15 escritores famosos que tinham profissões inusitadas

15 escritores famosos que tinham profissões inusitadas

Escrever um livro pode parecer uma tarefa fácil, mas não é. Entre pesquisa, elaboração de enredo, mais pesquisa, mais elaboração de enredo, escrita, escrita, escrita, escrita, revisão, revisão, revisão e revisão, existe muito mais trabalho do que pode parecer inicialmente.

Por vezes, esse é um ofício que não ganha reconhecimento pelo esforço que demanda.  Até mesmo autores publicados têm dificuldade em viver só de escrever livros e, normalmente, possuem aquilo que os americanos chamam de “day job”, um trabalho fixo, que permita que eles paguem as contas e sigam escrevendo.

Dessa forma, não é estranho ouvir histórias de escritores best-seller, traduzidos em 40 países e com livros adaptados para o cinema, que trabalhavam como zeladores, supervisores de dormitórios e até cantores (James Joyce, por exemplo, era cantor e pianista e também trabalhou operando um projetor de cinema, antes da publicação de “Dublinenses”).

Por isso, deixe um pouco a caneta e o bloquinho de lado, leia essa lista e inspire-se nas diversas profissões que escritores famosos tinham, antes de se tornarem um sucesso!

  • Meg Cabot era supervisora de um dormitório de faculdade

Foto da escritora Meg Cabot

Também conhecida como minha escritora favorita, Meg Cabot foi aconselhada pelos pais a ter uma profissão que desse dinheiro, antes de se jogar no mundo literário. Então, ela estudou Arte, na Indiana University. Coisa que, convenhamos, também não dava muita estabilidade.

Quando a faculdade terminou, ela se mudou para Nova Iorque, porque era “onde as oportunidades estavam” e passou a trabalhar em uma livraria, ainda sem escrever nada.

Foi nessa época que ela começou a ficar curiosa com os romances históricos. Meg via que eles vendiam muito e achou que conseguiria escrever um. Para se testar, acabou escrevendo 4 livros, sem ter coragem de mandar para nenhuma editora, com medo de ser rejeitada (quando ela finalmente publicou as obras, fez sob o pseudônimo de Patricia Cabot, porque não queria que a avó lesse as cenas de sexo!).

Depois disso, Meg conseguiu um emprego como gerente assistente de um dos dormitórios  da New York University. Ela adorava porque “estava rodeada de jovens, e a maioria deles dormia até o meio-dia, todos os dias, então eu conseguia escrever durante as manhãs.” Com o emprego, ela podia frequentar algumas aulas da New York University e usou a oportunidade para estudar editoração e um pouco de escrita criativa.

Cartão de visita Meggin Cabot NYU
Recentemente, a Meg compartilhou no Facebook uma foto de seu antigo cartão de visitas.

Foi assim que ela escreveu o livro pelo qual ficou conhecida, “O Diário da Princesa”, que foi rejeitado por várias editoras.

Quando ela finalmente conseguiu um agente literário para ajudá-la no processo de publicação, a Disney ficou sabendo da existência do livro e comprou os direitos, antes mesmo que ele fosse publicado.

Sem manter as esperanças altas, já que muitos livros têm seus direitos comprados para o cinema, sem se tornarem filmes em si, a Meg continuou trabalhando no dormitório da New York University.

Quando o filme realmente estava prestes a ser lançado e a Disney enviou um cheque enorme para a escritora, ela finalmente pediu demissão. Naquela época, ela já estava trabalhando nos livros da Mediadora e já tinha vários outros contratos de publicação (Meg chegou a escrever 12 livros em um ano, gente!), que davam estabilidade financeira a ela.

Toda essa história pode ser lida no texto da Cosmopolitan escrito pela própria Meg. Há outro artigo no blog dela, com dicas de escrita. A principal delas é, adivinhe só, ter um emprego para pagar as contas. Ela também dá a estatística assustadora de que apenas 2% dos escritores publicados ganham dinheiro suficiente para viver somente de escrita. Como o texto é de 2003, vamos torcer para esse número ter aumentado, nem que seja só um pouquinho.

