(Mais) documentários sensacionais para ver no Netflix

Eu avisei que estava vendo documentários como se estivesse bebendo coca-cola, não avisei?

Pois bem, reuni os melhores dos melhores que vi, na minha nova lista de documentários para assistir no Netflix (ou em qualquer outro lugar, não é?). Eu já tenho uma outra lista aqui no blog, com 5 documentários legais para ver no Netflix.

Paris is Burning

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Eu vi “Paris is Burning” porque apareceu na minha lista de sugestões, logo que terminei de ver todas as temporadas disponíveis de Ru Paul´s Drag Race.

“Paris is Burning” nos dá um olhar direto à cena LGBT do Harlem, nos anos 80. O filme estreou em 1991, mas levou cerca de 9 anos para ficar pronto.

Passando pelos bailes organizados pelas boates, pelos passos de voguing, pelas drag queens, até entrevistas gravadas na rua com os personagens, o documentário abre um mundo e uma cultura relativamente desconhecidos por mim. Se você achava que tudo começou com RPDR, como eu achava, sabe de nada, inocente! Prepare-se para uma lição de história! Acho que só aprendi o que é Shade mesmo com este documentário.

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Não importa se você é hétero, gay, ou qualquer outra coisa, “Paris is Burning” é uma análise cultural muito interessante.

Durante parte do filme, nós seguimos Venus Xtravaganza, que estava passando pelo processo de reatribuição do gênero. Em entrevistas gravadas na rua ou em seu quarto, conhecemos um pouco da vida de Venus, ouvimos ela contar sobre como sofreu transfobia em diversas ocasiões e sobre seus sonhos e anseios. Ao final do filme, descobrimos que Venus Xtravaganza foi assassinada de maneira brutal. Seu assassino nunca foi capturado.

Ainda que o filme não seja sobre Venus em si, ele fala com profundidade sobre os preconceitos que gays, drag queens, travestis e transexuais sofrem. De um pai que jogou fora todos os vestidos de drag do filho até o assassinato de Venus, essas histórias nos marcam e ficam para sempre na memória.

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Algumas acusações surgiram contra a diretora do filme, Jennie Livingston, e acredito que este artigo de Jorge Marcelo Oliveira explica bem os “poréms” do filme. Mesmo assim, acho um documentário importante, que merece ser visto.

A Um Passo do Estrelato

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Provavelmente, “A Um Passo do Estrelato” é meu documentário favorito da lista. Ele conta a história de gente que chega perto, muito perto do estrelato, mas que nunca ganham os spotlights: os cantores de apoio.

Ou backing vocal, se você preferir.

Com participações de Bruce Springsteen, Mick Jagger, Stevie Wonder, Sting e outros artistas, “A Um Passo do Estrelato” vira os refletores para os personagens secundários das maiores músicas da história. O filme ainda tem imagens de apoio de David Bowie, Ray Charles, Elton John, Michael Jackson, John Lennon, Tom Jones, Rod Stewart, Paul McCartney e tantos outros cantores que usaram backing vocal para dar profundidade às suas canções.

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O foco do documentário é jogado em Darlene Love, Merry Clayton, Tatá Vega, Janice Pendarvis, Lisa Fischer e Judith Hill. A narrativa se apoia nessas personagens para contar um pouco da história dos backing vocal e de como a música evoluiu através do trabalho delas (e deles também!)

Uma das histórias que mais me fascinou foi a de como fizeram os backing vocals de “Gimme Shelter”, dos Rolling Stones. Por algum motivo que só Deus conhece, eu achava que era o próprio Mick Jagger que fazia aquela voz sensacional, gritando “Rape, murder yeah, it´s just a shout away”. Mas não, Merry Clayton é a responsável por isso.

No documentário, ela conta que estava grávida e que era tarde da noite, quando ela recebeu uma ligação de um produtor local, que dizia que a banda dos “rolling qualquer-coisa” precisava de uma mulher para fazer uma voz de fundo. Merry já estava de pijama de seda e casaco de pele, com rolinhos no cabelo, cobertos por uma écharpe da Channel. E foi assim que ela gravou o vocal, em duas meras passadas.

O vídeo abaixo explica um pouquinho mais a fundo:

De cair o queixo, não? 

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“Você tende a se perguntar se há uma forma de sair dessa profissão ou dessa vida sem morrer de coração partido”

Aqui vai o trailer completo do documentário:

Betting on Zero

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Ugh, esse documentário me deixou tão brava!!!! Toda vez que eu penso nele, eu fico mais brava ainda!!!

“Betting on Zero” é um documentário que conta um pouco da história da empresa Herbalife, para além dos shakes e suplementos vitamínicos que eles vendem. Através de vídeos e depoimentos de vítimas, o diretor Ted Braun busca mostrar que os verdadeiros lucros da empresa não vêm da venda lícita dos produtos para quem quer ter uma vida saudável, mas sim, de um esquema de pirâmide.

