fui para o Uruguai e não resisti em comprar um livrinho do Benedetti em espanhol. Mas olha a vitória: Foi um só mesmo.

Eu já estou sofrendo porque toda vez que vejo listas de lançamentos das editoras, meu coração dá pulinhos.

Para ajudar meu pobre coração consumista – de livros e nada mais – organizei a lista abaixo com os livros que, definitivamente, quero ler em 2017.

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  1. Damas de Honra, da Jane Costello

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Acredite ou não “Damas de Honra” figura desde 2013 na minha lista de “livros para ler”. A verdade é que eu tinha muita preguiça de pagar R$ 42 em um único livro (Esqueci de esclarecer que sou consumista, mas também pão-dura. Pago isso em vários livros, não em um único).

Na Bienal do ano passado, o estande da Editora Record tinha algumas promoções bem interessantes, entre elas: “Damas de Honra” por apenas R$ 20. Finalmente!!! Ele é meu, muito meeu!

Eu adoro chick-lits fofinhos e bobos e esse é um deles. Um livro sem pretensões só para distrair a cabeça é exatamente aquilo que precisamos de vez em quando.

Quando Evie Hart aceita ser dama de honra de sua melhor amiga, ela percebe que isso é o mais perto que conseguirá chegar do altar. Até hoje, aos 27 anos, Evie nunca viveu um grande amor. E, por ironia do destino, todos a seu redor, inclusive sua própria mãe, estão com os dias de solteiro contados. Ela treme só de pensar nos inúmeros casamentos que tem pela frente! Mas sua fobia de relacionamentos pode ter cura. Um convidado especial, que está sempre presente nas cerimônias, é capaz de fazer com que ela queira ser um pouco mais do que dama de honra.

2. A Livraria dos Finais Felizes, Katarina Bivald

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Esse eu também comprei na Bienal do ano passado e acho que paguei caro nele. A verdade é que eu estava cansada, frustrada e realmente queria sair do Anhembi com a sensação de que tinha satisfeito todas as minhas vontades, então, o comprei.

Esse daqui me chamou atenção pela capa super fofa e também pela sinopse. Ele também me ajuda a cumprir um dos itens do meu desafio de leitura do PopSugar: Katarina Bivald, a autora, é Sueca e acho que nunca li nenhum livro de um autor de lá. Tenho grandes expectativas e espero não me decepcionar *dedos cruzados*.

Sara tem 28 anos e nunca saiu da Suécia — a não ser através dos (vários) livros que lê. Quando sua amiga Amy, uma senhora com quem troca livros pelo correio há anos, a convida para visitá-la na cidade de Broken Wheel, Iowa, Sara decide se aventurar. Mas ao chegar lá, descobre que Amy faleceu. Sara se vê desacompanhada na casa da amiga, em uma cidade muito pequena, e começa a pensar que talvez esse não seja o tipo de férias que havia planejado.Com o tempo, Sara descobre que não está sozinha. Nessa cidade isolada e antiga, estão todas as pessoas que ela conheceu através das cartas da amiga: o pobre George, a destemida Grace, a certinha Caroline e Tom, o amado sobrinho de Amy. Logo Sara percebe que Broken Wheel precisa desesperadamente de alguma aventura, um pouquinho de autoajuda e talvez uma pitada de romance. Resumindo: a cidade precisa de uma livraria.

3. Os Sapatinhos Vermelhos, Joanne Harris

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O livro “Chocolate” foi uma das minhas leituras mais sinestésicas e marcantes. O material deu origem ao filme homônimo estrelado por Juliette Binoche e Judy Dench (não vou escrever o nome dele aqui, sorry).

A autora do livro, Joanne Harris, é hilária no twitter e através dos tweets dela descobri que “Chocolate” tem várias continuações. Na verdade, ele deu início a uma trilogia. “Sapatinhos Vermelhos” ou “Lollipop Shoes”, no original em inglês, foi publicado aqui no Brasil faz um tempão, pela Rocco. Depois, eles são seguidos por “Peaches for Monsieur Le Curé”, que apareceu em minhas pesquisas com o nome “O Aroma das Especiarias”, no que parece ser uma edição de Portugal.