  • Vladimir Nabokov era um entomologista

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Quem diria que o escritor de “Lolita” trabalhava estudando insetos, hein? Um verdadeiro Gil Grissom.

Vladimir Nabokov não só era um entomologista, como era bem famoso e reconhecido no ofício. Ele trabalhou na Wellesley College e depois foi para Harvard, onde atuou como Curador da Coleção de Borboletas do Museu de Zoologia Comparada. Muito louco, não? Foi mais ou menos nessa época que a esposa de Nabokov o convenceu a publicar “Lolita”, em uma história parecida com a do Stephen King.

Nabokov também formulou uma Teoria da Evolução das Borboletas, que só foi comprovada em 2011, por meio de exames de DNA. Por essa eu não esperava!

  • John Green era capelão de um hospital de crianças

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Antes de se tornar um escritor, John Green estava estudando para ser pastor de uma igreja protestante. É sério.

Em 2000, por 5 meses, John Green foi o capelão de um hospital pediátrico, como parte do seu “Processo de Discernimento” – tipo de imersão espiritual que os que querem virar pastor devem fazer em hospitais, cemitérios e aeroportos. Ele fez esse processo pela University of Chicago Divinity School.

Algumas das personalidades dos personagens de “A Culpa é das Estrelas” foram, em parte, baseadas nessa imersão do Green. Se você tiver paciência de ver outra pessoa jogando videogame, o próprio autor fala sobre esse processo nesse vídeo aqui.

  • Margaret Atwoood era garçonete e caixa de uma cafeteria

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A escritora de “O Conto da Aia” é bem conhecida em países de língua Inglesa e agora está ganhando ainda mais popularidade.

O que pouca gente sabe é que, antes de ser escritora, Margaret Atwood era garçonete e caixa de uma cafeteria. A experiência foi terrível porque ela detestava o trabalho e os clientes grosseiros, e ainda era assediada por um ex-namorado, que ia até o estabelecimento só para olhar para cara dela. Tipo aquela mulher do Amélie Poulain, sabe?

Margaret escreveu sobre essa experiência em um conto chamado “Ka-Ching!” e nesse texto no blog dela.

  • Arthur Conan Doyle era médico

Médico

Ora, ora, ora, parece que temos um Xeroque Holmes aqui!!!

Conan Doyle se formou em Medicina pela University of Edinburgh e trabalhou por um tempo na Marinha Britânica, como médico da tripulação de navios.

Depois, em 1882, ele se estabeleceu em Southsea, Hampshire, e montou um consultório médico. Para passar o tempo entre um paciente e outro, ele escrevia histórias.

O primeiro livro de sucesso dele, “Um Estudo em Vermelho”, foi publicado apenas em 1887 e ele ainda demorou um pouco para largar a carreira de médico e se dedicar a ser um escritor em integralmente.

  • Douglas Adams teve mais empregos do que você pode imaginar

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De todos os escritores da lista, Douglas Adams, famoso pelo Guia do Mochileiro das Galáxias, é o que teve a carreira mais diversa e fascinante.

Ele trabalhou como porteiro de hospital, segurança de hotel e cuidador de galinhas, enquanto escrevia textos para programas de rádio e TV.

Mas, sem dúvidas, o trabalho mais exótico dele foi como guarda-costas de uma família multimilionária de magnatas do petróleo do Qatar.

  • Harper Lee trabalhava no guichê de uma companhia aérea

Atendente de Cia. Aérea

O Sol é para Todos” é um dos meus livros clássicos favoritos e deu à Harper Lee o Prêmio Pulitzer de Ficção, em 1961.

O que ninguém sabe é que, talvez, ele nem teria sido escrito, se não fosse por um presente generoso.

Explico: Harper Lee trabalhava reservando e emitindo passagens aéreas para a Eastern Airlines e tinha o sonho de se tornar uma escritora profissional. Tão grande era esse projeto que ela chegou a viajar para o Kansas, na companhia de Truman Capote, para ajudá-lo nas pesquisas e entrevistas de seu famoso livro de não-ficção “A Sangue Frio”.