Chame de Marketing Multinível ou do que for, o documentário mostra depoimentos de várias pessoas que caíram no esquema, gastaram rios de dinheiro e criaram “Clubes de Nutrição” com o objetivo de recrutar novas pessoas para realizar o mesmo trabalho e assim por diante. Sem nunca receber um centavo de volta e sendo muito prejudicadas por causa disso.

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Nós seguimos a história de um grupo de latinos que moveu uma ação em conjunto contra a empresa. Também seguimos a história de Bill Ackman, um hedge fund manager que investiu mais de 1 bilhão de dólares (não, não foi ele quem financiou o documentário) na tentativa de fazer com que a empresa fosse investigada pelo governo americano, porque acreditava que o fim da Herbalife seria bom para todo o mercado econômico dos EUA. Além disso, ele acredita que, por ser financiada através do engano de outras pessoas, a Herbalife não seria uma empresa legítima.

Por fim, o documentário mostra a participação de Carl Icahn, um investidor que decide dar rios de dinheiro à Herbalife, pela pura razão de detestar Bill Ackman. Icahn acabou sendo nomeado por Donald Trump como Assessor Especial da Presidência para a Reforma Regulatória.

Um verdadeiro drama, para ser sincera.

O documentário é bem recente e alguns dos acontecimentos nele datam de março de 2017, o que é uma raridade. É difícil encontramos documentários tão atuais assim no Netflix. Outro ponto a favor é de que, apesar de mostrar muito da vida do Bill Ackman e das atitudes dele em relação à empresa, o documentário tem o mérito de mostrar um outro lado e de questionar as verdadeiras intenções de Ackman. Esse é um dos filmes mais imparciais que já vi, apesar de denunciar um comportamento ilícito.

Em tempos de crise financeira, com o Brasil chegando a 14 milhões de desempregados (para vocês terem uma ideia, ainda que o tempo tenha passado e que as coisas sejam bem diferentes, na época em que Hitler foi eleito na Alemanha, eles tinham cerca de 7 milhões de desempregados), é bem comum que as pessoas estejam desesperadas em busca de alternativas. Anúncios sobre “ganhe dinheiro fácil, sem sair de casa” pipocam por todo lado e quase todo mundo quer te oferecer coisas da Hinode ou um novo esquema da Polishop, para o qual me convidaram dias atrás. A relevância do documentário atualmente é enorme.

O grupo de latinos foi o que mais me tocou e o que mais me enfureceu. Sem falar inglês e muitos sendo imigrantes ilegais, eles sofreram inúmeros prejuízos e não podem denunciar a Herbalife porque ela denuncia a ilegalidade deles. Os casos reais mostrados no filme acabam te emocionando e é impossível não sentir empatia ou pena dos que foram lesados pela empresa. Há uma seção inteira no site oficial do documentário que mostra as tentativas da Herbalife em silenciar o documentário.

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Eu não sei como é que a Herbalife atua no Brasil, mas, sinceramente, acho que nem quero saber. O pior de tudo é que muitas pessoas têm noção de que o que estão fazendo é ilegal e quem ficar na parte debaixo da pirâmide irá desmoronar e ser prejudicado. E mesmo assim, seguem fazendo sem nenhum escrúpulo, só querendo conseguir mais e mais dinheiro, ainda que para isso tenham que enganar terceiros.

“Betting on Zero” acaba te ensinando muito sobre principios econômicos e te fazendo perder um pouco de fé na humanidade.

Being George Clooney

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Outro documentário que está entre os mais divertidos que já vi, em conjunto com “A Um Passo do Estrelato”. Uma das coisas mais legais sobre ele é que o projeto foi quase todo financiado através do Kickstarter.

Being George Clooney aborda diretamente outro trabalho que também pode ser invisível, mas que é essencial para a indústria do entretenimento. Afinal de contas, atire a primeira pedra quem nunca ouviu um “Versão Brasileira, Herbert Richers”, antes de ver um filme, né? Aliás, recomendo que você não clique nesse vídeo. Ele apareceu enquanto eu pesquisava mais sobre esse documentário e agora a música não sai mais da minha cabeça.

Em “Being George Clooney”, o mundo dos dubladores ganha cores e faces e sotaques.

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A princípio, os nomes Marco Antonio Costa, Rajesh Kattar, Martin Umbach, Tamer Karadagli e Francesco Pannofino não parecem ter nada em comum. Os tipos físicos, sotaques e rostos são completamente diferentes. Mas os 5 são os responsáveis por emprestar suas vozes para o ator George Clooney e fazem o trabalho de tornar o ator ainda mais sexy e galã, só com o vozeirão.

Marco Antonio Costa é o dublador brasileiro do George e, além disso, ele é médico. Sério. A história apresentada no documentário é super interessante. Na época das filmagens de “E.R.: Plantão Médico”, as traduções dos termos médicos não ficaram muito boas. Marco Antonio foi convidado para ajudar eles com isso e, de quebra, fez também a voz icônica.

Outros dubladores brasileiros também participam do doc, além de especialistas que ajudam a explicar porque a dublagem é um sucesso em determinados países, como a Itália.