Encontrei “Sapatinhos Vermelhos” sem querer, em uma busca despretensiosa pelo Estante Virtual. Acredito que seja impossível encontrá-lo em outro lugar que não sejam os sebos, mas o site da Amazon mostra ele a venda. Mal posso esperar para ler as aventuras de Anouk e Vianne, desta vez em Paris.

Autora com mais de quatro milhões de livros vendidos só na Inglaterra, Joanne Harris traz oito anos após ter encantado o mundo com Chocolat, adaptado para Hollywood, com Juliette Binoche e Johnny Depp nos papéis principais a continuação da saga de Vianne Rocher e sua filha Anouk em Os sapatinhos vermelhos. Acompanhadas agora da pequenina Rosette, filha de Vianne com o cigano Roux, elas têm que se adaptar a uma vida mais convencional para se proteger daqueles que temem seus poderes mágicos.No romance, a escritora levanta a questão de se vale a pena desistir de uma vida exuberante e cheia de paixão pela tranqüilidade financeira. Com novas surpresas a cada capítulo, Os sapatinhos vermelhos traz um olhar delicado sobre os conflitos e as dúvidas de Vianne e Anouk, que, ao lado de conjurações e feitiços, aprendem a lidar com as mudanças e crises provocadas pelas novas fases de suas vidas: a maturidade para a mãe e a adolescência da filha. Uma continuação ansiada e que promete cativar mais uma vez os leitores.

4) Onde Deixarei meu Coração, Sara Manning

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Mais uma compra impulsiva, dentre os livros que estavam em promoção no estande da Record, na Bienal.

Mas fala sério! A capa tem uma foto maravilhosa da Torre Eiffel e o título é suficientemente meloso para que eu decida ler ele quando estiver precisando chorar – ou brigar com alguém – para me acalmar.

O livro é mais voltado para o Young Adult que para o Chick-it e a hitória está situada em Paris. No final, descobri em uma folheada que há uma lista de filmes, livros e músicas que são um “Glossário para Les Coisas Francesas Iradas”. Parece interessante.

Bea acredita que é a mais entediante adolescente do mundo. Aos 17 anos, não é popular, engraçada ou bonita. A única coisa interessante em sua vida é o pai, que a abandonou mesmo antes de ela nascer e agora vive em Paris. Bea recebe um convite para passar as férias em Málaga e com um bônus: pode se afastar da mãe irritante e controladora. Porém, depois de apenas 48 horas na Espanha, ela se flagra mudando o itinerário. Ansiando pela vida parisiense a cada momento de sua apagada existência, ela acaba na cidade luz, à procura do pai que nunca conheceu. No caminho, conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa e, em vez de achar o pai pelos cafés e boulevards de Paris, ela acaba perdendo um pouco a cabeça. Mas pode encontrar muito mais do que desejava. Pode encontrar a si própria.

5) Fangirl, Rainbow Rowell

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Li “Eleanor e Park” e gostei muito. Quando vi “Fangirl” em promoção, acabei comprando.

A verdade é que além desses, aqui em casa também tem “Ligações” e “Anexos”, da mesma autora, só esperando para serem lidos. Acabei selecionando “Fangirl” porque adoro pesquisar quotes de livros no Pinterest (I know, I know) e, os que eu sempre achava mais bonitinhos ou que tinham uma arte mais bonita, eram todos os de “Fangirl”.

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenafa aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estréia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto.

Uma nova realidade pode parecer assustadora para a garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

6) O Demônio na Cidade Branca, Erik Larson

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Eu adoro livros de não-ficção e a forma como eles te absorvem. De uma hora para outra, você sai de sua bolha e acaba lendo sobre a produção de álcool caseiro durante a Era da Proibição, sobre a história de brasileiros na maravilhosa Cidade Luz ou até sobre como a cidade de São Paulo cresceu e se expandiu.

É um verdadeiro banquete para mim, apesar de dificilmente escrever sobre eles, são o tipo de livro que eu sempre tenho por perto. “O Demônio na Cidade Branca: Assassinato, Magia e Loucura na Feira que Transformou os Estados Unidos” sempre aparecia nas minhas recomendações do GoodReads e eu nem sabia que ele tinha uma edição em português.