Lee seguiu trabalhando na companhia aérea até que, em um Natal, recebeu um bilhete de seus amigos que dizia “Você tem um ano de folga do seu trabalho, para escrever o que quiser. Feliz Natal”. Junto ao cartão, havia um cheque com os salários equivalentes a um ano de serviço.

Foi nesse ano “presenteado”, que ela escreveu “O Sol é para Todos”.

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Antes de ser o escritor aclamado de mais de 60 livros, Stephen King se formou em Educação, na Universidade do Maine e teve diversos trabalhos. King trabalhou em uma lavanderia e em um posto de gasolina, mas seu ofício mais notório foi como zelador e faxineiro de uma escola de Ensino Médio.

A vista dos corredores e dos armários da instituição o inspirou a escrever a cena de abertura de “Carrie, a Estranha”, cujo rascunho ele jogou no lixo, depois de escrever 3 páginas. Por sorte, o texto foi descoberto por sua esposa, Tabitha, que convenceu ele a continuar escrevendo porque ela queria saber o que ia acontecer.

  • Suzanne Collins escrevia roteiros de TV de programas infantis

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Antes de ser conhecida no mundo todo pelo livro “Jogos Vorazes”, Suzanne Collins tinha uma sólida carreira como roteirista de programas infantis. Ela fez parte de vários projetos do Nickelodeon, incluindo “Clarissa explica tudo”, que era estrelado pela Melissa Joan Hart, de “Sabrina, Aprendiz de Feiticeira”. Ela também escreveu episódios de “Os Arquivos de Shelby Woo” e acredita-se que essas experiências tenham ajudado a construir a personalidade de Katniss Everdeen.

  • George Orwell era policial

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Andei lendo George Orwell, para a Revista Pólen, e ando um pouco fascinada com ele. Nascido Eric Arthur Blair, ele trabalhou como um policial da Polícia Imperial Indiana, em Burma. Ele protegia cerca de 200 mil pessoas e era reconhecido por seu “elevado senso de justiça”.

Depois disso, ele atuou como jornalista, em uma profissão um pouco mais próxima do trabalho de escritor.

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Sophie Kinsella é o pseudônimo de Madeleine Wickham. Assim como sua personagem Becky Bloom, Madeleine é jornalista, especializada na cobertura do mercado financeiro.

Por achar o trabalho “sem inspiração e nada empolgante”, ela escrevia livros para passar o tempo, durante o horário de almoço e a noite.

Antes de publicar “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, ela já tinha escrito – e publicado! – outros 4 livros.

Madeleine também trabalhou com o marido em recitais de música. Enquanto ele cantava, ela o acompanhava no piano. Legal, né?

  • Rainbow Rowell era colunista de jornal

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Rainbow Rowell tinha uma profissão mais próxima do mundo da escrita, trabalhando como colunista do Omaha-World Herald por 10 anos. Na faculdade, ela se formou em três áreas: Jornalismo, Publicidade e Inglês.

Ela teve experiências nesses três campos, antes de se firmar como escritora.

Ela diz, “quando eu estava na faculdade, estudar Inglês sempre pareceu uma coisa extra, quase uma indulgência. Eu adorava a ideia de escrever ficção e até poesia, mas queria um trabalho que viesse com um seguro de saúde e um salário estável. Eu cresci em uma família pobre, então ser uma artista morte de fome tinha zero de apelo para mim.”

Preach, Rainbow, Preach.

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Antes de se tornar famoso por fazer todo mundo chorar com seus livros, Nicholas Sparks teve trabalhos diferentes. Ele, inclusive, tentou ir para a Faculdade de Direito, mas foi rejeitado. Ops.

Um dos trabalhos de Sparks foi vender produtos dentais por telefone. Diferente, né?

  • Agatha Christie era farmacêutica assistente

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Agatha Christie era uma das assistentes de farmacêutico sendo examinadas pela Cruz Vermelha, em 1917. Aparentemente, Agatha tinha grandes conhecimentos sobre drogas e venenos e isso ajudou-a em sua carreira como escritora.

Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1914, Agatha Christie era uma das voluntárias do exército e passou 4 anos no auxílio às tropas feridas em um Hospital Militar em Devon, na Inglaterra.

Outro que figura no hall dos meus escritores favoritos, Dan Brown e eu temos uma coisa em comum! Nós dois frequentamos a Phillips Exeter Academy, em Exeter, New Hampshire.

Dan Brown era filho de um dos professores da escola preparatória (que também foi onde Mark Zuckerberg estudou) e praticamente cresceu no campus.

Alguns anos depois de se formar na Amherst College, Brown voltou para Exeter como professor de Inglês. Tudo bem que isso foi antes de eu nascer, mas se ele tivesse esperado uns, sei lá, 18 anos, eu poderia ter tido aulas com ele. Doido, né?

Dan Brown em fotografia tirada na escadaria da biblioteca Class of '45 da Phillips Exeter Academy
Dan Brown na escadaria da biblioteca da Phillips Exeter Academy. A foto é do fotógrafo Isaac Hernandéz que fez um relato sobre ela nesse link aqui.

Espero que essa lista sirva de inspiração para que você termine seus projetos e siga em frente com eles. Aquela frase que diz que o sucesso é 10% inspiração e 90% transpiração é pura verdade. Esses autores lutaram muito para chegar onde chegaram, só que a gente não viu nem metade desse esforço.

Gostou do post? Compartilhe ele nas redes sociais! Se fizer sucesso, quem sabe eu não faça um só com autores nacionais e suas profissões secretas? hehe

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Twentie´s Girl – Sophie Kinsella

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Nome: Twentie´s Girl

Autora: Sophie Kinsella

Editora: The Dial Press

Páginas: 435

Idioma: Inglês intermediário/avançado (“Twenties Girl” foi publicado aqui no Brasil com o título “Menina de Vinte”)

Sempre ouvi falarem bem da Sophie Kinsella, mas por algum motivo desconhecido sempre tive birra dela. Cheguei a ler alguns livros da série “Becky Bloom”, mas sempre me irritava com a personagem principal e acho que parei de ler a série no terceiro livro. Um dia desses, mergulhada no tédio das tardes de domingo, decidi dar uma nova chance para a autora e, olha, que bom que eu fiz isso!

O livro é bem engraçado e começa de forma inusitada, no funeral da tia-avó que a personagem principal, Lara Lington, desconhecia a existência. Em respeito à tia Sadie, todos os membros da família estão presentes: Lara e seus pais honestos e modestos e os tios e primos do outro lado da família, que enriqueceram através de franquias de lojas de cafés. Tudo vai bem e a cerimônia parece bem cansativa até que Lara começa a ouvir os lamentos de uma jovem, vestida em roupas dos anos 20 e reclamando que não consegue “encontrar seu colar”. Lara é a única pessoa que consegue ver a jovem, que, na verdade, é a versão mais nova e em espírito de tia Sadie.

Até que Lara não encontre o colar de Sadie, ela não vai poder descansar em paz e nem vai deixar com que a garota viva sua vida. Dando conselhos sobre dança, amor, rapazes, trabalho e moda, a tia Sadie muda completamente a vida de Lara, enquanto elas lutam para encontrar um colar de pedras e de libélula que tia Sadie ganhou dos pais ainda nos anos 20 e que ficou sob sua guarda por mais de 75 anos. 

Uma precisa da outra já que Lara não está muito bem: ela terminou com seu namorado, largou o emprego para começar uma empresa de caça talentos com sua amiga, que foi embora deixando ela de calças curtas, sem falar na sua auto-estima, que anda bem baixa. Nada vai bem para a sobrinha… Tanto que Lara faz com que tia Sadie espione a vida do seu ex-namorado e Sadie faz tudo para ajudá-la, até mesmo gritar no ouvido das pessoas para que elas pensem que os gritos de Sadie são sua consciência falando e tomem as atitudes que a tia quer.