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Dublador italiano de George Clooney, Francesco Pannofino

Eu amei a participação da Sheila Dorfman, que é a dubladora brasileira da Sandra Bullock. Eu cresci vendo os filmes da Sandra Bullock direto na TV, no dublado mesmo, e achei bizarro quando ouvi a voz em inglês da Sandra e descobri que não era a voz da Sheila. A Sheila Dorfman faz uma fala muito interessante no documenário, sobre a estranha intimidade entre os dubladores e os atores dos filmes. Eles acabam conhecendo tudo, até mesmo a forma como os atores costumam respirar. A Sheila também dubla a Paola Bracho, Usurpadora, a Lorelai, de Gilmore Girls, a Mônica, de Friends e a Xena!  haha Haja diversidade!

“Being George Clooney” é um documentário a ser visto quando se quer relaxar ou distrair um pouco a cabeça. Qualquer pessoa que viu um filme dublado alguma vez vai amar descobrir os bastidores dessa profissão.

Espero que gostem da minha seleção de 4 documentários interessantes para ver no Netflix. Eu ia escrever mais, sobre outros documentários. Mas vi o tamanho do post e acabei decidindo parar nesses 4 mesmo. Prometo que teremos mais versões deste post no futuro próximo do blog.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Onde o Amor Se Esconde – Veridiana Maenaka

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Nome: Onde o Amor Se Esconde

Autora: Veridiana Maenaka

Editora: Verus

Páginas: 350

Sabe aquele romance histórico, bem levinho, que te leva a relaxar e a sonhar em ter uma vida parecida? Então, esse não é o caso de “Onde o Amor Se Esconde”.

Ambientado na São Paulo do Século XX, a história acompanha a vida de Glória, uma jovem que sonha em casar por amor, com o homem dos seus sonhos. A coitada acaba casando com Erasmo, um homem mais velho e frio, que foi escolhido por seu pai. Erasmo vê em Glória nada mais do que a oportunidade de enriquecer e ascender socialmente e a mocinha fica cada vez mais infeliz no casamento, ao tentar conceber um herdeiro e falhar repetidas vezes na tarefa.

A situação de Glória piora quando ela vê que sua amiga Marisa, sempre muito livre e “moderninha” para a época, acaba ficando feliz em seu casamento com um libertino. Vendo a amiga sofrer nas mãos do marido, Marisa apresenta ela a Fernando, um homem que talvez possa dar a Glória a felicidade marital (ou pelo menos carnal, né?) que ela sempre quis.

Mas a situação doméstica piora e Erasmo se mostra um sádico, que chega a abusar de sua esposa de diversas formas. Para mim, essa foi a parte mais difícil de ler. Não consigo acompanhar muito bem narrativas que abordam o estupro (isso é bem pessoal meu, viu, gente? Para mim é meio que “mata, mas não estupra”) e quase abandonei o livro, mas continuei a leitura – até para saber o que seria da Glória, coitadinha.

A narrativa tem reviravoltas surpreendentes, com Marisa se mostrando muito mais liberal do que eu pensava (até para essa época ela seria um escândalo, de certa forma), Fernando muito menos (beeem menos, quase nada) do que eu esperava e com o destino de Glória sendo salvo por pessoas e até por lugares inimagináveis.

As cenas mais memoráveis do livro, para mim, aconteceram em um bordel. As personagens, de certa forma, me lembraram as meninas do Bataclan, de “Gabriela”, de Jorge Amado. Isso ajudou a quebrar um pouco o peso do livro e a dar um alívio para narrativa. Além da parte meio sobrenatural e espiritualista que deu um toque a mais pro livro e que me deixou arrepiada.

Este não é um livro leve e fofo, mas sim um livro necessário para discutir um pouco da história das mulheres e como a gente evoluiu para chegar no ponto em que estamos hoje — tendo ainda uma longa caminhada pela frente.

Uma coisa que senti falta foi da ambientação, que podia ter sido um pouco melhor. Tinha várias expectativas em relação ao romance ser situado aqui em São Paulo, ao invés de na Inglaterra, como estou acostumada a ler, mas elas não foram cumpridas. Além de algumas menções a bairros específicos e ao Jardim da Luz, muito pouco foi dito sobre a São Paulo da época e acho que seria bem legal se isso fosse aprofundado.

No geral, eu gostei da leitura e estou curiosa para ler o outro livro de Veridiana que aborda a mesma época histórica, “Jardim de Espelhos”. Recomendo a leitura, mas leia sabendo que “ceci n´est pas um roman tradicionale”.

Beijos, A Garota do Casaco Roxo

 

 

Evento

Falta a Fernanda França nessa foto! :(
Falta a Fernanda França nessa foto! 😦

Sei que está meio em cima (esse post era para ter saído no meio da semana, mas com o combo trabalhos+faltadeinternet, me impediu de colocar mais cedo), mas amanhã, dia 15/03 às 15h30 vai ter Porre Literário na Fnac da Avenida Paulista com a presença dos autores Enderson Rafael, Fernanda França, Leila Rego, Tammy Luciano e Patricia Barboza.

Todo mundo sabe o quanto eu amo esses autores e o grupo deles, o Novas Letras e eu com certeza estarei lá matando as saudade e descobrindo as novidades que eles tem para anunciar esse ano!

O evento geralmente é rapidinho, mas eles sempre estão disponíveis depois, para autografar livros, fofocar e tirar aquela foto marota.

Espero vocês lá!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que Vi #17

O Mordomo da Casa Branca

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Esperava um filme emocionante e profundo em ‘’O Mordomo da Casa Branca’’ e, sim, foi isso que eu encontrei, mas alguns erros e defeitos fizeram com que o filme fosse menos aproveitado do que normalmente teria sido, entende?

‘’O Mordomo da Casa Branca’’ conta a história de um filho de escravos que trabalham em uma plantação de algodão. Livre de fazer trabalhos pesados pela dona da casa, Cecil Gaines é treinado por ela para servir e trabalhar em uma casa de família. Sua vida evolui e ele passa a trabalhar em um hotel e depois, alcança o posto de mordomo oficial do presidente dos EUA.

Cecil segue trabalhando como mordomo durante a presidência de Truman, Kennedy, Reagan, Nixon e Eisenhower e enquanto isso, acompanhamos também a sua vida pessoal, com a esposa alcoólatra (interpretada por Oprah Winfrey) e seu filho Louis, que entra para a universidade e toma partido nos Freedom Riders – que trabalhavam junto com Martin Luther King pelo fim da separação entre negros e brancos nos EUA.

Uma verdadeira lição de história recente dos EUA e baseado na  história verídica de Eugene Allen (o livro que deu origem ao filme foi publicado no Brasil pela editora Novo Séculoe tem como autor o jornalista Wil Haygood).

Recheado de estrelas como Terence Howard, Forest Whitaker, Oprah Winfrey, Mariah Carey, Robbie Willians, Jane Fonda, John Cusack e Alan Rickman  o filme é bem atuado, mas tem cara de filme de TV, sabe? Aquele que ninguém conhece, passa na Sessão da Tarde e você só sabe alguns trechos da história porque não conseguiu prestar atenção em tudo.

Outro problema é que Cecil  é interpretado quando jovem por Aml Ameen e depois passa a ser interpretado por Forest Whitaker, que é um excelente ator, mas enquanto a Oprah e todos os outros atores envelhecem, Forest fica igual e isso deixa a história inverossímil e faz com que você dê ‘’pause’’ no filme para tentar calcular a idade do famoso mordomo (Eugene Allen faleceu em 2010, aos 90 anos, depois de ter trabalhado na Casa Branca durante 34 anos, caso tenha curiosidade).

Pode te emocionar, mas considere algumas partes como ‘’mágica do cinema’’.

Easy A – A Mentira

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Os filmes do Netflix andavam meio fracos, sem muitas adições e nada muito empolgante, até que eu vi o pessoal do twitter comentando sobre ‘’A Mentira’’, resolvi assistir.

Conta a historia de Olive(interpretada por Emma Stone), uma garota normal, que conta para sua melhor amiga que perdeu a virgindade com um garoto mais velho e acaba sofrendo bullying do grupo religioso da escola (que tem como líder Marianne, interpretada pela Amanda Bynes).

Incentivada e intrigada com a repercussão de seu ‘’feito’’ (que não passa de uma mentira, afinal de contas, ela passou o fim de semana inteiro em sua casa), Olive deixa com que a mentira se espalhe e acaba se comovendo quando um garoto gay pede que ela finja que é sua namorada, o que só leva a ainda mais mentiras.

As histórias vão evoluindo e evoluindo e você chega a se perguntar como ela vai sair de tudo isso. É muito legal observar alguns comportamentos da sociedade no filme, enquanto ela é uma ‘’prostituta’’ por, supostamente, dormir com todos, o garoto é ‘’incrível’’ por fazer exatamente o mesmo.

O filme também é considerado uma releitura do clássico ‘’A Letra Escarlate’’ de Nathaniel Hawthorne, um livro que aborda quase o mesmo assunto: uma mulher sendo julgada, culpada e vitimizada pela sociedade, enquanto o homem…

Vale a pena assistir pra rir e pra refletir. Recomendo pra todo mundo que já foi pessoalmente atingido por Regina George que já sofreu bullying e que já praticou bullying, ou seja, todo mundo.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que vi #16

Dois filmes fofos e bobos pra relaxar e rir sem pretensão.

Meu Malvado Favorito 2

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Estou convencida de que a maioria dos filmes de animação lançados atualmente tem como público alvo, adultos e não crianças. Filmes como ‘’UP! Altas Aventuras’’, ‘’Wall-e’’ e ‘’Meu Malvado Favorito’’são verdadeiras lições de amor, com histórias que esquentam seu coração e te deixam feliz – além de toques de humor e piadas que só são entendidas quando se tem mais repertório.

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No caso de ‘’Meu Malvado Favorito 2’’seguimos a história de Gru, um super vilão que deixou de ser malvado após adotar três meninas super fofas. Ele continua cuidando delas com a ajuda de seus minions (eu PRE-CI-SO de um minion de pelúcia. Faltam 47 dias pro meu aniversário- fikdik) e a vida segue, até que ele é recrutado por uma agência super secreta de combate ao trabalho de vilões e tem que investigar um super vilão chamado ‘’El Nacho’’.

É um dos filmes mais fofos que você vai ver. O final é surpreendente e vale a pena prestar atenção no número musical dos Minions, que tem muito, mas muito mais destaque que no filme anterior (isso não foi uma reclamação). Eu o assisti dublado e é o Sidney Magal que faz a voz do ‘’El Nacho’’ – o trabalho dele foi excelente! Acho que ficou até melhor que a versão gringa.

Pra ver pra rir e se emocionar e não precisa se sentir culpado de vê-lo sem nenhuma criança por perto!

Larry Crowne – O Amor Está de Volta

Com Julia Roberts e Tom Hanks no elenco eu realmente tenho que escrever pra te convencer a ver esse filme?

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Tá, brincadeeeira! Conta a história de Larry Crowne, um empregado de supermercado exemplar que nunca é promovido. Um dia ele é chamado à sala da diretoria e, crente que finalmente vai ser promovido, é demitido de seu emprego porque não tem um diploma universitário.

Decidido a mudar esse panorama, ele se matrícula na universidade de sua comunidade e lá começa a se entender melhor e a conhecer novas amizades. Na aula de oratória ele conhece Mercedes Tainot *insira aqui a musiquinha de ‘’Uma Linda Mulher’’*, sua professora, que, assim como Larry, está sem rumo, com um marido folgado e uma carreira deprimente. Larry desenvolve uma quedinha por Mercedes e, com o apoio de seus colegas de classe, vai tentar conquistá-la.

‘’Larry Crowne- O Amor está de volta’’ foi baseado na vida de um amigo de Tom Hanks e teve seu roteiro, sua produção e sua direção feitos pelo ator polivalente. O filme vai te deixar com um sorriso nos lábios e, quem sabe, te motivar a fazer o que gosta e dar um impulso na sua carreira!

Beijoos, A Garota do Casaco Roxo

A Segunda Vez que te Amei – Leila Rego

segunda_capa.inddNome: A Segunda Vez que te Amei

Autora: Leila Rego

Editora: Gutenberg

Páginas: 272

Preço: R$ 39, 90

Todo mundo sabe que eu adoro a Leila Rego, seja por seus romances leves e divertidos, para te fazer chorar de rir e esquecer os problemas lá fora; ou pela simpatia da autora, que é sempre linda/dyva/fofa/etc, etc, não é surpresa nenhuma que eu fui correndo ler ‘’A Segunda Vez que te Amei’’ assim que lançou, né?

André e Raquel são o típico casal de namoradinhos da adolescência. Daqueles que acham que o amor vai durar para sempre e que nada pode impedir de dar certo. ‘’Nada’’ até que o pai de Raquel proíbe a relação e a vida real mostra as garras, os problemas surgem, as magoas aparecem e os pombinhos se separam.

‘’Tudo acontece por uma razão. Tudo tem um motivo e nada é por acaso. Raquel só não estava conseguindo juntar as peças. Não encontrava o motivo. No inicio, achava que era para ela e André ficarem juntos. Agora já não tinha mais certeza.

p. 243’’

13 anos depois e Juli e André são dois chefs de cozinha donos de um restaurante e casados há um tempinho. O relacionamento de ambos esfriou e Juli não parece tão interessada em alimentar o romance quanto André, que se desdobra em mil para conseguir a atenção da esposa e tirá-la da rotina.

 Enquanto isso, Raquel e Alberto têm um filho de doze anos e ambos tem uma vida aparentemente feliz, normal e saudável, até que uma verdadeira bomba cai no lar e Raquel passa a ver seu marido de uma maneira diferente.

Um dia, Raquel e André se reencontram e, sim, as faíscas voltam, mas será que ambos estão dispostos a largar suas vidas para viver uma loucura de adolescência ou o que estava escrito desde o começo vai acontecer?

Só lendo para saber mesmo… ‘’A Segunda Vez que eu te Amei’’ tem reviravoltas surpreendentes e algumas cenas criam no leitor tanta expectativa que ele chega a prender a respiração, quase como se estivesse lendo um suspense Hitchcockiano!

Outra característica da narrativa é que cada capítulo é narrado por um dos personagens e, até mesmo, por personagens que não são os principais. Dando uma sensação de que o leitor sabe de tudo, tudo mesmo, até aquilo que nem os personagens sabem que desejam, além de ter um quê de filme ou de novela. Acho que a história de Juli e André daria um roteiro excelente!

A leitura é bem fluída e rápida (li em uma noite só! Não, eu não dormi) e é impossível não se apaixonar pelo modo dinâmico e quase poético, com o humor meio irônico e colocado nos momentos certos de Leila Rego.

Mais maduro e um pouco mais dramático que os chick-lits do mercado, vai ser impossível não se apaixonar por esse livro e por seus personagens. Você vai entendê-los, torcer por eles, querer que fiquem juntos e, até o último segundo vai ficar com um ponto de interrogação do tipo: ‘’E agora? O que acontece?’’ (Vocês tinham que ver minha mãe implorando por spoiler, era quase uma tortura chinesa para ela!). Também é impossível não querer um André em sua vida, viu?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que Vi #15

Sei que o blog está um pouco atrasado nas postagens, mas acredite em mim, assim que minhas aulas na faculdade recomeçarem ele volta ao ritmo normal. Vamos aos filmes dessa semana? Dois clássicos do cinema com mulheres forte que todo mundo já assistiu e que eu finalmente vi!

Bonequinha de Luxo

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Precisava de um filme para relaxar e queria que fosse um clássico, daqueles que todo mundo viu, menos eu. Então, nada mais justo que ver Audrey Hepburn na adaptação do livro de Truman Capote (Capote é um dos pais do jornalismo literário, seu livro ‘’A Sangue Frio’’ é uma das melhores narrativas de não ficção que já li e o filme ‘’Capote’’ com Phillip Seymour Hoffman, conta os bastidores da escrita desse livro e a vida de Truman em si. É muito interessante e eletrizante, vale a pena para quem gosta de suspense e jornalismo).

Mas não se engane, segundo minhas pesquisas, a Holly Golightly do livro de Capote é uma prostituta que já abortou, fuma maconha, é bissexual e ‘’xinga como um marinheiro bêbado’’, segundo o IMDB.

Conta a história do escritor Paul Varjak que, ao se mudar para um prédio em Nova York, fica encantado por sua vizinha bonita, inteligente e levemente sarcástica, Holly Golightly. O estilo de vida peculiar dela, cheio de festas e com direito até a um empresário fascina e confunde Paul, que percebe que em público ela é sexy e incrível, mas quando está só ela é triste e solitária. Quando o passado dela volta para assombrar descobrimos mais um pouco sobre quem é a mulher que nos dias de tristeza decide ir tomar café da manhã na Tiffany’s.

O filme tem várias referencias ao Brasil – Holly tentando aprender português é hilário- e mostra o quão elegante eram as mulheres de antigamente (e não é elegância de roupas caras não, é elegância de postura na hora de andar e de sentar também. É incrível de ver e queria eu saber fazer igual!), outro fato aleatório interessante é que Audrey Hepburn começou a filmar esse filme quando seu filho tinha apenas 9 meses! Não é incrível?

Recomendo para quem procura um romance diferente daqueles cheios de clichês, algo para relaxar e para se animar, sem pretensões.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

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Amei tanto esse filme que me arrependo de não tê-lo visto antes. Em compensação, desde que o vi pela primeira vez em dezembro já assisti duas vezes.

Conta a história de Amelie, uma menina que tem dificuldades em se relacionar com as pessoas. Até que um dia –mais precisamente o dia em que a Lady Di morre- ela encontra uma caixa com vários brinquedos antigos em seu apartamento. Então, ela sai em busca de seu dono e a partir daí decide ajudar a arrumar a vida das pessoas. Quase uma Madre Teresa de Montmartre.

Se passa em Montmartre, Paris, França e é todo em francês. É uma delicia assisti-lo, você até esquece e as horas passam bem rápido. Recomendo para quem gosta de filmes felizes, sem necessariamente serem românticos (embora Amelie seja muito romântica).

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

O Mundo Pelos Olhos de Bob – James Bowen

CapaMundoPelosOlhosDeBobNome: O Mundo Pelos Olhos de Bob

Autor: James Bowen

Editora: Novo Conceito

Páginas: 220

Preço: R$ 24, 90

Você já leu aqui a história de ‘’Um Gato de Rua Chamado Bob’’ e agora acompanha a resenha da continuação da vida de James Bowen e de seu gato Bob no livro ‘’O Mundo pelos Olhos de Bob’’.

‘’O Mundo pelos Olhos de Bob’’ conta algumas dificuldades que James Bowen teve um pouco antes e depois de seu livro virar um bestseller mundial. Passando por uma doença grave até problemas com outros vendedores da Big Issue- uma revista Londrina feita para ser vendida por pessoas carentes e de baixa renda-, com ênfase em como Bob o ajudou a superar as drogas. O livro é fofinho e mais do mesmo.

‘’Não havia realmente me ocorrido, mas, quando o coloquei no chão, dei-me conta de que era a primeira vez que Bob estava andando na neve, pelo menos comigo. Fiquei lá observando-o tocar de leve uma pata na brancura, depois recuar e admirar a pegada que deixara na superfície virgem. Por um momento, imaginei como devia ser enxergar o mundo através dos olhos dele: devia ser estranho ver que tudo de repente ficou branco.

p.111’’

Confesso que, quando li o título pela primeira vez, acreditei que -diferente do primeiro livro- essa seria a história de James e Bob pelo ponto de vista do gato –seria interessante ver isso já que, por vezes, James imagina o que Bob está pensando- , mas eu estava enganada e ‘’O Mundo pelos Olhos de Bob’’ conta mais algumas aventuras da dupla e o que realmente levou eles a escreverem um livro e disseminarem sua história pelo mundo.

E, confesso que isso me incomodou um pouco. Esperava algo diferente porque, em minha opinião, o primeiro livro já tinha dado conta da parte mais importante da história, já era o suficiente e esse poderia sim ter inovado e feito coisas diferentes, então eu criei expectativas e me decepcionei um pouco.

Embora tenha me mantido entretida e seja uma história legal, por vezes a narrativa me cansou e parecia que eu estava lendo o primeiro livro de novo, sabe?

Mesmo assim, acho que os amantes do Bob irão amar poder dar mais uma olhadinha na história de um dos gatos mais fofos do mundo. Recomendo para aqueles que amaram o primeiro livro –não é necessário ter lido ‘’Um Gato de Rua Chamado Bob’’ para poder ler ‘’O Mundo pelos Olhos de Bob’’- e para aqueles que gostam de histórias de superação e mudanças radicais de vida. Outro ponto positivo é que a história do Bob é uma das poucas histórias de animais em que ele não morre no final, então você não precisa nem se preocupar em chorar horrores.

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Filmes que Vi #14

O Quarteto

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Vi o trailer desse filme no Now da NET e ia apertar para comprar quando me lembrei de ver no Netflix se ele estava disponível. E não é que estava? ‘’O Quarteto’’ é um filme de 2013 com Maggie Smith, Tom Courtenay, Billy Connolly e Pauline Collins e foi dirigido por Dustin Hoffman (o Carl Bernstein de ‘’Todos os Homens do Presidente’’ ou, mais recentemente, o pai do Ben Stiller em ‘’Entrando numa Fria’’).

Conta a história de um asilo para músicos aposentados, cujos habitantes trabalhavam antes no glamour das óperas e dos grandes teatros do mundo e hoje, vivem de caridade. Todo ano, para angariar fundos, os velhinhos montam um espetáculo com os variados números que os fizeram famosos no passado.

Substitua as bandas de rock por peças de ópera et voilá, você terá ''O Quarteto''!
Substitua as bandas de rock por peças de ópera et voilá, você terá ”O Quarteto”!

Cissy –que tem problemas de memória e nos momentos mais dramáticos perde a noção de onde está, Reginald e Wilf – um desbocado, montam uma música para apresentar no concerto. Isso até a chegada de Jean Horton ao asilo, uma das maiores divas do passado e que vive em conflito com Reginald. Então, na tentativa de reviver o passado Cissy convence Jean a cantar com ela, Reginald e Wilf e você vai acabar com os olhos cheios de lágrimas e morrendo de vontade de abraçar seus avos.

O filme é uma graça e cheio de referencias a óperas, além de propor uma reflexão sobre o futuro que plantamos para nós. Quantas vezes não vemos na TV gente que esteve no topo e que hoje chega até a morar nas ruas? Outro ponto legal de ‘’O Quarteto’’ é que ele aborda a velhice com bom humor e sem aqueles estereótipos de velhos reclamões que já estamos cansados de ver.

Recomendo este filme para quem quer relaxar e se divertir sem muita pretensão.

R.E.D – Aposentados e Perigosos

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Originalmente eu iria escrever sobre ‘’Meu Malvado Favorito 2’’, mas achei que a aposentadoria por um ponto de vista diferente de ‘’O Quarteto’’ seria mais apropriado.

O filme é cheio de estrelas como Bruce Willlis, Morgan Freeman, Helen Mirren, Brian Cox e John Malkovich e, honestamente, achei meio estranho que atores desse porte aceitassem fazer um filme assim, acho que eles viram que seus colegas tinham aceitado e fizeram o mesmo.

Conta a história de Frank Moses, um agente aposentado da CIA, que começa a se relacionar pelo telefone com uma mulher do serviço de aposentadoria, Sarah. Um dia tentam matar Moses e, dispostos a descobrir quem está por trás dessa tentativa, ele sequestra Sarah – para tentar salvá-la- e se une a seus colegas do passado, que também estão sofrendo diversos atentados.

É um filme típico de ação, com tiros e bombas para todos os lados e, tenho que ser sincera, não é o melhor filme do mundo, nem o que te deixa mais empolgado e muito menos o mais verossímil, mas, de certa forma, você gosta da história e acaba se envolvendo com os personagens e torcendo por eles. Além disso, tem muitas cenas cômicas, como na que o personagem de Karl Urban –conhecido pelo seu papel em ‘’A Supremacia Bourne’’ chama Bruce Willis de ‘’vovô’’.

Ainda não vi o 2, mas estou curiosa para saber que gancho eles utilizaram para dar continuidade a história.

O que eu mais gostei tanto em ‘’’RED’’ quanto em ‘’O Quarteto’’ foi como os roteiristas  conseguiram mostrar que não é porque você fica velho que tem que ficar inválido e, mais no caso de ‘’RED’’, muitas vezes o contrário acontece e os velhos acabam dando uma verdadeira surra nos mais novos.

Vocês conhecem mais algum filme que aborda a velhice de maneira positiva? Comenta aí!

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

Livros para ler e esquecer que está calor lá fora

lendo no calor

Quisera eu que ler com as temperaturas atuais fosse tão divo quanto na foto acima. Geralmente sou eu na frente do ventilador, tentando me equilibrar para que a luz não me deixe com calor demais e o ventilador não faça as páginas voarem.

Pior só quando o livro que estou lendo se passa em algum lugar quente (caí no sono enquanto lia ‘’O Amor nos Tempos do Cólera’’ e acabei sonhando que tinha uma casa no Caribe, o engraçado é que o Caribe dos meus sonhos era bem mais fresco do que o Brasil da minha realidade ), com várias descrições dos personagens suando, se abanando e, assim como todo ser humano, reclamando do calor.

 Já pensou que loucura seria ler ‘’A Divina Comédia’’, na parte do ‘’Inferno’’ ou ‘’Gabriela, Cravo e Canela’’ com Ilhéus toda se derretendo –sem trocadilhos- para você aproveitar enquanto tenta não se desidratar ou então a Toscana de Frances Mayes (a resenha de ‘’Sob o Sol da Toscana’’ está inteirinha escrita na minha cabeça, vocês devem ler ela logo, logo no blog!) com a culinária pesada e as chuvas torrenciais de fim de tarde? São todos livros maravilhosos, que você normalmente aproveitaria, mas que só de pensar em ler quando está tão quente lá fora já faz o suor escorrer nas suas costas.

Por isso, como sou legal decidi selecionar 4 livros que vão fazer você congelar, sem nem ao menos ter que sair de perto do ventilador. Afinal de contas, se o frio é psicológico, porque o calor também não pode ser?

Jardim de Inverno – Kristin Hannah

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Jardim de Inverno foi uma das melhores leituras que fiz ano passado. Tocante e surpreendente é a história de uma russa, que tem um relacionamento complicado com as filhas e cujo marido tenta fazer de tudo para que ela se sinta em casa, isso inclui morar em uma região fria dos EUA, com direito a nevascas e àquele frio cortante, que parece rasgar cada pedacinho da sua pele que não está coberta (geralmente são só seus olhos, já pensou como deve ser esquisita a sensação de ter seus olhos cortados?!).

A história também tem cenas no Alaska e na Rússia na época das grandes guerras, com direito até a contos de fadas contados como uma alusão à vida real, com direito a ‘’Princesas do Gelo’’ e tudo mais.

Com esse livros seu coração vai se quebrar em um milhão de pedacinhos e você vai chorar copiosamente, mas calor vai ser a última coisa que você vai sentir.

Ponto de Impacto – Dan Brown

Ponto de Impacto

Faz um tempo que li ‘’Ponto de Impacto’’, mas lembro que o considerava meu favorito do Dan Brown (depois de 9 meses eu ainda não sei se amo ou odeio ‘’Inferno’’, acho que só relendo ambos os livros para saber. Talvez no futuro.)

Conta a história de um meteorito que cai no Polo Norte (arrá, já se sentiu um picolé só de ler essas duas palavras juntas, né?) e de Rachel Sexton, que trabalha no escritório de verificações da presidência e cuja função é ir e verificar se o meteorito é mesmo um meteorito.

Cheio de reviravoltas – como sempre, né?- e com direito a nevascas, a roupas de proteção extra contra o frio e a gente caindo direto na parte congelada do oceano pacífico, esse livro vai deixar com frio, mas, do jeito que a história se desenrola, capaz até de te esquentar.

Um Mundo Brilhante – T. Greenwood

Um-Mundo-Brilhante

‘’Um Mundo Brilhante’’ se passa em uma cidadezinha pacata dos EUA –acredito que é Flagstaff- e conta a história de um professor universitário que decide investigar o assassinato de um indígena por conta própria.

O título faz referencia a todo aquele brilho que a neve reflete quando o sol bate nela, se o mundo todo é brilhante então você meio que pensa que nevou para caramba, não é?

De todos esses é o mais razoável já que, até onde eu me lembro, nem todas as cenas são em lugares frios.

CSI: Morte no Gelo – Max Allan Collins

csimortenoice

Uma das últimas resenhas daqui do blog, é um episódio de CSI só que escrito.

São dois casos, um de uma mulher morta encontrada congelada no deserto de Las Vegas (só que de noite e sabemos que nesse horário o deserto é congelante) e de um homem encontrado queimado e enterrado na neve em um hotel no interior de Nova York.

Não tem como sentir calor lendo ele e é um daqueles suspenses deliciosos. Vale a pena.

Espero que tenham gostado das minhas sugestões, conseguem se lembrar de mais algum livro que os deixou com frio?

Beeijos, A Garota do Casaco Roxo

PS: Sei que o blog ficou parado por um tempo, aquele meu problema pessoal evoluiu de uma forma, que eu precisei parar para voltar a deixar minha vida e meus pensamentos em ordem. Espero que me compreendam. Desejo um ótimo 2014 para todo mundo e garanto que o blog volta com força total. Obrigada por não me abandonarem.