Na verdade, ele tem duas. Em 2005, a Editora Record publicou ele por aqui. Acho que deve ter encalhado porque minha edição é dessas de 2005, mas o livro está novo em folha e eu comprei ele em uma livraria, por R$ 12 (Pão dura sim, gente). No ano passado, a Intrínseca reimprimiu o livro, que saiu em uma nova edição.

No final do século XIX os Estados Unidos eram uma nação jovem e orgulhosa, ávida por afirmar seu lugar entre as maiores potências mundiais. Nesse contexto, a Feira de Chicago de 1893 teve papel fundamental: com o objetivo de apresentar a maior e mais impressionante exposição de inovações científicas e tecnológicas já idealizada, coube ao arquiteto Daniel Burnham, famoso por projetar alguns dos edifícios mais conhecidos do mundo, a difícil tarefa de transformar uma área desolada em um lugar de magnífica beleza: a Cidade Branca. Reunindo as mais importantes mentes da época, Burnham enfrentou o mau clima, tragédias e o tempo escasso para construir a enorme estrutura da feira. A poucas quadras dali, outro homem igualmente determinado, H. H. Holmes, estava às voltas com mais uma obra grandiosa, um prédio estranho e complexo. Nomeado Hotel da Feira Mundial, o lugar era na verdade um palácio de tortura, para o qual Holmes atraiu dezenas, talvez centenas de pessoas. Autor de crimes inimagináveis, ele ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana. Separados, os feitos de Burnham e Holmes são fascinantes por si só. Examinadas juntas, porém, suas histórias se tornam ainda mais impressionantes e oferecem uma poderosa metáfora das forças opostas que fizeram do século XX ao mesmo tempo um período de avanços monumentais e de crueldades imensuráveis. Combinando uma pesquisa meticulosa com a narrativa envolvente que lhe é característica, Erik Larson escreveu um suspense arrebatador, que se torna ainda mais assustador por retratar acontecimentos reais.

7) Vidas Provisórias, Edney Silvestre

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Adoro o Edney Silvestre na apresentação do “GloboNews Literatura”, mas só agora descobri que ele tem um trabalho bem prolífico na literatura. Sinto que, no momento, estou lendo poucos autores brasileiros e poucos que abordem nossa história recente, de uma maneira geral.

Expatriados, separados no tempo e na geografia, Paulo e Barbara compartilham, além da experiência do exílio, o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Diferentes motivos os levam ao estrangeiro. Em 1970, Paulo, perseguido pela ditadura militar, é preso, torturado e abandonado sem documentação na fronteira, de onde segue para o Chile e depois para a Suécia. Barbara, com uma identidade falsa, deixa o país para trás em 1991 — durante o governo Collor —, fugindo de um rastro de violência, e se instala nos Estados Unidos como imigrante ilegal. Em seu terceiro romance, Edney Silvestre cria um vigoroso retrato das transformações que ocorreram no país e no mundo nos últimos quarenta anos, com uma trama que viaja pelo Chile, Suécia, Estados Unidos, França e Iraque. O autor se vale, com sensibilidade, de sua experiência de onze anos como correspondente baseado em Nova York para revelar o universo dos imigrantes e, ao mesmo tempo, recriar de forma contundente um Brasil visto a distância.

8) Tia Júlia e o Escrevinhador, de Mario Vargas Llosa e O Aleph, de Jorge Luis Borges

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Mais duas tentativas de incluir um pouco mais de diversidade e de clássicos da literatura no meu menu literário.

Eu já conheço o trabalho do Mario Vargas Llosa e, além de “Tia Júlia e o Escrevinhador”, tenho aqui em casa ainda sem ler o “A Festa do Bode”, que me indicaram várias vezes.

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“O Aleph” é uma coletânea de contos de Jorge Luis Borges. Esse é meu primeiro contato com o autor e eu achei uma boa forma de começar a conhecer o trabalho dele. Até já comecei a ler e estou achando bem interessante, ao mesmo tempo em que acredito que preciso de um pouco mais de repertório para entendê-lo melhor.

Como os dois são clássicos, você não vai ler resenhas deles por aqui (na verdade, não vou nem colocar a sinopse deles). Mas, pode ser que eles apareçam em uma lista ou algo do tipo. Fique de olho!

9) O Livro Delas, Nove Romances

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Mais escritores brasileiros, yay! “O Livro Delas” reúne 9 histórias diferentes, cada uma escrita por autoras contemporâneas que eu amo muito como Fernanda França, Leila Rego, Fernanda Belém e Tammy Luciano.

Além das meninas, cuja trajetória eu acompanho faz um tempão, participam também Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Graciela Mayrink e Lu Piras. O material foi organizado pela jornalista Renata Frade.

Os contos são super diferentes e estão em gêneros distintos. A edição tá bem bonita e a única coisa que eu não curti muito foi o texto de orelha, escrito pelo Maurício Gomyde (que eu adoro). Um livro tão girlpower não precisa ter a validação ou o comentário de um homem. Nem mesmo na orelha.

Nove talentos da literatura nacional, que conquistaram os corações e mentes de leitores, em um livro de contos inesquecível. Organizado por Renata Frade, responsável pelo projeto LitGirlsBr, que visa a aproximar escritoras e leitoras e fomentar o debate sobre literatura nacional, “O livro delas” reúne histórias de Bianca Carvalho, Carolina Estrella, Chris Melo, Fernanda Belém, Fernanda França, Graciela Mayrink, Leila Rego, Lu Piras e Tammy Luciano, e apresenta o que há de mais representativo no estilo de cada escritora. Do sobrenatural ao chick-lit, passando por romance, aventura, drama e denúncia social, a coletânea agrada desde os leitores jovens adultos aos mais velhos. Em comum, o talento das nove autoras para contar belas histórias. O texto de orelha é assinado pelo escritor Maurício Gomyde.

10) The Brief Wondrous Life of Oscar Wao, Junot Díaz

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Esse livro foi super comentado no ano em que foi lançado e, além disso, ganhou o Prêmio Pulitzer. Junot nasceu na República Dominicana e estou bem interessada em conhecer melhor seu trabalho. 

Ando lendo muitos thrillers em inglês e acho que preciso pular um pouco para uma leitura mais desafiadora, de um autor contemporâneo. Minha tentativa é fugir um pouco da leitura dos clássicos em inglês e tentar conhecer mais a nova geração de escritores gringos.

Oscar is a sweet but disastrously overweight ghetto nerd, a New jersey romantic who dreams of becoming the Dominican J.R.R Tolkien, and, most of all, finding love. But Oscar may never get what he wants. Blame the fukú – a curse that has haunted Oscar´s family for generations, following them on their epic journey from the Dominican Republic to the United States and back again.

E… é isso. O que acharam da seleção? Alguém recomenda um livro que seja similar aos da lista? O único problema é que só vou poder comprá-lo depois que cumprir minha resolução! haha

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

 

Filmes que Vi #19

Ando um bocado cansada da minha rotina no Netflix. Já disse que vejo mais documentários do que séries e filmes, mas aqui vai meu drama: Eu já vi quase tudo. Comecei e terminei “Chef´s Table” (excelente, mas não deve ser visto quando se está com fome) e também comecei e terminei “Chef´s Table: France” (ótimo para praticar l´écoute), depois disso, eu meio que zerei os documentários que sinto vontade de ver no Netflix. Tive que recorrer aos filmes.

Quero Matar meu Chefe

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Eu tive muita sorte na minha vida profissional – por enquanto- então nunca trabalhei em um ambiente de trabalho hostil, com chefes que pendem à psicopatia, são usuários de drogas ou totais pervertidos. Não é o caso de Dale, Nick e Kurtis.

O chefe de Nick promete promovê-lo se ele trabalhar duro. Chegando no trabalho às 6 da manhã, todos os dias, Nick chega a perder o velório de sua Vóvica, com esperanças de conquistar o seu novo cargo.

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Dale vai se casar em breve, mas sua chefe só quer saber de levá-lo para cama. Ela usa lingerie sexy, prende ele na sala e se insinua para ele, na frente de clientes anestesiados.

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Kurtis tem um bom emprego na Pellit Química, mas, um dia, seu chefe morre e a empresa passa às mãos de seu filho, que é um incompetente viciado em sexo e cocaína.

Os três decidem-se por matar seus chefes, cada um a sua maneira, com a consultoria do notório bandido, Mete-a-mãe Jones. O filme tem uma reviravolta hilária e eu ri alto várias vezes. Ele chega a ser um pouco inovador, diferente das comédias besteróis de sempre, mas não passa muito além disso: um filme para rir e relaxar.

O elenco é muito bom e tem gente grande como a Jennifer Anniston, o Jamie Foxx e o Kevin Spacey.

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Esse não está disponível no Netflix, infelizmente. Achei que ele valia os 10 reais que o Now me cobrou por ele, já que eu queira ir ao cinema para vê-lo, mas acabei não tendo tempo.

Anos depois do primeiro filme de “Casamento Grego”, Toula e Ian tem uma filha, Paris, que está prestes a se formar no ensino médio. A garota já está sofrendo as pressões da família grega, que quer que ela se case e fique com eles na cidade de Chicago. Toula ainda trabalha no restaurante da família e ela e Ian ainda são um casal fofo, mas andam meio afastados.

Mas então, seu pai, Gus, decide provar a todos que é um descendente direto de Alexandre, o Grande. Mexendo nos documentos, Gus descobre que a sua certidão de casamento com a mãe de Toula, Maria, nunca foi assinada. Em suma, os dois têm vivido em pecado. oooh!

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Então, Maria dá um ultimato a ele, para que resolvam logo esse impasse e se oficializem como um casal! Ela manda o velhinho dormir no sofá e Gus diz que dorme mal, não por causa do local, mas porque sente falta de ouvir o ronco dela! ❤ É esse o Casamento Grego a que o filme se refere, e não algo com a filha de Toula (até porque ela só tem 17 anos, seria bizarro!).

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Esse filme é delicioso! É engraçado, inteligente, doce e vai fazer você desejar ter uma família tão grande e tão grega quanto a de Toula e Paris!

Gus, o patriarca da família, me lembrou muito o vô de uma amiga minha, os gregos realmente são assim e são teimosos o suficiente para afirmar que “é tudo mentira isso, os gregos não são assim”. Para o pappou, os gregos inventaram tudo, até o Facebook e seu amor pela terra natal dura anos, anos e anos.

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Eu ri alto em muitos momentos e adorei os ideais de família, amor, laços e maternidade que ele mostra. O elenco original do primeiro filme retornou em peso e isso deixou a história mais fácil de acompanhar. Toula e Ian ainda são um casal adorável e é lindo ver esse amadurecimento na história.

A única coisa que eu ainda não entendi é o amor de Gus pelo Vidrex, que ele diz que tem o grande poder de consertar tudo! Ando com vontade de testar essa teoria.

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A atriz que faz o papel de Toula, Nia Vardalos, escreveu o roteiro deste e do primeiro filme de Casamento Grego (fun fact: O primeiro filme, de 2002, ainda é a comédia romântica mais lucrativa de toda a história. Rendeu uns 6150% a mais do que aquilo que foi investido para produzir o filme). Nia também participou da elaboração do roteiro de “Eu Odeio o Dia dos Namorados”, que mal posso esperar para ver, porque, pelo visto, eu adoro o trabalho dela!

Super recomendo ver se você anda sentindo a necessidade de risos, mais risos, amor familiar, amor de velhinhos e algumas lágrimas. É uma pena que tenham removido o primeiro filme do catálogo da Netflix! =/

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

 

The Secret Diary of Lizzie Bennet – Bernie Su e Kate Rorick

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Nome: The Secret Diary of Lizzie Bennet
Autores: Bernie Su e Kate Rorick
Editora: Touchstone
Páginas: 400
Idioma: Inglês intermediário

escrevi no blog sobre o quão obcecada fiquei com o seriado do Youtube “The Lizzie Bennet Diaries”. A websérie acabou, mas as amizades que eu fiz através dele continuam até hoje. De tanto que me impactou, não seria estranho saber que TLDB (só pros íntimos) gerou umas anedotas curiosas na minha vida, no mínimo.

Certo dia, eu estava no twitter quando Kate Rorick, uma das roteiristas da série, pediu ajuda de alguém que falasse português. Como eu não tinha nada para fazer, me ofereci. Turns out que Kate Rorick escreve romances históricos maravilhosos sob o pseudônimo Kate Noble. Em um de seus livros, o personagem principal solta umas frases aqui e lá em português, e ela queria que eu fizesse uma tradução correta delas e enviasse áudios de como elas soariam se faladas por um nativo.

Em troca desse “servicinho” – honestamente, eu estava tão empolgada em conversar com ela que teria feito sem receber nada – Kate me enviou dois de seus romances históricos, um monte de coisinhas fofas de TLDB e  uma cópia de “The Secret Diary of Lizzie Bennet”, que tinha acabado de ser lançado e que eu não tinha esperanças de ter em tão pouco tempo.

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Minha reação quando o carteiro chegou com o pacote que ela me enviou.

Se você tem vivido embaixo de uma pedra nos últimos dois anos, The Lizzie Bennet Diaries é uma adaptação moderna, em formato transmídia, de Orgulho e Preconceito. Lizzie conta sua história através de vlogs semanais, que ela deve gravar durante um ano para finalmente conseguir seu mestrado em comunicação.

Tem a mãe que quer casá-la logo, o Sr. Bennet que gosta de trenzinhos, a irmã Lydia, que é bem reckless, Jane, a irmã fofa e que estuda moda, o médico Bing Lee, sua irmã Caroline e William Darcy, um jovem que tem enriquecido muito com negócios na área de tecnologia. Os outros personagens também são maravilhosos e a série tem uma diversidade de personalidades e racial que deixa qualquer produtor cultural encantado.

Basicamente, é maravilhoso. E se você amou a websérie, vai amar ainda mais o livro.

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Funcionando exatamente no modelo de transmídia que aprendi no último semestre da faculdade, o livro é um complemento a aquilo que está nos vídeos. Os pontos abordados da história são os mesmos, mas com mais profundidade e informações adicionais, que vem em dois gumes, porque, por ser o diário de Lizzie, a gente fica sabendo só do ponto de vista dela, sem ter a opção de recorrer aos vídeos, tweets e posts no Facebook dos outros personagens.

O diário de Lizzie também tem o grande poder de ter cenas que não aconteceram na frente da câmera, ou seja, que ficaram de fora da série. Por exemplo, logo no começo dos vídeos ela menciona uma festa de passagem e, no livro, a gente acaba vendo todas as cenas que aconteceram durante a festa.

Dessas cenas do diário, a que mais me marcou foi uma que rola depois de todo o bafafá do clímax da série. Basicamente, Darcy olha para Lizzie e diz: “Come to bed, Lizzie”. E ela vai. E eu fico desmaiada porque isso não está na série – nem teria lugar, na verdade-, mas dá um baita complemento, em 4 palavras, a todo o relacionamento deles. 

Além disso, o livro dá uma grande profundidade à Lizzie. Ela deixa de ser aquele personagem dos vídeos e passa a ser um personagem com pensamentos e sentimentos mais explícitos. Se no vlog a gente acha que entende pelo que ela tá passando e aquilo que ela está pensando, no diário a gente tem mais certeza das coisas, consegue sentir mais empatia e se envolver mais com toda a história.

Comecei a assistir a websérie quando estava no episódio 60, mais ou menos. Eu esperava ansiosamente pelas tardes de quarta feira, para receber um vídeo novo e saber o que acontecia no mundo da Lizzie. Depois de ler o livro e saber alguns bastidores da história, eu não tive escolha se não voltar ao Youtube e rever todos os vídeos – de novo e de novo.

“The Secret Diary of Lizzie Bennet” foi lançado em português como “O Diário Secreto de Lizzie Bennet”, pela editora Verus. Mas, se você já conhece bem a série e quer tentar ler algo em Inglês, o livro é bom para quem não tem muitos conhecimentos na língua e quer praticar a leitura!

Kate Rorick e Bernie Su também escreveram “The Epic Adventures of Lydya Bennet”, que conta a história da Lydia depois de todos os acontecimentos da época do vlog. Esse eu ainda não li, mas mal posso esperar para fazê-lo.

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Beeijos, A Garota do Casaco Roxo