Um dos momentos mais engraçados do livro acontece quando Sadie convence Lara a convidar um cara que ela achou bonito para jantar. Então Sadie veste Lara com roupas dos anos 20 e convence o cara a ir dançar o twist com ela. É como se o encontro fosse de Sadie, mas com ela representada por Lara. Os tios e o outro lado da família também estão envolvidos na narrativa de forma surpreendente, o livro é cheio de reviravoltas, do jeito que eu gosto!

As duas vão criando uma amizade e redescobrindo aquilo que elas têm em comum como família. Lara também descobre muito sobre o passado da tia, que vai te deixar de queixo caído. Tudo isso porque ela pensava que a tia tinha uma vida pacata em um asilo de velhinhos. Que nada!

Algumas cenas são muito engraçadas e o livro vai te prender de um jeito que você vai se apaixonar por todos os personagens e vai ficar bem triste (triste de um jeito bom, gente! Você vai rir tanto que quando chorar no final, nem vai perceber!) quando tudo terminar.

Recomendo para todo mundo que goste de um romance leve e doce e que não foque tanto em relacionamentos amorosos, mas na família, como um todo. Se prepare para rir, para viajar no tempo e dançar o twist, e para chorar um pouquinho. O livro tem um nível de inglês um pouco mais avançado, já que é escrito em inglês britânico, mas acredito que o pessoal ainda no nível intermediário não terá grandes problemas.

                                                                                                    Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Azar o Seu – Carol Sabar

azar o seu

Nome: Azar o Seu

Autora: Carol Sabar

Editora: Jangada Editorial

Páginas: 368

Pense em um livro que toda vez que você lembra de um trecho, deixa um sorrisinho escapar. Isso acontece comigo com um monte de livros… Uma lembrança aqui, uma cena engraçada aqui, uma referência que só você entende e lá está o sorriso no rosto. “Azar o Seu” se juntou a esses títulos recentemente.

O livro conta a história de Bia, que está com a vida toda bagunçada. Ela perdeu seu emprego master-blaster de bom, depois de uma rasteira de uma colega e agora está atolada em dívidas e tem que ajudar seu pai a cuidar de sua floricultura. Certo dia, um parente distante morre e ela viaja na kombi velha da floricultura para prestar as homenagens. Depois de passar dias num lugar onde ela não quer estar e aguentar as gracinhas de um primo folgado, Bia está no caminho de volta para Juiz de Fora, pensando nas suas desgraças – parece eu no ônibus indo pro Terminal Bandeira, gente- quando o estranho do carro ao lado começa a acenar loucamente para ela, tentando se comunicar. Com o trânsito deixando tudo parado, o estranho sai do carro para conversar com ela e antes mesmo que ele possa abir a boca, um tiroteio começa.

Certa de que vai morrer, Bia conta para o estranho sobre todo o amor que ela tinha e ainda tem por Guga, o primeiro garoto pelo qual ela se apaixonou. O estranho, sem saber como reagir, não revela sua verdadeira identidade e assim eles começam a se reaproximar.

Pode parecer um pouco clichê, um assunto já batido, mas o legal de “Azar o Seu” é a forma inovadora que Carol Sabar usou para contar essa história, com flashbacks ao passado, muitas besteiras, várias trapalhadas e certa dose de vergonha alheia (tanto para a Bia, quanto para o Guga).

A narrativa se passa em Juiz de Fora, Minas Gerais, e só isso já deixa ela mais legal porque oferece uma perspectiva nova para gente como eu, que do Brasil conhece muito pouco.

Outra coisa importante é que, além do romance, o livro aborda muito a questão do perdão e do autoconhecimento. A história não gira só em torno do romance, mas também faz uma abordagem da vida profissional de Bia, de uma amizade perdida e o que ela pode fazer para melhorar nesses lados.

É um romance delicioso e fofo demais, ótimo para relaxar e se divertir. Os fãs de Meg Cabot, Sophie Kinsella e Carina Rissi, que quiserem fugir um pouco para Minas Gerais vão adorar essa história.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo